Os japoneses consideravam-se um povo superior

Lembra hoje a comunicação social que o imperador Hiro-Hito nunca foi julgado pelos crimes de Guerra.

Conhecem-se os destinos que marcaram Hitler e Mussolini. O carrasco visível da impenetrável corte nipónica não respondeu pelos crimes de que foi responsável e sobreviveu à barbárie que alimentou, à tentativa expansionista e aos massacres que perpetrou.

Japão, Alemanha e Itália foram, há 60 anos, o «Eixo» que dilacerou o mundo, alimentou preconceitos racistas e promoveu a xenofobia. Como todos os regimes totalitários, o Japão teve quem se sacrificasse voluntariamente ao serviço de objectivos criminosos.

Muitos dos que se imolaram como torpedos humanos, que dirigiam mini-submarinos contra navios de guerra aliados ou que dirigiam caças assassinos, num suicídio ritual contra alvos inimigos, souberam que a guerra estava perdida. Ainda assim os Kamikaze, cerca de quatro mil, quiseram pôr termo à vida em nome de um deus vivo – o Imperador –, algoz que nunca foi julgado.

Após a derrota do Japão os Kamikaze desapareceram. É este fenómeno que alimenta o meu optimismo quanto aos suicidas islâmicos, que desaparecerão quando as condições que os criam (fanatismo religioso, apoio logístico, incitamento social) se alterarem.

Post scriptum – A actual Constituição japonesa foi imposta pelos americanos. Entre as coisas boas conta-se a imposição do direito de voto das mulheres.

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