O processo Casa Pia

Confio na punição dos crápulas que estiveram na origem da vergonhosa cabala que destruiu politicamente a carreira de Ferro Rodrigues.

Perante o silêncio dos papagaios da primeira fase, tem agora lugar o julgamento.

Uns arguidos foram ilibados e aparecem novos como suspeitos. A Justiça não permitirá que fiquem impunes os que quiseram destruir o PS e conspurcar a honra do seu mais destacado militante de então.

Apenas me interrogo por que motivo os nomes de individualidades da direita foram (justamente) protegidos enquanto se exibiam, para gáudio da populaça, os nomes de Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso e o director da PJ, Adelino Salvado, se babava de gozo a citar o nome do secretário-geral do PS ao Diário da Manhã.

Post scriptum – Aguarda-se o relatório do PGR, sobre as escutas, mandado apresentar com urgência por Jorge Sampaio.

Comentários

Mano 69 disse…
Carlos Esperança
Carlos Esperança
Terra chama lua! Terra chama lua!
Está alguém em casa?


O processo Casa Pia é sobre crianças que foram maltratadas fisicamente e psicologicamente, abusadas sexualmente por adultos irresponsáveis. A pessoa que você fala não tem nada haver com o processo actual.
As INFERENCIAS têm limites.
Vítor Ramalho disse…
Para encontrar os crápulas que destruíram politicamente Ferro Rodrigues, basta olhar para dentro do PS. Havia que fazer caminho para a ascensão do Sr. Eng.
Anónimo disse…
Mano 69:

«As inferências têm limites». Mas os efeitos colaterais, tal como as crianças maltratadas, têm de ser averiguados.

O processo Casa Pia permitiu a pulhas conspurcarem o nome de pessoas honradas.

Quer as crianças, quer as vítimas colaterais precisam de justiça.

Branquear a leviandade eventual com que se consentiram escutas e a comprovada acção criminosa com que se violou o segredo de justiça é um acto indigno de uma democracia.

Uma pessoa de quem falo tem a ver com a violação do segredo de justiça. Outra, é vítima da falta de ética e de princípios deontológicos da primeira.
Pedro Morgado disse…
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Pedro Morgado disse…
Caro Carlos,

Visão tendenciosa e partidária a que apresenta...
Inadmissível é que, ao fim deste processo, fiquemos todos com a sensação de que não se fez justiça.. e de que as crianças foram mesmo violadas..

Quando a justiça não funciona o que sucede é que ficamos sem saber se pessoas como o Paulo Pedroso foram vitimas dessa ineficácia ou se usaram essa inaficácia para se livrar...

Agora, acusar na praça pública nomes que nem estão no processo - isso é mais que macabro!
Mano 69 disse…
«Uma pessoa de quem falo tem a ver com a violação do segredo de justiça. Outra, é vítima da falta de ética e de princípios deontológicos da primeira.»

Outra vez!
Mas quantas vezes é preciso dizer-lhe que essas duas pessoas não estão a ser julgadas no presente processo. De tanto falar nelas será que você está a utilizar a velha máxima "com a verdade me enganas"?
Já chega de deitar poeira para os olhos das pessoas, você terá mais tempo de antena se falar do monumento ao 25 de Abril em Almeida...
Esta(on)line disse…
De facto, os Juízes (com letra maiúscula, sempre) não deveriam ser equiparados a meros funcionários - NÃO DEVERIAM, ATÉ, SEREM CONSIDERADOS CIDADÃOS COMUNS !!!.
Para o efeito, sugiro:

1 - Que os Juízes, para o serem , sejam sujeitos, para além das provas de conhecimentos inerentes ao CEJ, a provas públicas fora deste orgão onde seja aferida a sua cultura geral, idoneidade, prudência, maturidade - capacidade, enfim, para o exercício do cargo.

2- Que os Juízes, para o serem, prescindam de boa parte dos seus direitos de cidadania, tais como:

a) direito de voto
b) direito de associação
c) direito de livre expressão
d) direito de exercício de qualquer outro cargo, político ou cívico.
e) direito ao enriquecimento para além de determinado limite
f) direito de privacidade das suas contas e transacções financeiras.
g) direito de participação em qualquer acto público.
h)....
i)....

