Conselho de ministros do Governo Bom

Duvida-se que o Governo Bom possa reunir-se antes de novas eleições. A solução que foi encontrada para ministros incapazes, reunidos num Governo Mau, onde se agrupam os membros considerados tóxicos – e são todos –, permitem a criação de um Governo Bom que «está capacitado e em condições de merecer a confiança dos portugueses», segundo o regulador (não confundir com o alegado titular, que se encontra a banhos).

Por sua vez, o presidente do Mealheiro Novo, disse que para aforradores e empregados apenas uma coisa mudou “as incertezas que ameaçavam o Mealheiro Velho, nos últimos tempos, foram afastadas”.

A antiga professora de Passos Coelho, laureada com um mestrado, e agora membro do Governo Mau, teve tempo de afirmar que “os donos, credores subordinados e membros da administração do Mealheiro Mau – e não os portugueses –, são chamados a suportar as perdas do Mealheiro Mau que não controlaram adequadamente”.

Consta que o Governo Mau se reuniu à sorrelfa, no domingo, querendo apresentar-se como Governo Bom. O problema de não ter sobrado qualquer ministro para o Governo Bom torna urgentes as eleições legislativas que só podem ser convocadas por quem se encontra dependente do Governo Mau. Esse é o drama dos portugueses.

O Governo Bom, a sair das eleições, não terá à disposição os 4,9 mil milhões de euros que o Governo Mau deu ao Mealheiro Bom, como se um bom mealheiro precisasse de tão substancial ajuda.

Sem Governo, sem PR e sem esperança, os portugueses aguardam um Governo Bom na próxima manhã de nevoeiro.

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