A simbologia do vazio…

Thorbjoern Jagland [presidente do Comité Nobel norueguês]
e a "cadeira vazia" de Liu Xiaobo [foto à esquerda]

Os povos orientais usam frequentemente os símbolos para representações de realidades [visíveis ou invisíveis]. Os chineses escrevem através de ideogramas que são sinais [símbolos] que exprimem uma ideia [e não uma letra ou um som].

Liu Xiaobo não foi a Oslo. Ficou retido na prisão de Jinzhou, a 500 Km de Pequim…
O “símbolo da cadeira vazia” atinge duramente a ortodoxia e revela o enquistamento do regime chinês perante o Mundo.

A "cadeira vazia" é uma representação directa e impressiva que os chineses não puderam ver. Uma feroz rede censória afectou todos os meios de comunicação deixando os chineses sem imagens da atribuição do Prémio Nobel da Paz. Mas os altos dirigentes, com certeza, vão visioná-la. Até porque a China apelou ao boicote internacional a esta cerimónia e esperava ver em vez da "cadeira vazia", um "salão ermo"
Verá, então, que a cerimónia acolheu mais de 1000 convidados. E o boicote arrebanhou 19 países [por ordem alfabética e para memória futura] : Afeganistão, Argélia, China, Colômbia, Cuba, Egipto, Iraque, Irão, Cazaquistão, Marrocos, Paquistão, Filipinas, Rússia, Arábia Saudita, Sri Lanka, Sudão, Tunísia, Venezuela e Vietname.
Os representantes destes Países não tiveram direito a “cadeiras vazias”… Terão, quando muito, ganho uma visita guiada à "Cidade Proibida".

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