Ramalho Eanes referiu como trágica a descolonização em que «milhares de pessoas foram obrigadas a partir para um país que não era o seu». Tem razão o ex-PR cujo papel importante na democracia e o silêncio o agigantou depois da infeliz aventura por interposta esposa na criação do PRD e da adesão à Opus Dei, sempre por intermédio da devota e reacionaríssima consorte, que devolveu o agnóstico ao redil da Igreja. Eanes distinguiu-se no 25 de novembro, como Dinis de Almeida no 11 de março, ambos em obediência à cadeia de comando: Costa Gomes/Conselho da Revolução . Foi sob as ordens de Costa Gomes e de Vasco Lourenço, então governador militar de Lisboa, que, nesse dia, comandou no terreno as tropas da RML. Mereceu, por isso, ser candidato a PR indigitado pelo grupo dos 9 e apoiado pelo PS que, bem ou mal, foi o partido que promoveu a manifestação da Fonte Luminosa, atrás da qual se esconderam o PSD e o CDS. Foi nele que votei contra o patibular candidato do PSD/CDS, o general Soares...
Comentários
Este e outros casos iguais......dá REVOLTA!!!!!!!!
O que dirá um português, atirado para a pré-reforma, aos 55 anos de idade, com um balde cheio de m****, na mão ?
Esta é a sociedade que este partido socialista, está a construír...grandes vigaristas...grandes pulhas...bandisos inqualificáveis.
É legítimo não gostar do PS mas o que tem a ver o Governo com a reforma de Teixeira Pinto?
Algum senso crítico ajuda a credibilizar as críticas justas.
No mínimo o que se pode dizer é que este PS não vê qualquer razão para contestar estas reformas milionárias. Pelo contrário, pois como disse o Jorge Coelho (em sintonia com a cassete de direita do Pacheco Pereira e do Lobo Xavier) o que o preocupa não são os salários (ou as reformas, já agora) milionárias, que só diriam respeito às empresas privadas e ao mercado. Porque, como continua essa cassete, quem diz o contrário só pode ser invejoso e não quer premiar quem tem mérito.
No máximo o que se pode dizer é que este PS só legisla para tornar mais dificil a reforma de quem trabalhou uma vida inteira, para tornar mais difícil o direito ao subsídio de desemprego, para tornar mais fácil a precarização do emprego, e que considera que os privilegiados da nossa sociedade são os funcionários públicos.
É esta a orientação da esquerda moderna...
"É legítimo não gostar do PS mas o que tem a ver o Governo com a reforma de Teixeira Pinto?"
Um governo que governa, não devia permitir semelhantes cavalidades...a reforma de Teixeira Pinto, é um atentado, ao penalizado povo português.
O governo com a sua passividade permite coisas inimagináveis, como esta.
O senso crítico, obriga-me a dizer-lhe, caro Esperança, que este governo, está ao lado do capital e contra os portugueses.
Neste ponto não estou de acordo consigo.
O PS tem culpa, na medida em que não contesta e até apoia. Porquê?
Porque também tem boys para alimentar.
Os gestores das empresas públicas ou semi-públicas ou empresas públicas disfarçadas de SA, são, segundo dizem, os mais bem pagos da Europa.Os governos do PS e do PSD( não tem havido outros)através dos elementos que colocam nesses lugares,patrocinam e apoiam essas " agressões sociais".
Veja-se também o Banco de Portugal e as brutas reformas antecipadas que proporciona.
Isto é aviltante, desonesto, repugnante.Os pobres cada vez com mais dificuldades e a clique politico-partidária e empresarial de topo cada vez mais ricos.As dificuldades, o desemprego, os malandros calaceiros que ganham miseràvelmente são os maus da fita;a elite, os barões... são os sacrificados.E o PS não tem culpa?
Ai tem, tem!
Veríssimo
Estou de acordo consigo na generalidade.
No caso BCP discordo em absoluto.
Trata-se de um banco privado onde as participações do Estado são irrelevantes para definir a política de remunerações.
Isto não quer dizer que os gestores se não prorejam uns aos outros.
Mais um chulo, afinal, não há dinheiro para a reforma dos portugueses e para estes parasitas, é à fartazana.
Que trite país o meu...dass