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A FRASE
Por
Carlos Esperança
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A descolonização trágica e a colonização virtuosa
Por
Carlos Esperança
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Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
- "...o fim das competências de investigação da PSP e da GNR ou, em alternativa, que ‘secções especiais de investigação que existam nessas polícias devem ser dirigidas por um magistrado do MP’ "…
e, esta outra:
- "...só deve haver uma entidade a controlar e a dirigir a investigação criminal em Portugal: o Ministério Público".
Serão estas opiniões parte a cartilha ideológica da Esquerda a miúde acusada de ‘odiar as polícias’?
Não! São declarações de José Miguel Júdice, em 2003, quando exercia as funções de Bastonário da OA ... link e que se revelam muito actuais em todo este imbróglio entre a PSP, a RTP (e outras televisões) e direitos de informação versus de investigação.
A questão apresentada pelo MAI à PGR revela o melindre de uma preocupante situação que, em última análise, poderá entrar em colisão com a consagrada protecção das fontes jornalísticas, i. e., um dos pilares em que assenta a ‘Liberdade de Imprensa’.
Onde se lê 'a miúde' deveria estar 'amiúde'.