A reincidência de Carrilho



O Diário de Notícias abre com um título de caixa alta : «Carrilho critica a recandidatura de Soares».

Carrilho foi um excelente ministro da Cultura. Deve-o à inteligência, cultura e capacidade de realização. Deve-o ainda, e sobretudo, ao primeiro-ministro que o indigitou, à sua visão estratégica e ao orçamento que lhe disponibilizou.

Carrilho teve o mérito e a sorte de ser ministro na 1.ª legislatura de Guterres, o melhor Governo que Portugal teve.

Na segunda legislatura Carrilho não se limitou a discordar das opções políticas do primeiro-ministro, fez do combate pessoal e do afrontamento a Guterres o instrumento da sua sobrevivência mediática. Foi petulante e deixou dúvidas quanto ao seu carácter.

Agora, ao discordar da candidatura de Mário Soares, exerce um direito de cidadão mas esquece que é candidato ao lugar mais importante antes das eleições presidenciais. Não é apenas a eventual candidatura de Mário Soares que prejudica é o primeiro-ministro que apunhala. Aceitando o convite de Sócrates para o lugar que vai disputar ficou-lhe vedado o direito de se colocar na fila para futuro secretário-geral.

Esquece que foi escolhido por Sócrates para disputar a Câmara de Lisboa quando Ferro Rodrigues deveria ser a opção óbvia; fez tábua rasa da votação arrasadora do primeiro-ministro nas eleições directas internas e pretende agora, na secretaria, distorcer a opção dos militantes em que foi derrotado; pretende assumir uma liderança para que carece de legitimidade.

Espero que ganhe as eleições de Lisboa. Tem perfil e competência para o cargo. Falta-lhe carácter para mais altos voos.

Comentários

Anónimo disse…
Esperança... és ridículo.
Então a Câmara da Capital já não é um alto voo?
Para isso ele já tem perfil?
Opha... tu não existes Esperança...
Anónimo disse…
Antes de começar a chamar nomes ao homem, seria conveniente averiguar da veracidade dessa noticia. Em http://www.tsf.pt/online/ticker/interior.asp?id_artigo=TSF163285&seccao=portugal
pode verificar o desmentido.
Não se pode averiguar a veracidade duma notícia sem conhecer o desmentido.
Mano 69 disse…
«Aceitando o convite de Sócrates para o lugar que vai disputar ficou-lhe vedado o direito de se colocar na fila para futuro secretário-geral.»

Caro Carlos Esperança

Não há dúvida que você não é militante do PS ou então tornou-se crédulo, das duas, três!
Manuel Maria Carrilho não dá ponto sem nó e se há alguém que almeja a um lugar cimeiro no PS é o marido de Bárbara Guimarães. Espere para ver e depois conversamos.
Mano 69:

Limitou-se a repetir o que eu disse, por outras palavras.

No entanto, se o DN fez uma canalhice jornalística as coisas mudam de figura.
Anónimo disse…
Ora essa, Carlos Esperança! Será que a falta de carácter que o Carlos Esperança atribui a Manuel M Carrilho está dependente da veracidade da notícia do DN? Não me parece.
O que é mais extraordinário nas suas palavras é como uma pessoa pretensamente sem carácter pode ter perfil para ser presidente de uma qualquer câmara municipal.
Fosse Carrilho do PSD e seria, por certo, o mais desqualificado dos homens para si. Ou não será verdade o que eu digo?
Mano 69 disse…
Foi você que pediu “deficiências de carácter”?


Manuel Salgado apoiante/ex-apoiante (riscar o primeiro) de Manuel Maria Carrilho decidiu deixar de o apoiar na candidatura à Câmara Municipal de Lisboa porque, e passo a citar: “A minha interrogação mais funda é se um apoio político pode sobreviver a deficiências de carácter.» in EXPRESSO de 16.07.05
Ao anónimo das 4:41:

Quanto a carácter peço-lhe que se lembre de alguns altos quadros do PSD e depois falamos.

As exigências sobem com a importância dos lugares a que as pessoas se julgam com direito a disputar.

Um exemplo recente: Marcelo Rebelo de Sousa diz falsidades que não corrige nem pede desculpa.

Acha de bom carácter?
Ao Mano 69:

Recorde-se do que Henriquer Chaves disse de Santana Lopes.
Anónimo disse…
I have been looking for sites like this for a long time. Thank you!
»

Mensagens populares deste blogue

Goldman Sachs, política e terrorismo financeiro

Miranda do Corvo, 11 de setembro

Maria Luís e a falta de vergonha desta direita