segunda-feira, abril 30, 2007

Espaço dos leitores

Bernini: Apolo e Dafne

Lembrete


O Ponte Europa reserva-se o direito de apagar comentários considerados sem ligação alguma ao artigo em questão.

Estados cruéis

A pena de morte é uma crueldade estúpida, desumana e ineficaz.

O País às avessas

I
Jardim gasta na campanha mais do que Cavaco nas presidenciais
Subvenção do Estado é completada com donativos não contabilizados

Comentário: Talvez a Madeira tenha mais população do que o País, isto é, a parte é superior ao todo.
II
Juízes contestam mapa judiciário do Governo

Comentário: Só falta que o Governo, por reciprocidade, conteste as sentenças judiciais. Claro que não são os juízes, são activistas sindicais a meterem-se onde não podem ou, pelo menos, da forma que não devem.

Fonte: «Público» - 1.ª página, hoje.

Espanha - Provocação à democracia

Não havia necessidade.

Um homem às direitas...

Sarkozy tem um mérito: tem um discurso claramente ideológico. É de direita e com orgulho.
E não tem apenas discurso, tem acção.
Não esqueçamos as suas medidas desastradas no combate à "escumalha" (Sarkozy dixit) nos subúrbios das grandes cidades francesas. Da sua política de imigração extremista...
No discurso destacam-se os típicos jargões conservadores: trabalho, autoridade, nação.
Porém: ridiculariza quem procura proteger o factor Trabalho face ao Capital; tem desdém da República que se faz respeitar com humanidade e sem violência; não apresenta um projecto coerente e optimista para a Europa.
A uma França de direita com Chirac, assistiremos a uma guinada ainda mais à direita?
A uma França em perda de dinâmica europeia, seguir-se-à uma França apenas interessada no mercado comum?

Metro. Coimbra continua à espera.

Lisboa tem. O Porto tem. Almada tem.
Votos... e muitos naturalmente!
E, claro, também um Metro.
Pequenino o da margem sul. Muito pequenino, mas sempre é mais que em Coimbra...

A superioridade de um Estado democrático. Os erros dos seus políticos.

Podemos apontar muitos defeitos a Israel.
Todavia, não podemos esquecer que aquele país é, naquela região, uma ilha de liberdade de imprensa, de debate democrático e de respeito pelas regras do Estado de Direito.
Hoje importa realçar que os seus dirigentes cometeram erros graves e devem ser sancionados. Pelo menos politicamente.

domingo, abril 29, 2007

Quando as maiorias se tornam minorias...

Há comunidades russas em muitas das antigas repúblicas soviéticas.
Antes parte da maioria russa do império soviético.
Agora pequenas e fragilizadas minorias em “terra alheia“.

Por um lado, Moscovo poderá estar a promover uma política de desestabilização. Por outro lado, estes povos russófonos têm dificuldade em se integrar num país que recusa a língua russa e impõe a cultura original, seja na Estónia, seja na Ucrânia, no Quirguistao ou na Geórgia.
Mas, será que esses países têm respeitado o direito internacional de protecção das minorias? Haverá ensino também em russo para as crianças russófonas? Serão os russófonos discriminados?
Terão estas gerações de russófonos que pagar os males que as gerações anteriores fizeram aos povos “colonizados”?

Uma alternativa à FRETILIN?

A FRETILIN tem um passado de luta contra a ocupação indonésia de que se pode orgulhar.

Governou o país com relativo (in)sucesso nos primeiros anos de democracia desta jovem nação. Optou por não fazer alianças. Arriscou governar sozinha.

É o partido hegemónico em Timor-Leste, sempre com mais de 60% dos votos.

Mas sente-se que uma parte importante da sociedade timorense busca uma referência alternativa. Assim se compreende a passagem de Ramos Horta à segunda volta das presidenciais.

Xanana Gusmão não abandona a vida política e apadrinha a formação de um novo Partido.

Um segundo Partido forte é sempre uma boa notícia em qualquer país!

sábado, abril 28, 2007

Moura vs. Balsemão

Pina Moura: ex-comunista, ex-Ministro, ex-Cardeal. Professor universitário, gestor, militante do PS. Gestor de comunicação social.

Balsemão: filho de empresário da comunicação social, ex-Primeiro-Ministro. Fundador do PSD. Empresário da comunicação social.

O que os distingue?

A origem social?

O percurso profissional?

Ou, simplesmente, o facto de o centro-esquerda começar a assumir capacidade de Poder?

