Congresso do PS – Francisco Assis e o PS

Quando um militante partidário exige um sentido único e definitivo para as alianças, não são os interesses do partido que o motivam, é uma cegueira ideológica de quem vê só de um olho ou olha com os dois para um só lado.

Quando se preocupa com a remota hipótese de o PS renunciar ao europeísmo com que está comprometido, e de que não deu quaisquer sinais, sem ver na direita inglesa, húngara, polaca ou eslovena o medo que afirma, não são interesses do partido que defende, é a direita que protege sem se lembrar que a atual direita só recorre ao PS quando é minoritária.

Parece impossível que tão pouco tenha aprendido com quatro anos e meio de Cavaco Silva, Passos Coelho e Paulo Portas. E surpreende ainda, que, depois de uma experiência que não é perpétua, queira mandar o recado à direita de que, com ele, não haverá alternativas.

Não precisava do Congresso para dizer o que todos os órgãos de comunicação social ao serviço da direita estiveram, e estarão, sempre prontos a divulgar.

Só não foi um suicídio político porque terá sempre assegurado um lugar à direita. E merece!

Comentários

e-pá! disse…
O congresso do PS teve várias e diferentes intervenções dos seus militantes e até de convidados. Mas, na prática, os órgãos de comunicação social (RTP incluída) condensaram este primeiro dia de Congresso na patética intervenção de Francisco Assis que foi lá para sublinhar e reconhecer o que toda a gente já sabia: o seu total (e doloroso) isolamento.
São vastos e insondáveis estes 'critérios jornalísticos'...
Jaime Santos disse…
O PS, como bom Partido democrático que é, deixou Francisco Assis falar. Alguém imagina Pacheco Pereira a falar num Congresso do PSD por estes dias? Os cães ladram e a Geringonça passa...

Mensagens populares deste blogue

O último pio das aves que já não levantam voo

Cavaco Silva, paladino da liberdade

Efeméride – 30 de outubro de 1975