Portugal: 0 – Albânia: 1

Muito poucas vezes sou aliciado para ver (na televisão) uma partida de futebol. Durante o Mundial lá consegui ver os jogos da selecção nacional e as partidas das semi-finais e, claro está, a final. 
No domingo, aquando do Portugal / Albânia fui invadido pela tentação e curiosidade de observar a prestação da representação futebolística nacional na convicção de que o jogo em disputa deveria esclarecer dúvidas, eliminar críticas e, mais, ser capaz de, no relvado, ultrapassar as ‘misérias’ exibidas por terras de Vera Cruz, oficialmente designadas por ‘incompetências’.

Bem, o curriculum desportivo que detenho não é, como se pode deduzir, muito sólido e certamente será considerado pouco esclarecido. 
Mas o desporto e, neste caso, o futebol, vive  – entre outras coisas - de praticantes, técnicos, estratégias e convicções. E, acima de tudo, de resultados. 
Assumindo as minhas deficiências na área técnica e estratégica resta-me a convicção. E a minha é simples e directa: por este caminho não vamos lá!
 
Julgo que serão poucos os portugueses que, associando o colapso por terras brasileiras com este jogo com a Albânia, não defendam a necessidade (a urgência) de uma ‘chicotada psicológica’. Não temos muitas alternativas (embora tenham sido levantadas algumas) aos jogadores seleccionados mas, com certeza, terão de existir outras (novas) soluções nas áreas técnicas e de coordenação.
Depois do percurso feito recente e considerados os sucessivos percalços não me parece possível aceitarmos interpretações baseadas no jargão de que ‘o futebol é assim mesmo’. Porque se assim é, seria bom que não o fosse. 

A ‘incompetência’, já declarada, não é, nunca foi, virtuosa. E a ‘incompetência recalcitrante’ será, no mínimo, desastrosa para quem assumiu publicamente o objectivo fazer o País estar representado no Euro 2016.

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