quarta-feira, novembro 25, 2009

COIMBRA - C O N V I T E

ERNESTO MELO ANTUNES

LIBERDADE E COERÊNCIA CÍVICA

COLÓQUIO / HOMENAGEM


Monteiro Valente
Manuela Cruzeiro
Fernando Martinho
António Arnaut

26 de Novembro 15H00 – 17H00
Teatro Académico de Gil Vicente (Café-Teatro)

Organização: Associação 25 de Abril / Delegação de Coimbra

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Militar, pensador, estadista, Ernesto Melo Antunes (1933-99) foi sobretudo um cidadão comprometido que deixou a sua marca e testemunho em diferentes momentos do século XX português. Primeiro, em plena ditadura, ao tentar apresentar-se como candidato oposicionista (na lista da CDE) às eleições legislativas de 1969; depois, ao aderir ao Movimento dos Capitães e ao participar activamente na conspiração que levou ao derrube do regime.

Considerado um dos mais politizados e capazes elementos do grupo, é incumbido de preparar o Programa do Movimento das Forças Armadas. Membro da Comissão Coordenadora do Programa do MFA e conselheiro de Estado (1974-75), assume sucessivamente responsabilidades governativas nos II, III, IV e VI Governos Provisórios, inicialmente como ministro sem pasta e depois dos Negócios Estrangeiros. Algumas das questões centrais da revolução portuguesa – como a descolonização ou o debate em torno do modelo económico e social a instaurar – não são compreensíveis sem Ernesto Melo Antunes. Autor do Documento dos Nove, Ernesto Melo Antunes é um dos protagonistas do verão quente de 1975 e uma peça chave para entender o 25 de Novembro e o fim do ciclo revolucionário. Conselheiro da Revolução, durante toda a sua vigência (1975-82), dá um importante contributo para a consolidação democrática, quer como presidente da Comissão Constitucional (1976-83), antecessora do Tribunal Constitucional.

Homem de cultura e de forte consciência cívica, Ernesto Melo Antunes é uma figura central da História Contemporânea portuguesa que, curiosa e inexplicavelmente, continua a ser um desconhecido para a maioria dos portugueses.

Evocar Ernesto Melo Antunes, no 10 º aniversário do seu falecimento, é também evocar a Revolução de 25 de Abril de 1974, cujo 35 º aniversário se celebra este ano.