ETA rompeu a trégua
O anúncio do fim da trégua é uma má notícia para Espanha e, sobretudo, para a própria ETA. Significa que os sectores bombistas ganharam a luta interna.Há na ETA uma atracção pelo abismo que surpreende. Talvez a vocação terrorista seja uma herança genética ou a incapacidade de substituir o ruído das bombas e a violência assassina pelo combate político.
A oportunidade oferecida por Zapatero, com alto sentido de Estado, pode não se repetir. Para já é a espiral de violência que se anuncia, uma lógica de terror do bando terrorista com a resposta policial que se adivinha.
Até agora a ETA apenas ajudou o Partido Popular e as forças reaccionárias que restam do franquismo. É um resultado triste para quem se reclama revolucionário.
Comentários
Esta atitude da ETA é fruto, é consequência clara da oportunidade oferecida por Zapatero, com alto sentido de Estado.
O PSOE tem que aprender que estas são as consequências de negociar com terroristas...
A frase tem-me servido. Mas agora... confesso que já me não serve de nada. O Esperança tem razão.
Qualquer cidadão interrogar-se-ia: para quê?
Aparentemente, no interior da ETA, depois de longo período de hesitações, discussões e silenciosas lutas, venceu a "linha dura".
Um clima de "guerra civil" política, desde o 11M, e a quase simultânea derrota do PP, tem vindo acentuar-se.
O PP nunca aceitou a derrota e tem inquinado o ambiente político.
As malogradas propostas de Zapatero à ETA, são a resposta política a um ancestral problema espanhol: o problema das múltiplas nacionalidades, suas particularidades, suas especificidades e os seus ineludíveis problemas.
O PP, prefere continuar a iludir e aumentar a escalada da repressão.
A ETA, também se ilude e aposta em eternizar a violência.
São faces da mesma moeda!
Zapatero fez o que devia ser feito. Abriu a porta à paz, preservando a dignidade do Estado e a dos povos que, há seculos, habitam em Espanha.
Os espanhóis, mais cedo ou mais tarde, descobrirão quem a fechou (ETA), ou quem a emparedou - desde o início (PP)!
O "clima político" espanhol está enfermo. Hipotecado, subsidiário, da proximidade dos actos eleitorais que se avizinham.
É para mim mais doloroso ainda porque tenho um filho, nora e netos a viver e trabalhar em Espanha.
Não haverá aqui de ambas as partes uma táctica política, em qualquer deels está à espera, que o outro . . . "não cumpra".
Este deve ser o tema do dia.
e poderiam comentar mais sobre eles
e4também algumas fotos