ETA rompeu a trégua

O anúncio do fim da trégua é uma má notícia para Espanha e, sobretudo, para a própria ETA. Significa que os sectores bombistas ganharam a luta interna.

Há na ETA uma atracção pelo abismo que surpreende. Talvez a vocação terrorista seja uma herança genética ou a incapacidade de substituir o ruído das bombas e a violência assassina pelo combate político.

A oportunidade oferecida por Zapatero, com alto sentido de Estado, pode não se repetir. Para já é a espiral de violência que se anuncia, uma lógica de terror do bando terrorista com a resposta policial que se adivinha.

Até agora a ETA apenas ajudou o Partido Popular e as forças reaccionárias que restam do franquismo. É um resultado triste para quem se reclama revolucionário.

Comentários

Anónimo disse…
Tenho amigos e familiares a viver e a trabalhar em Espanha, e todos me dizem que de facto o Senhor Esperança tem toda a razão.
Esta atitude da ETA é fruto, é consequência clara da oportunidade oferecida por Zapatero, com alto sentido de Estado.
O PSOE tem que aprender que estas são as consequências de negociar com terroristas...
Anónimo disse…
Há trinta anos ouvi uma frase que me deu jeito: "Muito mal terá feito Madrid à terra basca, para ela lhe responder deste modo!"
A frase tem-me servido. Mas agora... confesso que já me não serve de nada. O Esperança tem razão.
e-pá! disse…
A posição da ETA era esperada, desde que, há algum tempo, foi denunciado que estaria, de novo, em implementação, em terras bascas, o "imposto revolucinário".
Qualquer cidadão interrogar-se-ia: para quê?

Aparentemente, no interior da ETA, depois de longo período de hesitações, discussões e silenciosas lutas, venceu a "linha dura".

Um clima de "guerra civil" política, desde o 11M, e a quase simultânea derrota do PP, tem vindo acentuar-se.
O PP nunca aceitou a derrota e tem inquinado o ambiente político.

As malogradas propostas de Zapatero à ETA, são a resposta política a um ancestral problema espanhol: o problema das múltiplas nacionalidades, suas particularidades, suas especificidades e os seus ineludíveis problemas.

O PP, prefere continuar a iludir e aumentar a escalada da repressão.
A ETA, também se ilude e aposta em eternizar a violência.
São faces da mesma moeda!

Zapatero fez o que devia ser feito. Abriu a porta à paz, preservando a dignidade do Estado e a dos povos que, há seculos, habitam em Espanha.

Os espanhóis, mais cedo ou mais tarde, descobrirão quem a fechou (ETA), ou quem a emparedou - desde o início (PP)!

O "clima político" espanhol está enfermo. Hipotecado, subsidiário, da proximidade dos actos eleitorais que se avizinham.
odete pinto disse…
Embora se saiba que há ódios enraizados no povo Basco (quase me atreveria a dizer que se retransmitem geneticamente), é difícil entender esse mesmo ódio nos dias de hoje, em Democracia.

É para mim mais doloroso ainda porque tenho um filho, nora e netos a viver e trabalhar em Espanha.
Anónimo disse…
Acredito que não só a ETA rompeu a "trégua"; quem foi o árbitro?. E os outros que poderão teimar em dizer não ao diálogo?.
Não haverá aqui de ambas as partes uma táctica política, em qualquer deels está à espera, que o outro . . . "não cumpra".
odete pinto disse…
Volto aqui para lembrar que, às 4ª Fªs, pelas 23.30h, na TVE internacional, é dia do excelente programa de debates 59 segundos.

Este deve ser o tema do dia.
Anónimo disse…
voces poderiam gravar videos para vermos como foi a guerra do eta
e poderiam comentar mais sobre eles
e4também algumas fotos

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