Orçamento de Estado/2006


Sinto que tenho de apertar o cinto. Se me movesse por interesses pessoais, estaria contra.

Assim, subscrevo-o.

Qual é a alternativa das Oposições.

Comentários

Mano 69 disse…
Fazer mais um furo, ou dois, no cinto de pele de crocodilo.
Anónimo disse…
O cinto também chora como o crocodilo?...
Anónimo disse…
Pois eu estou contra a demagogia do governo "Acham justo os reformados não pagarem imposto ?". Pois eu que não sou reformado e julgo que nem para lá caminho, ACHO INJUSTO ... claro ! De súbito, até os reformados passaram a ser considerados previlegiados. Verdadeiramente o que este governo (e o anterior, e outro atrás) gostavam de fazer era lançar as pessoas ao mar. Despachá-las. Que maçada ... esta gente toda. Então estes reformados que já passaram a vida a ganhar ainda querem ficar sem pagar imposto ? Ninguém os manda reformar. O que se espera é o caminho mais lógico. Trabalhar (mesmo que aos tombos) até cair para o lado. A esquerda está no poder ? Ainda não dei por ela. Todas as receitas para os problemas são abertamente liberais. As atitudes demagógicas de ataque às corporações (algumas, como a dos professores, absolutamente esmagadas há muitos governos atrás ...), aos grandes grupos económicos (ah ah ah !!! olha o Salgado do BES como estava preocupado hoje na RTP), etc etc, são autênticas farsas que nem os ministros conseguem disfarçar (viram o ministro das finanças na SIC a fazer a pergunta lá de cima do post ? não parecia a reproduzir aquilo que tinha ensaiado ? tão pouco convicto). Falta uma poll-tax tatcheriana ou um imposto de Salvação Nacional à la Salazar. Se tivessem coragem podiam ir até ao fim e depois, contentes, vir dizer que tinham dominado os interesses instalados. A verdade é que me parece que este governo é dos mais à direita de sempre desde o 25 de Abril. E o mais demagógico ...
julio reis disse…
Furos no cinto pra quê?
O Sócrrates foiver o Lichenstein-Portugal, e levou o Falcon do Estado; o Fernando Gomes foi à Líbia, para inaugurar 1 (um) posto de combustível da Galp.
É pra isto que temos de apertar o cinto?
Quanto aos reformados trata-se de dupla tributação: Quando estão no activo pagam IRS pelo bruto (pagam também pela parcela que um dia vão receber a título de reforma). Depois de reformados, voltam a pagar IRS.
julio reis disse…
Última notícia:
O desemprego vai diminuir em Portugal!!!
Vem aí a gripe das aves e o ministério da saúde garante que não há vacinas.
Mano 69 disse…
Para o Anónimo das 11:12 PM

Claro, só que as lágrimas de crocodilo resvalam na couraça do apóstolo (leia-se Carlos Esperança) da mudança.
Nuno Moita disse…
Orçamento corajoso e realista, nunca como agora um governo foi tão longe na tomada de medidas que tornem o funcionamento da administração pública mais económica, eficiente e eficaz.Sem esquecer o caracter redistributivo que se procura implementar na procura de um sociedade mais justa.
Este é o caminho.
Anónimo disse…
Orcamento igual aos anteriores com retoques de esquerda.
A consolidacao orçamental faz-se pelo lado da receita e pouco , e o que se faz pelo lado da despesa é quase sempre no investimento.

Além disso é incoerente e com erros, vejamos:
Primeiro ponto: Aposta em ID. Aumentam-se as dotações da FCT para atingir o objectivo de 1500 doutorados por ano, mas por outro lado corta-se no investimento em universidades e centros de investigação, não há incentivos à relocalização de centros privados de ID em Portugal e portanto a pergunta é esta? Vamos formar 1500 doutorados para quem? Para emigrarem, só pode ser.

Segundo ponto: Contas mal feitas. Vai-se aumentar a taxa máxima de IRS de 40 para 42 pp. E com isto pensam que vao ter um aumento de 5% nas receitas de IRS daqueles que mais ganham. A verdade é diferente, muitas destas pessoas que tem elevados rendimentos obtêm um rendimento variável (médicos, advogados, consultores, etc.), um aumento da taxa incentiva a fuga e desencoraja o trabalho, portanto a estes niveis pode ser que tenham uma surpresa no fim do ano (as receitas de IRS neste escalão baixem).
Anónimo disse…
Anónimo das 6:06 Pm:

À cassete neoliberal não há que dar resposta. Apenas devemos preocupar-nos para que não sejam poder.
Anónimo disse…
A economia é uma ciència e não uma opinião e garanto-lhe que as contas estão mal feitas, mas se está em desacordo diga porquê.

Depois o objectivo da esquerda não é cobrar impostos altos aos ricos, é sim proporcionar a todos um nivel de vida decente, combater desigualdades, promover a justiça social e igualdade de oportunidades e os impostos?

... os impostos são um mero instrumento e na minha opinão esta mexida nos impostos não terá os resultados desejados. As receitas podem baixar...