Coimbra é notícia!

Continuam as dúvidas relativamente ao tratamento de resíduos industriais perigosos.

Agenda de Coimbra



O que se passa na região de Coimbra passa por aqui. Alertas para iniciativas de diversa índole. Uma parceria da Licenciatura em Comunicação Social do Instituto Superior Miguel Torga com o semanário "O Despertar".

ENVIE NOTÍCIAS DE INICIATIVAS PARA agendadecoimbra@gmail.com

Lisboa – o cemitério de Marques Mendes

O caso Bragaparques e as suspeitas de favorecimento da Câmara de Lisboa à empresa bracarense levaram à degradação da estabilidade da maioria social-democrata na autarquia, que culminou com o próprio presidente a ser notificado para ser ouvido como arguido.

Lisboa foi o grande teste ao actual líder do PSD. Começou por ser o espelho da conduta ética e acabou no cemitério da sua credibilidade.

Quando Marques Mendes impôs Carmona Rodrigues como candidato à Câmara de Lisboa, o eleitorado viu na opção uma aposta na fiabilidade do antigo vice-presidente, em oposição à conduta errática de Santana Lopes, e deu a vitória ao PSD.

Depois do prestígio granjeado nas decisões em relação a Gondomar, Oeiras e Lisboa, a coerência esboroa-se com o vendaval de suspeição que varre a autarquia da capital.

Agora é o naufrágio que se avizinha. Da Câmara de Lisboa e do PSD.

sexta-feira, abril 27, 2007

COMEMORAÇÃO DOS 33 ANOS DO 25 DE ABRIL

Coimbra – Dia 27 de Abril de 2007


Associação 25 de Abril - Delegação Centro

PROGRAMA

09H30 – 18H00
Casa Municipal de Cultura
Colóquio: “Do «Império» às Comunidades”
O Estado Novo, o colonialismo, a guerra colonial e o colapso do regime. O cessar-fogo em África, a construção do Estado pós-colonial nos PALOP e os desafios da CPLP. O 25 de Abril e o futuro.

19H00
Restaurante Universitário da Sereia
Jantar convívio do 25 de Abril
Inscrição prévia.

21H00
Instituto Português da Juventude
Visita à exposição “Cronologia da Revolução”

21H30
Auditório do Instituto Português da Juventude
Espectáculo comemorativo do 25 de Abril e de homenagem a Zeca Afonso
Entrada livre.

Jorge Sampaio - percurso exemplar


Jorge Sampaio considerou hoje «gratificante» o convite para Alto Representante para o Diálogo das Civilizações da ONU, mas acrescentou que é «também o reconhecimento do papel histórico de Portugal».

Eis um lugar que prestigia Portugal e um português de eleição. O democrata de sempre, o combatente da liberdade, o homem generoso, culto e solidário, continua ao serviço das grandes causas da humanidade.

O PR que discordou da invasão do Iraque, quando a dupla Barroso/Portas ansiava arrastar o País para a ignomínia de um desastre trágico, vai ser o Alto Comissário para o Diálogo das Civilizações – uma honra para o próprio e orgulho para Portugal.

E agora, George?


WASHINGTON (Reuters) - A política bélica do governo de George W. Bush recebeu na quinta-feira um golpe sem precedentes, na forma de um projeto aprovado no Congresso que vincula uma liberação de verbas a um prazo para a retirada das tropas norte-americanas do Iraque -- o que certamente será alvo de um veto presidencial.

Câmara Municipal de Lisboa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, foi notificado para ser ouvido pelo Ministério Público na qualidade de arguido, no âmbito do processo Bragaparques, disse hoje à agência Lusa fonte judicial.

Neste processo já foram constituídos arguidos a vereadora do Urbanismo, Gabriela Seara (PSD), o director municipal dos Serviços Gerais, Remédio Pires e o vice-presidente Fontão de Carvalho, chegando agora a vez do presidente, Carmona Rodrigues.

Independentemente da prova e da presunção da inocência, compreende-se agora melhor a campanha impiedosa da direita contra o Governo.

quinta-feira, abril 26, 2007

Poema oferecido ao Ponte Europa

Já não há cravos no jardim


O meu canto emudeceu
e já não há cravos no jardim
para iludir o desencanto ...

Encheu-se o coração com a escuridão da noite,
e já sem a esperança das novas madrugadas,
recolho-me ao santuário da memória
revivendo o que vivi
para sentir o que então senti ...

