Sobre Marques Mendes

«É um pequeno ditador».
(Valentim Loureiro, conselheiro Nacional do PSD e candidato à Câmara de Gondomar, em declarações à RTP)

«Ainda eu hei-se ser presidente da Câmara e já ele terá deixado de ser líder do partido.»
idem IBIDEM

Comentários

Anónimo disse…
Carlos Esperança, diga-me lá:
dá razão a Valentim Loureiro? Acha que Marques Mendes fez mal em não apoiar a recandidatura de Valentim Loureiro à Câmara Municipal de Gondomar? Já agora, diga-me também se concordou com o apoio entusiasmado de Jorge Coelho (e, obviamente, do então secretário-geral do PS, António Guterres) a Fátima Felgueiras, na qualidade de candidata do PS à Câmara Municipal de Felgueiras, nas eleições autárquicas de 2001? Lembro-lhe que, na altura, já muito se falava das fortes suspeitas da prática de crimes pela autarca em questão.
Afinal, quem teve lucidez e coragem: a dupla António Guterres/Jorge Coelho ou Marques Mendes?
Caro Anónimo:

Tenho imensa consideração e respeito por Marques Mendes, não tendo uma coisa nem outra pelo Major.

Se tem lido o que escrevo é redundante o que reafirmo.

Faltou a Marques Mendes apenas coragem para enfrentar Alberto João Jardim.

Mas já fez mais Marques Mendes do que os dois tristes antecessores.

Caro leitor, não compare a posição de Guterres e Coelho perante quem na altura era apenas arguida e que lhes garantiu a sua inocência.

Sabe que o Major foi demitido da função pública por desonestidade no negócio das batatas. Como pode um homem destes chegar a Conselheiro Nascional do PSD?

Pense nisso.

Quanto a Marques Mendes ambos pensamos bem. Apenas nos separam as opções políticas, o que é saudável.
Anónimo disse…
Caro Carlos Esperança:
a questão reside precisamente no facto de, em 2001, existirem fortíssimas suspeitas contra Fátima Felgueiras e ela ser arguida. Por muito que eu não simpatize com Valentim Loureiro, no plano jurídico, a sua situação é muito semelhante à de Fátima Felgueiras em 2001. Porventura, a situação de Fátima Felgueiras era então pior, dada não apenas a gravidade dos crimes de cuja prática era suspeita como pelo facto de se tratar de crimes praticados no exercício de funções políticas. Penso que deveria reconhecer que António Guterres e Jorge Coelho erraram.
Tal como errou Marques Mendes quanto a Isabel Damasceno - mas aqui, verdade seja dita, as suspeitas da prática de crimes que sobre ela recaem não se comparam na sua gravidade, nem de perto nem de longe, às suspeitas que incidem sobre Fátima Felgueiras.
O PS errou ainda com o tratamento triunfante que dispensou, há não muito tempo, a Paulo Pedroso, no âmbito do caso Casa Pia.
Não lhe parece?
Pedro Alegrete
Pedro Alegrete:

»Em política o que parece é». Nesse caso tem razão.

Doutro modo não há pior CV do que ser demitido da função pública por roubo.

Acha que outro país, talvez com a excepção da Itália, daria possibilidades a alguém que tivesse o passado de Valentim Loureiro?

Quanto a Paulo Pedroso, se vier a ser inocentado, foi vítima de uma patifaria. Se se provarem os crimes, deve ser preso.

A pulhice que fizeram a Ferro Rodrigues é que não é aceitável.
Anónimo disse…
Caro Carlos Esperança:
Concordo em parte consigo. Quando me refiro a Paulo Pedroso, estou a pensar na sua chegada triunfal a São Bento, coisa que não é admissível numa democracia. Não me pronuncio sobre o fundo da questão, por falta de elementos.
Quanto a Valentim Loureiro, concordando com o que diz, recordo-lhe como e quando ele se tornou conhecido na política portuguesa: quando, contrariando o apoio do PSD a Freitas do Amaral, apoiou Mário Soares nas presidenciais de há 20 anos. Julgo que ainda são amigos.
Isto para lhe dizer que, nesta como em todas as outras matérias, o PS não é moralmente superior ao PSD. A inversa também é verdadeira.
Concluindo: o que aparentemente resulta do seu post é o achincalhamento, por via das afirmações de um terceiro, de Marques Mendes. Mas provavelmente não será isso. O que terá pretendido foi criticar o próprio Valentim e o partido de que ainda é membro: mas, nesse caso, não posso deixar de lhe dizer que foi infeliz, não só porque deu tempo de antena a alguém que não o merece como porque transmite a ideia de que há partidos melhores do que os outros, o que não é verdade.
Pedro Alegrete
Pedro Alegrete:

Subscrevo tudo o que disse salvo na ironia com que tratei o Major.

Creio que lhe será fácil aceitar que não foi Marques Mendes que saiu diminuído (pelo contrário) mas sim o inefável Major com uma ironia a roçar o sarcasmo.

De resto congratulo-me pela proximidade de posições éticas entre pessoas que votam de forma diferente.

Creia que fico a apreciá-lo, caro leitor.
Anónimo disse…
O pior disto tudo, é que sem o minimo de ironia, eu acredito que o Major tem razão, ainda vai ser presidente da camâra de Gondomar. Não há decoro, memória ou cultura neste País? E podem contar com o Avelino Ferreira Torres, com a Fátima Felgueiras e com o Isaltino Morais. Quiçá um dia Alberto João Jardim Presidente da República, João Vale e Azevedo como primeiro-ministro, tendo como seu ministro das finanças Pedro Caldeira? Para quando o 26 de Abril?


Jovem Aeminiense
Anónimo disse…
Há algo de curioso na atitude de Marques Mendes. Se pretendia dar um sinal inequivoco de uma nova ética política porque manteve Jaime Soares e Isabel Damasceno?
Na verdade só deu esse sinal relativamente aos autarcas que não o apoiaram.
1313 disse…
Marques Mendes é um político com bom nome na praça e será provavelmente o próximo 1º Ministro do PSD.


Valentim Loureiro é um cacique local de passado turvo ligado aos futebóis que fala alto e grosseiro.
Não deixará memória nem saudade quando desaparecer dos tempos de antena e será recordado (?) por ser pai do ex-vocalista dos Ban.
Anónimo disse…
diz o rôto ao nu...

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