O intolerável senhor Wolfgang Schäuble

O intragável ministro das Finanças, talvez pudesse ser um bom ministro de uma Europa alemã, mas é inaceitável como ministro de uma Alemanha europeia.

A arrogância e falta de ética com que tentou violar as leis europeias no caso do Chipre, querendo suspender a cláusula que garante 100 mil euros a cada depositante bancário, reiterou-a ao admoestar o presidente do BCE cuja independência está consagrada.

O incendiário da UE, que agora prejudicou gravemente os interesses de Portugal, é um implacável arruaceiro que não tolera desvios à política monetarista da ala mais radical do PPE. Ao dizer que Portugal precisaria de segundo resgate, para depois o negar “Os portugueses não o querem e não vão precisar se cumprirem as regras europeias”, quis agredir um governo democrático na defesa do pensamento único que lhe quer impor por não ser subserviente. E sabe como fragilizá-lo, de forma ignóbil, com a subida de juros.

A insolência do sr. Schäuble, após referendo do RU, permite-lhe ignorar a 2ª economia da Europa e 6ª do mundo, membro do G7 (e G8), do Conselho de Segurança da ONU e fundador da NATO, e uma das duas únicas potências nucleares da Europa, esquecendo que é o país que felizmente derrotou o seu nas duas últimas guerras mundiais.

O sr. Schäuble é um daqueles filhos cujas mães os portugueses gostam de insultar sem as conhecerem.

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