Pudera eu regressar ao dia
em que a liberdade apareceu nua,
despida dos nossos medos,
quando o mês de Abril desceu à rua,
e de, novamente, viver aquele momento mágico
de ver florir as espingardas
de cravos engalanadas ...

Pudera eu regressar ao dia
em que o Mundo despertou
ouvindo a nova canção
que o povo, libertado, cantou ...

Mas, agora, o cravo de Abril já murchou.
Ficou seco e desbotado
no regaço de quem tanto lutou ...

Alexandre de Castro - Ourém, Setembro de 2004

Homenagem às vítimas de todas as atrocidades


Faz hoje 70 anos que a cidade de Guernica foi bombardeada pela aviação alemã ao serviço do general Franco. Da brutalidade da destruição, da dimensão do crime e da crueldade dos algozes ficou o pungente registo de Picasso e a repugnância do mundo.

ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL


Associação 25 de Abril
Delegação de Coimbra


COMEMORAÇÃO DOS 33 ANOS DO 25 DE ABRIL
Coimbra – Dia 27 de Abril de 2007

PROGRAMA

09H30 – 18H00
Casa Municipal de Cultura
Colóquio: “Do «Império» às Comunidades”
O Estado Novo, o colonialismo, a guerra colonial e o colapso do regime. O cessar-fogo em África, a construção do Estado pós-colonial nos PALOP e os desafios da CPLP. O 25 de Abril e o futuro.

19H00
Restaurante Universitário da Sereia
Jantar de convívio do 25 de Abril

21H00
Instituto Português da Juventude
Visita à exposição “Cronologia da Revolução”

21H30
Auditório do Instituto Português da Juventude
Espectáculo comemorativo do 25 de Abril e de homenagem a Zeca Afonso
Entrada livre.
Associação 25 de Abril
Delegação de Coimbra

COLÓQUIO
“Do «Império» às Comunidades”

Data: 27 de Abril de 2007 - 09H30/18H00
Local: Casa Municipal da Cultura – Rua Pedro Monteiro – Coimbra.

09H30 - Conferência de abertura
- Prof. Doutor Luís Reis Torgal: “Muitas raças, uma nação”, ou o mito de Portugal multirracial no Estado Novo.

10H30 – 12H30: O colapso do regime.
Moderador: Prof. Doutor Rui Bebiano.
- Dr. Tiago de Castro Soares: Colonialismo: feridas por sarar na sociedade africana.
- Dr. Daniel Gomes: A guerra de guerrilha na Guiné: A estratégia do PAIGC.
- Coronel Carlos Matos Gomes: A Guerra Colonial e o 25 de Abril.
- Dr. ª Manuela Cruzeiro: Notícias do bloqueio: A contestação interna ao regime

15H00 – 17H00: Reencontros na liberdade.
Moderador: Coronel Carlos Matos Gomes
- Coronel David de Matos Martelo: O 25 de Abri e o cessar-fogo em África.
- Dr. Julião Sousa: A construção do Estado pós-colonial nos PALOP.
- Embaixador Albertino Almeida: A CPLP: desafios e potencialidades.

17H15 - Conferência de encerramento
- Prof. Doutor Amadeu Carvalho Homem: O 25 de Abril, a tradição democrática em Portugal e o projecto de futuro.

GUARDA: Alembranças - Uma excelente exposição

A exposição estará patente de 21 de Abril a 27 de Maio de 2007.

Terça a Sexta, das 17h às 19h e das 21h às 23h.

Sabádo das 14h às 19h e das 21h às 23h.

Domingo das 14h às 19h.

Teatro Municipal da Guarda - R. Batalha Reis, nº 12 - 6300 – 668 Guarda (Portugal)Tel: 271 205 240.


Texto escrito para o catálogo da exposição

Quando o espantalho lusitano tinha garras e esgrimia a espada, usava botifarras e pisava o povo, dispunha de bufos, prendia, torturava e matava, Jaime do Couto Ferreira desenhava os monstros que povoavam os nossos medos.

Os desenhos de Couto Ferreira são imprescindíveis para exumar a memória de um tempo em que a Pátria era a prisão guardada por canalhas que a confiscaram.

De 1971 a 1974, censurados umas vezes, despercebidos outras, ficaram os primeiros no espólio do autor, passaram os últimos pelos interstícios da ignorância dos censores através de vários números da revista Vértice ou irromperam em vinhetas como brasas nas chagas do poder que apodrecia.

