Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Comentários
E, merece-o!
Ao ser um indeflectível apoiante da inconsciente aventura bélica de Bush no Médio Oriente (não foi só do Iraque), jogou o seu nome e a sua carreira política no caixote do lixo da história.
Resta-lhe (salvaguardadas as devidas distâncias...) a eventualidade dos seus fiéis erguerem um museu no seu torrão natal (Edimburgo), para acolher os amantes do belicismo, da mentira, da irresponsabilidade.
Claro que políticos minimamente inteligentes têm o cuidado de escolher alguns que, pelo menos, sejam verdadeiros - mas, neste caso, talvez isso já fosse pedir muito.
O certo é que veio agora Hans Blix (o ex-inspector da ONU que andou pelo Iraque a procurar, em vão, as supostas Armas de Destruição Massiva - ADM) dizer que, no seu relatório, os «??» haviam sido substituídos por «!!», como se frases do género «As ADM existem?» tivessem sido convertidas em «As ADM existem!».
É possível que nunca se venha a saber quem foi o pândego que se entreteve a brincar às línguas-da-sogra (artefacto que, quando enrolado, parece um «?» e que, depois de soprado, parece um «!»), pegando em pontos-de-interrogação e desatando a "endireitá-los". Mas o que não há dúvida é que foi alguém "de direita"...