O Governo, a ética e o telemóvel

O Governo Mau reuniu disperso, em areias diferentes, fantasmas da ópera, chamados a aprovar um decreto-lei para o que designaram de «resolução» do caso BES.

O PR, igualmente a banhos, quiçá em pantufas, depois da missa dominical, promulgou logo o diploma, «visto e aprovado em Conselho de Ministros de 3 de agosto de 2014», um domingo cálido onde o fato de banho e o biquíni emprestaram solenidade ao ato.

Talvez por falta de banda larga, nos aparelhos, não foi transmitido o comunicado final da reunião cuja legitimidade parece baseada no direito consuetudinário pois, segundo o ventríloquo de serviço, o inefável ministro Poiares Maduro, « não foi a primeira vez».

Segundo o Governo Mau, o decreto regula «a atividade dos bancos de transição», uma originalidade pioneira, à escala mundial, do sistema financeiro nacional.

Portugal não tem Governo nem PR, dispõe de telemóveis em rede, com o PR ligado à máquina. Legisla-se e promulga-se por e-mail.

Comentários

e-pá! disse…
O 'decreto sobre os bancos de transição' significará que, após o escabroso caso BES, estarão outros na calha?
Ou continuamos a navegar à vista?
Para quando a separação das actividades bancárias comerciais e de investimento?

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