Durão Barroso e a candidatura de Guterres à ONU

Consta que o Senhor Teodoro das Bombas [de gasolina], de Boliqueime, num assomo de vaidade paternal, se referia ao filho como um novo Salazar. Também no País existe a convicção de que Durão Barroso daria outro Cavaco, treinado a comer bolo-rei. Apenas o enjeitou, como na Idade Média aos leprosos, quando o pusilânime personagem se quis candidatar a PR.

Não foi por acaso que o mais inculto de todos os presidentes da República, incluindo os da ditadura, se apressou a condecorá-lo, com a mais alta venera que podia atribuir-lhe, logo que o ex-presidente da CE, assalariado americano e capacho alemão, regressou. O país é que não esqueceu o crime da invasão do Iraque e sentiu asco.

Quando em fevereiro disse apoiar António Guterres na sua candidatura à presidência da ONU, muitos portugueses pensaram que tal apoiante denegria a imagem honrada de um português de exceção, na ética, na cultura e na generosidade.

Mudou agora de opinião, seja ao serviço de quem for. Procedeu bem, sem bairrismos, de acordo com a coluna vertebral de que prescindiu na vida e na carreira política.

A alteração do apoio para Kristalina Georgieva, como candidata ao cargo de secretária-geral da ONU, através do comité organizador da reunião do grupo Bilderberg, que este ano decorre em Dresden, na Alemanha, é o corolário de quem começou a vida a roubar mobílias da Faculdade de Direito de Lisboa para a sede do MRPP e acaba na sarjeta.

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