Investigações por todo o lado...

Tony Blair, o político da 3ª via do socialismo e um dos mais citados candidatos a um lugar cimeiro da UE, na sequência do Tratado de Lisboa, deverá testemunhar no início de 2010 perante uma comissão encarregada de analisar a forma como o seu governo apoiou e participou na invasão militar de uma país árabe em 2003.
O fim dos privilégios e das imunidades governativo acarreta destes incómodos.

Blair apoiou política e militarmente a “guerra do Iraque” da iniciativa de G. W. Bush (então Presidente dos EUA), mobilizando para este teatro de operações cerca de 45.000 militares.

O responsável pelas investigações, John Chilcot, convocará – para além de Blair – outros ministros (a maioria ex-ministros) do Partido Trabalhista.

As audições começarão em Janeiro e serão públicas, começando por militares e funcionários administrativos governamentais, ao mais alto nível, e só depois chegará aos políticos. Quaisquer dos futuros inquiridos poderão ser chamados a depor mais do que uma vez.
Os resultados desta investigação estão previstos para antes de Junho de 2010 – antes das eleições gerais britânicas.

A Comissão pretende que os funcionários e os militares que assessoraram o Governo revelem os fundamentos das suas decisões. Os políticos para além de serem confrontados com as decisões tomadas, que são sobejamente conhecidas, serão investigados sobre o seu papel político nesta guerra, acerca das questões estratégicas e como foram consideradas as soluções alternativas (à guerra).

John Chilcot, membro do Conselho Privado da Rainha, e presidente da Comissão, assegurou que o seu trabalho será “ rigoroso, justo e sincero”.

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