A suave imprensa & os brandos costumes...

Um artigo do El País de hoje [13.12.2010] comenta novas revelações do WikiLeaks sob o título: José Sócrates es "carismático" y "le desagrada compartir el poder"...

Um trabalho jornalístico que versa alguns aspectos das relações entre os EUA e Portugal, vistos através de novas publicações de cables diplomáticos originários de Lisboa [Cavaco Silva - o seu o "mau estar" por não ter sido recebido por G. W. Bush na Sala Oval; José Socrates - o seu carisma e as preocupantes relações com Hugo Chavez; Luís Amado - a sua grande e incondicional amizade para com os EEUU; Manuela Ferreira Leite - a sua ausência de carisma e o benefício da alta protecção de Cavaco, etc.].
Nada de profundo, nada de relevante, alguma subjectividade dos relatores. Intrigantes algumas novas achegas sobre os voos da CIA...

Interessantes são, porém, algumas lateralidades. Os inefáveis salamaleques e algumas [poucas] recriminações.

A diplomacia americana agradece a Sócrates ter "permitido aos EE UU usar a base das Lajes nos Açores para repatriar detidos de Guantánamo"... E classificam essa autorização como uma "decisão difícil, que nunca foi do conhecimento público"...
Acrescenta, ainda o artigo: Cavaco Silva também colaborou neste assunto e, em 2008, queixando-se dos problemas levantados pela imprensa internacional sobre os "voos da CIA", classificados como secretos, tranquilizou os seus amigos americanos assinalando que Portugal tem "uma imprensa muito suave"... Na verdade, "tão suave" que a tentou manipular no "caso das escutas de Belém"...

Mas a concepção de que Portugal tem "uma imprensa muito suave" trouxe-me à memória uma outra cujo autor dispenso-me de recordar: "Portugal é um País de brandos costumes"...
E, fico-me por aqui. Qualquer semelhança entre estes dois conceitos é mera coincidência.

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