3 - Que os Juízes, para o serem, se obriguem ao uso permanete, em público, de indumentária (farda?) que os identifique inequivocamente perante os cidadãos comuns.

4 - Que o Estado pague aos Juízes dee forma a compensá-los pela radical restrição dos seus direitos de cidadania.

5 - Que o Estado obrigue os cidadãos a reconhecer o estatuto muito especial dos Juízes, concedendo a estes as honras, privilégios e primazias que a muito digna "farda" motivará.


Desta forma - simplista e básica, eu sei - poderiam, ENTÃO, os Juízes reenvindicarem um estatuto de "não funcionários" e de "supra cidadãos"
Anónimo disse…
A todos os leitores:

Ninguém se indigna com a violação do segredo de justiça?

Ninguém tem náuseas de um sistema que permite o assassinato político do secretário-geral do maior partido da oposição (agora no poder)?

Ninguém se interroga que, num processo deste tipo, só estivessem indiciados políticos e figuras públicas excepto um motorista?

Não havia um magistrado, um construtor civil, um político de direita ou um industrial com perturbações pedófilas?

E permitiu-se que o PR fosse escutado?

O que eu penso da canalhice de que foi vítima Ferro Rodrigues é o mesmo que pensaria se a vítima fosse Marques Mendes.

A escuta a Jorge Sampaio é tão grosseira como se fosse feita a Cavaco Silva.

A democracia não pode estar vigiada pelas polícias.

Adelino Salvado terá a elevação moral e grandeza ética de Jorge Sampaio?

O juiz que autorizou as escutas terá ponderado o exercício equilibrado dos poderes que a democracia lhe conferiu? Terá uma grandeza moral semelhante à de Ferro Rodrigues?

Não quero uma democracia tutelada por polícias e juizes.
Mano 69 disse…
Mas foi isso que chegou a tribunal? É isso que está em julgamento?
Você é muito bom em processos de intenções!
Por que é que não faz, à velha maneira portuguesa, um manifesto? Uma coisa tipo português com esperança, onde pudesse destilar tudo o que lhe vai na alma, alertando as massas para a viciação do enredo e para o SEU final feliz.
É tão bom não foi?
Anónimo disse…
Mano 69:

Como sabe havia outros nomes. Leia o link, s.f.f..

Por que razão só os antigos ministros do PS viram os seus nomes enxovalhados enquanto os ministros do PSD que constam do processo nunca foram referidos?

Não foram nem deviam ter sido. Mas os do PS foram bufados ao Correio da manhã!!!

Não é estranho?
Anónimo disse…
Quanto ao conhecido "caso Casa Pia" existem muitos factos por esclarecer, digamos, de certo modo marginais à acção judicial em curso.
Há uma grande convicção de que muitas situações (do domínio criminal) não serão esclarecidas
Estas situações marginais (ao próprio julgamento)caíram no domínio da opinião pública em grande parte formada (modelada) pelos orgãos de comunicação social.
Assim, a ocorrência de uma eventual "cabala", aguarda processo paralelo (recurso do advogado Celso Cruzeiro sobre Paulo Pedroso).
Ninguém compreende como o ex-director da PJ - Adelino Salvado, com as "trapalhadas" onde se meteu, tem condições para continuar a exercer funções judiciais.
etc.

Portanto, ao lado do processo judicial em curso, onde há a sensação de que é visível representar a ponta do ieceberg na questão da vivência da Casa Pia, há inevitáveis ilações políticas que os cidadãos não se eximem de tirar (queira ou não a jurisprudência).
Mano 69 disse…
Chover no molhado é o que é!
Anónimo disse…
Mano 69:

Não é chover no molhado. É a luta contra a impunidade.

Há quem conte com o esquecimento, os que atiraram a pedra e esconderam a mão.

Em breve voltarei ao assunto.
Pedro Morgado disse…
Não te indigna que as crianças tenham sido supostamente violadas por poderosos e eles continuem a passear-se pelas ruas?

Não te indigna que o secretário geral do PS tenha pedido ao PR para não deterem um deputado socialista??

Não te indigna???

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