Pedro Passos Coelho, dixit...

Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas no encerramento da Universidade Europa, disse:
"Precisamos que este Governo consiga ainda fazer um conjunto de reformas, não impostas por ninguém, nem por Bruxelas, nem pelo Ecofin, nem pelo FMI, ups, parece que disse uma palavra proibida, nem a OCDE, nós não precisamos que nenhuma instituição nos venha dizer o que precisamos de fazer". tv1.rtp

Em 25 de Junho 2008, foi subscrito um difícil acordo tripartido para um novo sistema de regulação das relações laborais, das políticas de emprego e da protecção social em Portugal, entre Governo e parceiros sociais.
Este foi - é bom recordar ao neófito dirigente do PSD - o acordo conseguido, ainda sem pressões externas e que veio reformar o anacrónico Código de Trabalho de 2003, do Governo PSD/CDS.

Todas as alterações que sejam introduzidas, daqui para a frente, não podem deixar de ser uma cedência ao exterior: Bruxelas, Ecofin, FMI, OCDE, etc.
Falta só mencionar duas entidades:

- uma "abstracta", mas influente e "sempre presente" para as mais espúrias justificações: "os mercados financeiros";

- Outra medrosa, envergonhada, dissimuladora: o PSD

Na verdade, o confronto actual pressupõe 2 situações:
- Ou, é necessário alguém para fazer o "trabalho sujo" ;
- Ou, PPC pretende tapar o sol com uma peneira?

Obviamente que, para o PSD, seria muito confortável "assaltar o poder" em plena vigência de uma regulamentação do mercado de trabalho ultra-liberal. Mas o tempo político não está para abébias, nem para aparências. Hoje, o País é "pressionado" por Bruxelas e "assediado" pelos mercados. Qualquer que seja o Governo.

Registemos, portanto, a excelsa "convicção" de PPC: "falta ao Governo uma convicção intrínseca sobre a necessidade de reformas que liberalizem o mercado de trabalho" [sic] .
Mas, para que não restem dúvidas: quem faz estas afirmações é porque precisa "disso" para governar de braço dado com o FMI. E, intrinsecamente, querendo fazê-lo, prefere comprar uma "barriga de aluguer" para procriar condições favoráveis para o conluio.

E, deste modo, passaremos a ser governados por Bruxelas, pelo FMI e pelos "mercados"... Muito mais eclético! Este triunvirato é tão forte e clarividente que até podia prescindir de PPC.

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