Nos desenhos do artista não se vislumbra a penitência de um cúmplice, que nunca foi, há o exorcismo expiatório das culpas de um povo – o nosso –, e a exibição dos monstros no pelourinho da opinião pública. Então, na clandestinidade, agora, às escâncaras; outrora, para os que ousavam resistir, hoje, para os incautos que julgam perpétua a liberdade e eterna a democracia.

Na galeria dos horrores passam, pelo traço iconoclasta, bufos, clérigos e clérigos bufos, os crápulas do poder e o poder dos crápulas, numa colecção de monstros que fazem parte do bestiário dos nossos medos e são hoje a memória sofrida e guardada dos tempos em que Portugal pariu beatos, tímidos e idiotas e gerou a revolta e a libertação.
Do esgoto a céu aberto em que a ditadura transformou Portugal saem funâmbulos da cruz, acrobatas da repressão e abstrusos parasitas do país dos medos.

A guerra ainda consumia a juventude, a honra e a decência. A PIDE ainda espreitava a correspondência, violava a intimidade e torturava. Das celas dos presídios saíam gritos reprimidos enquanto o Jaime fazia a catarse da raiva e a denúncia do terror em desenhos onde o negro acentuava a revolta e a escuridão dos tempos.

O desespero do intelectual, na agonia do algoz que ulula e crocita na impotência do ocaso, é a premonição da alvorada que virá. Do negrume dos desenhos é a aurora que desponta, a paz saída da raiva, o amor nascido do humor negro que exorciza a repressão.

O seu traço registou os carrascos, brutos e anafados, e a guarda pretoriana que esmagou e aniquilou a resistência. Lá estão, no estertor fascista, os burgueses, os bufos e a cáfila de patifes que espiava, oprimia e devastava um país onde os cravos haviam de florir, mas eles não sabiam.

A escola, a igreja, a sociedade e a polícia eram o braço armado do capital, débil na dimensão, mas pesado na repressão.

A tudo isso, ao mundo de horrores da sua geração, minha e dele, Couto Ferreira não assistiu conformado ou em silêncio. Enfrentou a tinta-da-china, com gritos de raiva, os tempos que o tempo já se encarrega de branquear enquanto, aos desenhos de então, incumbe, hoje, avivar memórias e denunciar cumplicidades.

Os gritos de raiva, de 1971 a 1974, aqui estão, vivos e ruidosos, para servirem de vacina a novos apocalipses, um bestiário que é preciso reconhecer para prevenir, uma galeria de monstros malditos que podem espreitar de novo.

À visão crítica do artista não escapou a própria universidade que o havia de fazer catedrático, ela própria alfobre de reprodução de valores e instrumento de domesticação de consciências.

Jaime Couto Ferreira cumpriu, como artista e como homem, a missão de expor, quando era perigoso, os algozes do seu tempo. Aqui ficam, para gáudio dos homens e mulheres de hoje, aprisionados no traço caricatural, triturados pela inventiva de um juiz impiedoso e lúcido.

Carlos Barroco Esperança, sobre os anos de 1971/74

Luta contra a corrupção

O combate à corrupção deve começar em cada cidadão.
Em especial, todo o funcionário tem o dever de denunciar os crimes de que tenha conhecimento no exercício das suas funções e por causa delas.
É tempo de se aplicar a lei neste país.
É positiva a iniciativa do governo neste domínio.

Código de Processo Penal
Artigo 242.º
Denúncia obrigatória
"1 - A denúncia é obrigatória, ainda que os agentes do crime não sejam conhecidos:
a) Para as entidades policiais, quanto a todos os crimes de que tomarem conhecimento;
b) Para os funcionários, na acepção do artigo 386.º do Código Penal, quanto a crimes de que tomarem conhecimento no exercício das suas funções e por causa delas.
2 - Quando várias pessoas forem obrigadas à denúncia do mesmo crime, a sua apresentação por uma delas dispensa as restantes.
3 - O disposto nos números anteriores não prejudica o regime dos crimes cujo procedimento depende de queixa ou de acusação particular."

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril!

Abril, Sempre!

25 de Abril! SEMPRE!









Viva o 25 de Abril!

terça-feira, abril 24, 2007

Caminhos do cinema português

Em Coimbra.

“Crimes políticos no regime do Estado Novo”

“Crimes políticos no regime do Estado Novo” é o tema proposto para um debate, a realizar no próximo dia 24 de Abril, pelas 15h30, na sala 9 da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

A iniciativa conta com o testemunho de dois antigos prisioneiros políticos, Mário Silva (ex-prisioneiro político em Caxias) e Edmundo Pedro (ex-prisioneiro político no Tarrafal), além da presença do Dr. Almeida Santos. O debate será moderado pelo Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Professor Faria Costa.

