Próximo Oriente. Opinião de um leitor

(Foto do Estado de S. Paulo)

Parece que a situação no Próximo Oriente, neste momento, sendo um barril de pólvora deveria merecer maior atenção dos portugueses e do Mundo.

Aí, continua a ser atiçada uma fogueira devastadora (os incêndios não se desencadeiam só em Portugal) em termos humanitários, culturais e civilizacionais. Deixo de lado os interesses geopolíticos, militares, económicos, etc.

O "direito de resposta" invocado por Israel - confrontado com o inaudito nível de violência desencadeada - colide com interesses mundiais relativos à Paz (um assunto para o CS da ONU)e, na minha percepção, dificultará a "cruzada" (desejada por GW Bush) das nações contra o terrorismo, entenda-se, "terrorismo islâmico".

Será cada vez mais difícil e inconsequente falar de terrorismo à escala mundial e ignorar o "terrorismo de Estado" de Israel.

Vejamos situações caricatas. Vivem no Líbano milhares de norte-americanos. Washinghton nada diz de concreto sobre a agressão indiscriminada – um dos alvos de hoje foi o farol do porto de Beirute - a um País soberano, que provocou dezenas de mortos civis. Washinghton, sub-repticiamente, evacua os seus cidadãos e, publicamente, pede ás autoridades israelitas moderação. Aos agredidos (ainda) não pediu nada, mas se for publicamente confrontado pedirá paciência, porque de penitência já chega...

Mas, todos sabemos que Israel só procede assim porque tem o beneplácito de Washinghton...

Um inesgotável círculo vicioso.

a) e-pá

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