GASPAR, O "INSUBSTITUÍVEL"
O ministro Gaspar, como já tem sido sobejamente dito, é um tecnocrata sem alma que só vê números e modelos teóricos, unicamente apostado em implantar em Portugal um regime de capitalismo selvagem. Tanto basta para que não sirva os interesses de Portugal e do povo português e deva ser corrido urgentemente.
Acontece porém que, mesmo do ponto de vista ultraliberal, Gaspar é um incompetente. Quis aumentar a receita do Estado elevando as taxas dos impostos e a receita desses impostos baixou. Tomou como seu primacial objetivo reduzir o défice do Estado para 4,5%, “custe o que custar”, e não conseguiu ir além dos 6,8%. Incentivou os portugueses a poupar e agora queixa-se de que nós poupámos demais. Não acertou uma única previsão. Enfim, tão mal governou que desiludiu até os seus apoiantes.
Assim sendo, tudo pareceria indicar que, numa remodelação ministerial, ele deveria ser o primeiro a ser substituído por alguém mais capaz.
Porém, tal não vai acontecer. Para a direita que nos desgoverna, Gaspar é insubstituível. Mas porquê?
O Prof. Marcelo, na sua prédica dominical de ontem, explicou porquê: é por causa das suas “relações internacionais”.
Trocando por miúdos a catedrática explicação, Gaspar não pode ser substituído porque, embora só faça asneiras, é o homem de confiança da troika, da Sr.ª Merkel e “dos mercados”. É o agente infiltrado duma aparentemente inorgânica “Internacional Ultraliberal”.
Isto é: é um autêntico Miguel de Vasconcelos dos tempos atuais, que só sai se o povo o defenestrar (metaforicamente, claro!).
Acontece porém que, mesmo do ponto de vista ultraliberal, Gaspar é um incompetente. Quis aumentar a receita do Estado elevando as taxas dos impostos e a receita desses impostos baixou. Tomou como seu primacial objetivo reduzir o défice do Estado para 4,5%, “custe o que custar”, e não conseguiu ir além dos 6,8%. Incentivou os portugueses a poupar e agora queixa-se de que nós poupámos demais. Não acertou uma única previsão. Enfim, tão mal governou que desiludiu até os seus apoiantes.
Assim sendo, tudo pareceria indicar que, numa remodelação ministerial, ele deveria ser o primeiro a ser substituído por alguém mais capaz.
Porém, tal não vai acontecer. Para a direita que nos desgoverna, Gaspar é insubstituível. Mas porquê?
O Prof. Marcelo, na sua prédica dominical de ontem, explicou porquê: é por causa das suas “relações internacionais”.
Trocando por miúdos a catedrática explicação, Gaspar não pode ser substituído porque, embora só faça asneiras, é o homem de confiança da troika, da Sr.ª Merkel e “dos mercados”. É o agente infiltrado duma aparentemente inorgânica “Internacional Ultraliberal”.
Isto é: é um autêntico Miguel de Vasconcelos dos tempos atuais, que só sai se o povo o defenestrar (metaforicamente, claro!).
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