A organização do evento é da responsabilidade do Núcleo de Estudantes de Direito da FDUC.

A moral e os bons costumes

Foi há cinquenta anos na Figueira da Foz. Eu era um adolescente muito magro obrigado a usar um fato de banho com uma saia dianteira que ocultasse eventuais entusiasmos e uma camisola interior que tapasse algum pêlo que despontasse no peito.

O cabo de mar era intransigente na defesa da moral. Um rapazinho de 14 anos não poria em causa a ordem estabelecida e os bons costumes. Portugal não era um país onde o corpo se expusesse como soía em países de baixas temperaturas e elevada devassidão.

Hoje, se alguém se apresentasse numa praia portuguesa, nos preparos que a lei prescrevia então, seria de novo alvo de suspeita e não era a polícia que o incomodava, eram médicos que duvidariam da sanidade mental.

Lembrei-me deste episódio com a notícia iraniana de que a respectiva polícia passou a vigiar os abusos das mulheres (maldita misoginia) que usam véus incorrectos e deixam ver algum cabelo. A defesa dos costumes e a vigilância moral ficarão a cargo da polícia islâmica. Maomé pode dormir descansado, as prevaricadoras serão chicoteadas em público.

O Irão de hoje é o Portugal da minha adolescência. O Salazar de lá - Ahmadinejad - é o mesmo biltre moldado pelo seminário e pela demência dos bons costumes. A liberdade é uma ousadia que a polícia se encarregará de reprimir.

Diz um membro da comissão cultural do Parlamento: «um homem que veja estas manequins na rua não prestará mais atenção à sua mulher em casa, destruindo o fundamento da família». A tara não é exclusiva do Islão. A repressão sexual é uma forma de domínio e exercício do poder.

segunda-feira, abril 23, 2007

Dia Mundial do Livro

Texto da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas.

"A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE BIBLIOTECÁRIOS, ARQUIVISTAS EDOCUMENTALISTAS INFORMA
DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR

Com a celebração deste dia no mundo inteiro, a UNESCO pretende fomentar aleitura, a indústria editorial e a protecção da propriedade intelectualatravés do direito de autor. A 23 de Abril 1616, faleceram Cervantes, Shakespeare e Garcilaso de la Vega"El Inca". Esta data marca igualmente o nascimento ou a morte de grandesautores tal como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ouManuel Mejía Vallejo. Por este motivo, esta data, tão simbólica para aliteratura universal, foi escolhida pela Conferência Geral da UNESCO paraprestar uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores, e incentivar cadaum, em particular os mais jovens, a descobrir o prazer da leitura erespeitar a insubstituível contribuição dos criadores ao progresso social ecultural.A ideia desta celebração teve origem na Catalunha (Espanha), onde étradicional oferecer uma rosa em troca da compra de um livro. O sucessodesta iniciativa depende fundamentalmente do apoio que pode receber dosmeios interessados (autores, editores, livreiros, educadores ebibliotecários, instituições públicas e privadas, organizações nãogovernamentais e medias) mobilizados em cada país através das ComissõesNacionais da UNESCO, das associações, centros e clubes UNESCO, das redesescolares e das bibliotecas associadas, e de todos que se sentem motivadospara participar a esta festa mundial."

Conselho do Ponte Europa:
Vá à Praça da República, compre um livro e receba uma rosa!

Texto de um amigo sobre Otelo

Hoje, dia 22 de Abril, tive a grata satisfação do meu herói aqui referido me ter telefonado, dizendo que tinha descoberto este texto na net e me queria agradecer pessoalmente as palavras a Ele dirigidas, pedindo-me apenas uma pequena correcção cronológica no texto. Eu que sou tão pequenino, eu que sou apenas uma centelha do pó das estrelas universal senti-me grande, porque um grande homem ligou a um pequeno texto e teve a necessidade de ligar ao seu desconhecido autor a agradecer-lhe. Sinto-me…Um misto de coisas…Afinal os heróis podem ter rosto humano e ligarem a nós, seres que a história nunca referirá a não ser se por um raro acaso portentoso fizermos parte dela.
Obrigado meu Herói, e se já te admirava, mais admirei ainda por um telefonema que teve todo o significado do mundo para mim
Miguel Gomes

