Fundamentalismo evangélico

L’administration Bush s’identifie à la Justice divine
par Thierry Meyssan Paris (France) Focus

Comentários

Anónimo disse…
Thierry Meyssan não é propriamente um pró-americano, não é?!
É como pôr o Carlos Esperança a comentar uma Missa!
Estes argumentos de autoridade não valem a ponta de um corno.
Anónimo disse…
Caro anónimo:

Espero que refute os factos pois não sou devoto da fonte.

Mas... factos, são factos. Ou não?
Anónimo disse…
Agradeço a CE que tenha trazido a post estes factos. Eles têm uma dimensão incalculável, porque demonstram até que ponto o maior poderio técnico e militar do planeta está em mãos que se regem por filosofias e crenças não racionalistas, obscuras, fundamentalistas e fanáticas.
Ideológica e socialmente, estamos ao nível do pensamento ultra-puritano dos pais fundadores do Mayflower, para quem os círculos puritanos da Holanda já não serviam no séc.XVIII. Politicamente estamos ao nível do pensamento que moveu as cruzadas no séc.XIII.
Nestas bases, é de concluir que o mundo, e o planeta, e a vida dos homens que nele habitam, não podiam estar em melhores mãos. E que não são de estranhar novas catástrofes.
É claro que a América não é apenas a clique de fanáticos, débeis mentais e corruptos que a governam hoje. Mas ver em tudo isto apenas anti-americanismo, como parece fazer o Anónimo das 12:47, é capaz de ser um bilhete de entrada para o bom espectáculo que a coisa promete. A ver vamos.
Manel disse…
Só falta, mesmo, a apresentação da procuração divina, papel passado por notário com a assinatura de Deus abaixo reconhecida.
Todos os fanatismos e fundamentalismos me preocupam, pois não são mais que um travão civilizacional.
Anónimo disse…
Bush e alguns dos seus alcoolitos na administração norte-americana (Cheney e C. Rice) parecem navegar, no apecto religioso, por águas turvas. Pretendem, ao que parece, um suporte divino para as suas miseráveis políticas terenas.
A situação é, para um leigo nestas matérias,bastante confusa.
A Igreja Metodista Unida (UMC) afirma que “O Presidente Bush e o Vice-Pres. Cheney são membros da nossa denominação". Todavia, ao contrário do que seria de esperar, a Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana (PCUSA) lançou um apelo aos dirigentes dos EUA para que “se precavenham contra o unilateralismo” que alimenta a noção de que “o poder faz o direito”, colocando os EUA contra a mais vasta comunidade das nações.
Uma crítica ao estilo das igrejas, sob o manto da retórica e das meias-palavras. Mas, indubitavelmente, o retirar do tapete à política externa dos EUA.
E, assim, desaparecia, para o comum dos mortais, a almejada inspiração divina.
Aliás, tendo a igreja baptista actualmente "muitos ramos" e diversas facções, será de salientar que, a primitiva Igreja Baptista, para além do baptismo adulto por imersão tem como base doutrinária outros 2 posicionamentos, valiosos para o comportamento político dos seus aderentes:
1. liberdade de consciência do indivíduo;
2. Separação entre Igreja e Estado.

Esta ultima noção, vigorava entre os Baptistas, mesmo antes do Iluminismo.

Muitos dos políticos e homens influentes na vida pública ou privada americana pertenceram a esta Igreja. São exemplos os ex-presidentes: Harry Truman; Jimmy Carter e Bill Clinton. E, para a geração dos 50-60, o magnata do petróleo: John Rockefeller.

Agora, Bush e os seus colaboradores aparecem na
Convenção Baptista do Sul (SBC), uma organização (dissidente?)surgida há uma dezena de anos e que hoje é a maior união baptista dos EUA. Convém referir que a Convenção Baptista do Sul, desde logo, manifestou total apoio a George W. Bush no seu propósito de derrubar o regime de Saddam Hussein.
Na última Convenção que teve lugar em Junho deste ano na Carolina do Norte, Condoleezza Rice apareceu aí para defender a política da administração Bush no Iraque. Perante um auditório de 12.000 baptistas foi longamente ovacionada quando, citando (elogiando) a acção americana no Iraque se referiu aos resultados no terreno, exemplificando esses sucessos, com a morte de al-Zarqawi.
Sobre o terrorismo, nessa Convenção, teorizou:
"Os EUA, quando possível, trazem terroristas para a justiça , mas quando é necessário trazem a justiça para os terroristas." Interessante, trocadilho entre o "possível" e o "necessário". É a isto se subordina á ética política americana de hoje. A exportação arbitraria (ele chama-lhe "necessária") da justiça.
Isto, proferido por uma eventual candidata republicana (ultra-conservadora) às próximas presidenciais nos EUA - como foi referido nesta Convenção.

É esta promiscuidade político-religiosa e de violação dos direitos fundamentais (a justiça "possível" e/ou "necessária") que sustenta o pensamento dos políticos que actualmente dirigem o País mais poderoso (em termos bélicos)do Mundo. E que - finalmenmte percebemos! - quer manter indefinidamente o novo Gulag de Guantánamo,... e esconder outras atrocidades que o desenrolar do tempo vem revelando e ... ,estou certo, continuará a revelar.

Carlos Esperança:

Vai ser uma herculea e persistente tarefa contrariar e denunciar, tantos fundamentalismos de múltiplas origens.
Porque, tenhamos presente, todos potencialmente desenbocam em guerras.
Vítor Ramalho disse…
Deve ser algum culto demoníaco, com essa gentinha toda só pode.
Anónimo disse…
Não parece haver, nestas crenças e práticas religiosas, qualquer aspecto 'demoníaco'. Baseiam-se todas numa leitura literal da Bíblia, que tomam por ciência histórica. São assumidamente criacionistas e milagristas. Ao mesmo tempo que concedem ao homem o livre arbítrio, apelam à submissão à vontade e ao desígnio de Deus, em cuja mão tudo repousa.
Levam à letra o Apocalipse, e a segunda vinda de Cristo, que levará os seus para um céu salvífico. E recolhem o dízimo e as ofertas, lavrando afanosamente os terrenos da aflição e do desespero humano.
Estes discursos estão ao alcance de qualquer um por aí, nas IURD's, Maná's e outras. O que eu não imaginava é que tais atitudes e posições são assumidas expressamente por quem vai tendo nas mãos os destinos do mundo. Quem assim acredita no Armagedão não pode fazer outra coisa senão desejar que ele chegue. Ou mesmo provocar a sua chegada.
Anónimo disse…
"Os EUA, quando possível, trazem terroristas para a justiça , mas quando é necessário trazem a justiça para os terroristas."
C.Rice in "Southern Baptist Convention", jun 2006.

Condoleeza Rice finalmente - em alienante ambiente místico e criacionista - explicitou o actual pensamento político norte-americano no combate ao terrorismo!
Ao terrorismo internacional (al-Qaeda, etc.) contrapõe o "terrorismo de Estado". Baseado no escabroso princípio de que a força faz a lei.
É isso que está a fazer no Irão e, a isso, quer obrigar, sob o diáfono manto da NATO, os ditos seus aliados "atlantistas", no Afeganistão.

Não podemos ser cúmplices destes crimes anti-humanitários e alimentar esta escalada de violência. Sabemos que a violência gera mais violência.

A Europa tem de afirmar-se por outros princípios democráticos e, de modo determinado, distanciar-se destes fanáticos propósitos.

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