O Partido Popular Europeu (PPE), o PSD e o CDS

É público, veio em todos os jornais, foi uivado nos vários canais televisivos, crocitado nas redes sociais, analisado nos cafés e conversado nos transportes públicos e privados, que o presidente do PPE pediu à Comissão Europeia (CE) que as sanções previstas no Tratado Orçamental fossem usadas contra Espanha e Portugal «na maior força», por terem violado o défice orçamental.

Não está em causa que tenha sido uma coligação de dois partidos portugueses do PPE e o PP espanhol, também do PPE, os responsáveis políticos dos orçamentos sancionáveis, respetivamente em Portugal e Espanha. Está em causa o desaforo do presidente do agrupamento partidário democrata cristão/conservador no Parlamento Europeu, eleito pelos partidos da UE que o integram e a cumplicidade dos seus partidos ibéricos.

O que devia merecer o repúdio imediato dos partidos portugueses e do espanhol, que lhe são afetos, com o português Paulo Rangel no lugar de vice-presidente, logrou hipócritas declarações de Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque de que pediriam benevolência à CE, para não aplicar as sanções pecuniárias pela má execução do OE de que foram os responsáveis.

Com aparente satisfação por deixarem problemas ao governo que quiseram evitar, com a insólita conivência do extinto PR, lograram não ser punidos pela opinião pública.

O PSD e o CDS revelaram uma tão grande falta de patriotismo e de sentido de Estado e passaram incólumes! Como é possível manterem-se uma excrescência do PPE [termo de Assunção Cristas, na AR, para o grupo parlamentar do PS, em relação ao Governo], sem a indignação dos portugueses?

Só facto de o PPE e as suas excrescências autóctones andarem tão mal frequentados, pode justificar tal comportamento. O que não justifica é a impunidade de que gozam.

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