Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
Onde é que ele a trará ?
Que honestidade intelectual e da outra tem esta gente para agora serem juizes e exigentes relativamente à balburdia que vai nas privadas.
Mas o mesmo é verdade para o Paulo das feiras, que chegou mesmo a encontrar um Jaguar de quem nem sabia quem era o dono.
Negócio florescente que nasceu à sombra da expansão do Ensino Superior e do "numerus clausulus", das Universidades Publicas, foi (savo raras excepções) um fartar vilanagem.
A abertura da sociedade à Ciência, a Técnica e à Cultura obrigou a uma democratização do ensino, consequência de Abril.
As "velhas" universidades não chegavam para acolher esta nova "onda" e, para além da expansão do Ensino Superior público, nasceram, um pouco por todo o lado - com a total permissividade do Estado, enquanto fiscalizador - as "novas universidades" privadas.
Nasceram do nada. Não tinham um corpo docente próprio, não desenvolviam no seu seio carreiras académicas, mas estavam cheias de potenciais alunos.
Tentaram colmatar essas deficiências, primeiro com os "turbo-professores" e, de seguida, com a reciclagem dos reformados e aposentados da função pública. Mas, não chegou, porque a procura era enorme!
Qual a solução expedita e silenciosa que foi encontrada?
Os políticos, fundamentalmente os que residiam em Lisboa. Não era preciso qualquer carreira académica, o que valia eram os convites, que traziam acopulados muitas benesses, e davam muitas mordomias.
Assim temos uma pleiade de políticos (relativamente desocupados) envolvidos com o ensino superior privado, sem qualquer percurso académico prévio, sem qualquer escrutínio pedagógico.
O exercício de cargos públicos era - ao que vemos - necessário e suficiente. Isto é, "conditio sine qua non".
A partir daí, dependente na nossa tendência para compromissos invisíveis, afrouxou, desleixou-se, a fiscalização e a avaliação das "novas" universidades. Chegamos, então, às actuais barbúrdias da Moderna, da Independente,...etc.
As primeiras vítimas: os alunos.
Depois, os portugueses que viram desqualificar-se um ensino indispensável ao desenvolvimento nacional.
Os beneficiados: as sociedades ou "as cooperativas" proprietárias das ditas universidades, que obtentoras (depositárias) de dinheiro "rápido", se envolveram nos mais diversificados negócios (P Portas que o diga!).
Depois, essa nova vaga de políticos, instantâneamente promovida a "Profs", sem qualquer curriculo. E fazendo-se pagar principescamente...
Há alguns anos contava-se uma anedota, que vem a propósito.
Um militante partidário, homem modesto, durante uma campanha eleitoral, empenhou-se a ajudar a eleição de um seu co-partidário e conterrâneo.
Conseguida a eleição, o novo homem político foi para a capital. Numa conversa de fim-de-semana, em cavaqueira amena veio, a talhe de foice, a situação do pobre homem que tanto se tinha empenhado na eleição e, presentemente, se encontrava em dificuldades.
Surgiu então o "pedido" para que o político desbloqueasse um requerimento entregue, já há longo tempo, no sentido de obter um alvará para um carro de aluguer, a fim de prestar serviço de transportes na vilória.
Passaram-se muitos fins-de- semana e nada!
Um dia em nova conversa, entre os dois, vem o assunto à baila.
P- Então sempre consegue "desbloquear-me" a história do alvará?
R- Tenho de confessar que não consigo, é muito didfícil.
E remata: se quiser abrir uma Universidade na vilória, é para amanhã!...
Está tudo dito!
Porque a realidade mostra que o cogumelo do superior privado cresceu do mesmo modo, e ao mesmo tempo, com os mesmos ganhadores e os mesmos perdedores, doutros cataclismos na vida nacional.
Na agricultura, nas pescas, na pouca indústria, em todo o lado.
A mesma incompetência, o mesmo laxismo, o mesmo amiguismo, o mesmo tráfico, o mesmo facilitismo, a mesma ganância, o mesmo oportunismo, a mesma traição.
Não há perdão para esta gente!
A justiça social prometida em 25 de Abril tarda. As poucas conquistas estão a ser destruídas.
E continuam na política sempre, procurando mais tacho.
Aqui está a origem, a "causa das coisas", que hoje o país está a pagar.
Nunca esquecerei, enquanto for viva!
Vale a pena verificar o conteúdo, recente,dos anúncios de oferta de emprego: Formação superior em xxxx, em instituição universitária CREDÍVEL.
O que vejo nisto é o chiste entre a gentalha do PS ,do qual o sr faz parte e a qual defende com unhas e dentes as suas 'virtudes' contra aos 'pecados' do PSD.Ainda não viu que fazem parte da mesma moeda?dificil?Ambos são os defensores do 'status quo'da podridão,dos xicos espertos,do desenrasca e dos lambedores de botas do capital.Mas,vale o elogio,que os seus comparsas de governo se 'governam'a servir o Mal(usando a terminologia cientifica do grande Democrata Bush).Vide Vasco Franco,aquele da fundação rodoviária na CGD,do seu 'camarada' Judas,mesqutas machados,fatinhas felgueiras cuja bandeira foi tão grande que até fazem de conta q não a conhecem,o inenarrável mata cárceres,etc,etc...O povinho é que é idiota pq vota nos mesmos!Eu 'expilico' dr. dissidente dessas merdas da esquerda:quem vota nesses ladrões não vai ganhar nada com o 'orientanço',ora se nada ganha e perde,na óptica do mero ganha-perde é porque é tolo e releva de uma auto-estima deplorável,duma honra falsa.Pobre,muito pobre povo meo!