A galopante sequência de factícias verdades …
Ora, todos sabemos que a claustrofobia é o temor de permanecer em locais fechados e, por exemplo, sentir-se mal, sofrer de uma sensação de falta de ar e, não saber, ou não conseguir sair desse ambiente para não morrer asfixiado...
Bem, esta emaranhada situação já não é bem claustrofobia - que não passa de um sintoma - mas um outro distúrbio (a agorafobia).
Mas estavamos na asfixia…
Na pré-campnha eleitoral, MFL, transforma o ambiente claustrofóbico de Rangel, na “asfixia democrática”.
Portanto, um agravamento da sintomatologia. Uma situação de pré-falência (é melhor usar a gíria economicista) democrática.
Passamos não só a estar confinados como, entretanto, consumimos o oxigénio, entramos em hipóxia e, estamos a um passo da asfixia.
Que, diga-se em abono da verdade, pode ter outras causas para além dos “ambientes claustrofóbicos”.
É que nestas coisas de política de verdade devemos dizer tudo o que sabemos e se calhar o que congeminamos:
A asfixia pode ter múltiplas causas: afogamento, enforcamento, paralisia dos músculos respiratórios, envenenamento, aspiração de substâncias tóxicas, aspiração de vómito, etc.
Nesta situação estou mais inclinado que se pode tratar da aspiração de um vómito impregnado de demagogia que não conseguiu ser regurgitado...
Dr. MFL: também havia “asfixia” em Espanha! No tempo do caudilho Paco Franco. Ele mandava asfixiar os “meliantes” com um garrote.
Os estudiosos chamam-lhe o “garrote vil”. A última vitima da asfixia espanhola foi Salvador Puig Antich, anarquista catalão, na prisão de Barcelona, em 2 de Março de 1974. Só quatro anos mais tarde, depois do falecimento do ditador, a Constituição aboliu a pena de morte.
Portanto, Dr.ª MFL, tem muita razão em desconfiar dos espanhóis. Eles matavam por asfixia, mesmo antes da democracia. Sufocavam as vítimas. Portanto, cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém…
Depois destes cenários apocalípticos o que esperam os portugueses?
- Continuarem vivos!
Mas eis que ontem a Drª. MFL descobre - como se não bastasse a gripe A - um nova maleita que infesta o terreno político nacional. No prosseguimento da campanha eleitoral o PSD vai para o Norte, onde o desemprego campeia. Então como o Minho tem bons ares – basta estar próximo do Parque do Gerez – falar de asfixia pareceria despropositado.
Então tornou-se necessário operar uma mudança. Chamou-se o “sábio da Marmeleira” que, cofiando a barba, declarou Eureka!:
- a partir de agora a palavra de ordem é “emergência social”.
É natural que a “emergência social” esteja um pouco descuidada. Que nem sequer exista um serviço com essa designação. Se no caso da “emergência médica” existe o INEM e, mesmo assim, há falhas, os Centros de Emprego que, nem ambulâncias possuem, a situação estará certamente pior.
Portanto, como o TGV e a “asfixia democrática” já estavam a cansar, agora será melhor exigir que o Governo declare o Estado de Emergência Social, como com certeza faria com a Declaração do Estado de Sítio se, acaso, por questiúnculas à volta de ferrocarriles, fossemos invadidos pelos intrometidos espanhóis.
Bem, não sabemos o que vem a seguir.
Mas suponho que, por exemplo, nas vésperas das eleições, um qualquer vidente do staff de MFL, embalado com tantas alucinações, preveja um “abalo telúrico”...
Porque o verdadeiro “terramoto” (político) pode surgir no dia 27!
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