... por outro lado vejo que o CEsp está contra o incentivar da Investigação e desenvolvimento... ... fica registado.

assinado
pc
Anónimo disse…
Que tipo de cintos vão ter que ser apertados?
Serão de pele de "nákenáke", refiro-me àqueles, aos quais, se faz festinhas e crescem; depois há os de ouro; de pele genuína; de tecido; de plástico; enfim x hipóteses do que se possa imaginar, e também os não há.
Os que já perderam o cinto como é que fazem?
NÃO BRINQUEM COM ISTO,
OS PORTUGUESES MERECEM RESPEITO.
Deixem-se de cintices e despertem para a vida. O mundo não gira à volta do umbigo, digo cinto, também há as chamadas grandes soluções para a economia sem continuar a prejudicar cidadãos que só querem trabalhar e viver com dignidade.
TENHO DITO.
Anónimo disse…
... por outro lado vejo que o CEsp está contra o incentivar da Investigação e desenvolvimento... ... fica registado.

assinado
pc

RE: Tirou uma conclusão precipitada e que não corresponde ao meu pensamento.

Como não sou economista, oiço com muita atenção Silva Lopes.

Quando regressar de férias, se o pc estiver interessado posso continuar a troca de impressões.

Este governo pode ser criticado pela esquerda - compreende-se - mas nunca pela direita que é a principal responsável pelo estado a que chegaram as Finanças Públicas.

Bagão Félix foi a maior tragédia e a maior fraude como ministro das Finanças. É melhor na luta contra o aborto do que na gestão da pasta das Finanças.
1313 disse…
Somos sempre os mesmos a apertar o cinto.
Até onde irá a paciência do zé pagode?
Um dia, se acordar deste entorpecimento induzido por telejornais do incrível, por futebois, novelas, bigbrothers, e outros venenos alucinogénicos talvez note que o espeto que o empala, tem mãos que o seguram.
Aí, talvez aconteça um acto de justiça e em vez do aperto do cinto da maioria e dos pobres, se apertem alguns pescoços das cabeças incompetentes que nos têm governado e continuam a governar e que são responsáveis pela desgraça.
Curiosamente a medicina que é proposta pelo(s) governo(s)para solucionar a doença da economia & finanças nunca lhes toca a eles, senhores bem remunerados, nem a demais mamões & barões da alta...
Bardamerda para estas reformas.
Anónimo disse…
Sei que vai de férias, mas se ler isto:
Entrevista a Silva Lopes no site:
http://www.gesbanha.pt/destaque/entrev_silva_lopes.htm
P. - E isso é porque os "lobbies" estão dentro do Estado, como já tem dito, mas porque o poder político quer estar bem com os grupos económicos?
R. - O que verifico é que governos, sejam do PS ou do PSD, tem querido estar bem com os grupos económicos.
P. - Que vantagem é que isso lhes traz?
R. - Pergunte-lhes a eles. Mas sendo assim não há concorrência a sério.

Mas como economista veja só:
P. - Mesmo sem a total soberania fiscal, que modos há de fomentar o crescimento?
R. - Esse tema é fundamental se pensarmos que, tomando períodos que diluam os ciclos recessivos, o nosso crescimento passou de 6,4 por cento na década de 60 para 1,9 nos últimos quatro anos e tem vindo sempre a descer. Ora 1,9 por cento já é abaixo da média europeia. Todos os anos os economistas escrevem milhares de páginas sobre as causas do crescimento e a verdade é que não sabemos muito bem quais são. Muitos falam de investir ou de fomentar o investimento, nomeadamente em algumas áreas...

P. - Isso seria o tal "Estado estratega"?
R. - Não sei, até porque as ideias clássicas de que podia favorecer, ou apostar, na indústria química, ou nos têxteis, isto é, ter uma política industrial, estão hoje em desuso porque se percebeu que o Estado não tem capacidade para saber quais são os sectores de futuro...

Mas estas ideias n são são s é velhas da décade de 70 e 80, este senhor esqueceu'se de toda uma década de ciencia.
e ainda:

- Isso não é transformar a função pública no bode expiatório de todos os males?
R. - Fui funcionário público grande parte da vida, conheci muito boa gente, mas há algo que não podemos escamotear: nós gastamos 15 por cento da riqueza nacional para pagar os salários da administração pública quando a média europeia é 10,4 por cento

Mas a verdade é que os países escandinavos gastam muito mais do que os 15% o problema não é o peso mas sim o diferencial e é esse que em Portugal é grande. A % da pop. activa na admk. pública é igual à dos outros países mas os salários são desproporcionados. O rácio salário medio adm. publica/ salário medio privado é em portugal superior a 1.5, quand a média é à volta de 1.1 (e alguns paíss de leste é mesmo inferior a 1). Sim, sim, grande economista que nem identifica correctamente o problema.
Geosapiens disse…
...veremos se servir para acabar com o Lobby das farmácias...reduzir algumas parvoices existentes...talvez seja útil...discordo com a taxação aos reformados e pensionistas...um abraço...
Anónimo disse…
best regards, nice info »

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