A luta interna no PS

Tenho procurado não me intrometer na legítima luta pela liderança do PS embora tenha a esse respeito ideias formadas sobre a capacidade de cada concorrente. Penso que é um assunto interno do partido, apesar da importância para o país.

Surpreende-me que, na urgência de substituírem o Governo e o PR, que qualquer crente pensa serem castigo divino, apelem a simpatizantes, alargando possibilidades de fraude, tradição do universo partidário, desde os financiamentos às chapeladas eleitorais internas.

O que me surpreende é a indigência mental dos que, em vez de atacarem o Governo que nos desgraça, se excitem nos ataques a quem julgam afastá-los da gamela ou da sinecura num ódio violento e numa irracionalidade primária.

Um partido com estes militantes cria aversão aos indiferentes e desconfiança de muitos simpatizantes. Imaginemos que os arruaceiros conquistam lugares de destaque e que o País terá de suportar tamanha incultura, ódio recalcado e boçalidade. Manda a prudência evitar o voto em tal gente. Seguro e Costa não merecem tais primatas.

Duvido de que sejam militantes do PS, devem ser indigentes agenciados por adversários para minarem o partido.

Penso que Passos Coelho e Cavaco também foram escolhidos por adversários do PSD, o primeiro por Relvas e o segundo por Ricardo Salgado.

Comentários

Carlos Alberto disse…
https://www.facebook.com/carlos.a.ferreira1/posts/10203246811029211

Não pode valer tudo.
e-pá! disse…
A luta interna do PS nunca vai passar por um esclarecimento ideológico nem sequer programático. Passa, isso sim, pela escolha de putativas aptidões políticas do 2 candidatos em confronto. Ninguém tem pachorra - neste período difícil da vida nacional - para ler manifestos, proclamações ou programas.
Dito isto, é já bem notório que a aventura das directas transformou-se num grave problema. Se dentro do núcleo de militantes surgem quase diariamente indícios de fraude com pagamentos de quotas em cascata para 'arrebanhar' um elevado (decisivo) número de eleitores (internos) como será possível transmitir a ideia para os portugueses de que com os 'simpatizantes' o processo é amplo e simultaneamente transparente?
Esta manobra dilatória encenada pela direcção de A. J. Seguro - e que A. Costa aceitou participar - ao contrário do que é dito e repetido não vai credibilizar o futuro dirigente do PS, qualquer que ele seja.
Aliás, o timing escolhido para esta disputa interna invalida um pontos fortes da oposição a este descalabro de Governo. Trata-se de 'garantir' a persecução da sua actividade até ao final do mandato. A reivindicação da demissão do Governo de Passos Coelho terá sido um dos pontos fortes da actividade política do PS enquanto partido de Oposição. Neste momento desistiu-se disso para em seu lugar disputar a liderança interna.
Em termos eleitorais 'isto' vai custar caro aos 2 candidatos que neste momento disputam a direcção do PS.
Soa a falso como, de quando em vez, existe o desplante de 'sonhar' com a maioria absoluta e deste modo tentar esconder as orientações futuras quanto a eventuais alianças. Ao fim de 3 anos de bagunça poucos serão os portugueses capazes de passar um cheque em branco (qualquer que seja o candidato escolhido).

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