EU E O OTELO

Na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 alguns militares puseram em marcha uma Revolução que acabou pacificamente com perto de 50 anos de ditadura em Portugal. A maior parte destes militares eram idealistas de esquerda que queriam para a nação uma nova era de prosperidade e de paz, no rescaldo da guerra colonial que durou entre 1961-1974.
Com o tempo a ala menos esquerdista da politica acabou por, em eleições livres e democráticas, assumir um poder que nunca mais deixou, sendo que os governos desde então foram rotativamente assumidos pelo Partido Socialista (mas de orientação mais ao centro…) e o Partido Social Democrata (algo liberais mas situados no espectro direitista).
Apesar do sonho ter sido desfeito, os militares aceitaram o resultado das eleições, deixando o povo assumir o comando dos seus destinos e reclamando para si o lugar na história de terem estabelecido uma democracia e não de terem assumido e não largado mais as rédeas do poder.
Foi uma Revolução exemplar, praticamente sem derramamento de sangue, foi um exemplo para a Europa e o mundo de uma transição pacifica duma forma de poder autocrático para uma democracia plena que com o tempo se voltou para a União Europeia e se integrou exemplarmente no espírito dela.
Desde sempre que fui um admirador desta Revolução exemplar. Hoje, quando estava a fazer umas horas de voluntariado numa Associação que preserva a memória da Revolução num espólio cada vez mais rico de documentos e testemunhos quer escritos quer orais, cruzei-me pela segunda vez com o cérebro da revolução de Abril. Chama-se Otelo Saraiva de Carvalho que na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 foi ele quem comandou e coordenou as operações e dirigiu as diferentes unidades militares que fizeram cair o poder fascista.
Homem controverso, envolveu-se na política mas nunca foi eleito para cargo nenhum, sendo no entanto um dos ícones da Revolução que eu admirei desde que me lembro de quem sou. Quando decorriam as eleições presidenciais de 1976 a que ele se candidatou, cruzei-me com ele no sul de Portugal onde ele andava a fazer campanha. Claro, eu tinha apenas 5 anos e sabia apenas que era uma espécie de um herói que vi bem perto de mim e ao qual sorri e acenei, incentivado pelos meus pais. Com o tempo aprendi e li o que foi a Revolução e a admiração inicial incutida pelos familiares passou a ser autêntica, genuína, fruto da leitura e do espírito que cultivei desde então.
Hoje, a televisão foi ao Centro, e avisaram-me que o Otelo lá estaria, sendo pois inevitável que o fosse conhecer pessoalmente, mas ele chegou demasiado cedo, estando eu na cozinha a beber um café e a fumar um cigarro quando ouvi a sua voz personalizada à entrada. Acalmei-me, acabei de fumar, pus-me direito e dirigi-me ao meu herói com vontade de o cumprimentar e, se pudesse, lhe dar algumas palavritas…Já sabia que ele era uma pessoa extremamente acessível, mas a sua disponibilidade espantou-me. Apresentei-me como admirador seu e como colaborador itinerante daquele Centro, pedindo-lhe que me esclarecesse algumas dúvidas e mitos da revolução que as minhas leituras e fontes não o tinham conseguido fazer, sendo que de imediato (e no meio de uma enorme azafama de jornalistas e técnicos a cruzarem-se connosco) ele me contou aspectos inéditos da Revolução e da personalidade de alguns dos intervenientes. Salvo erro a conversa durou apenas 15 minutos, mas fiquei orgulhoso por terem sido uns “15 minutos meus, com o meu herói”, homem polémico (mas qual é o herói que não o é…), mas bom, com um bom fundo como o vi quando o olhei bem olhos nos olhos, quando ele me tratou como um igual, sendo Ele uma pessoa que ficou na história, e eu, apenas um pedacinho da essência pó das estrelas que está a tentar ter o seu pequeno lugar no mundo…Segundo me diz a minha mãe, a seguir ao nascimento meu e do meu irmão, o 25 de Abril foi o dia mais feliz da sua vida, e por isso, pela democracia alcançada, pela liberdade em que vivemos, estarei eternamente grato àqueles militares e em especial àquele homem que personifica um espírito cada vez mais raro. No final, sai mais cedo do Centro para ir para casa ver a emissão em directo, perto dos meus a quem a Revolução diz tanto. Cumprimentei toda a gente como é meu hábito e fui ter com o Otelo, apertando-lhe a mão como se o fizesse a um amigo, a um igual, pois somos iguais no sonho de vermos o nosso Portugal prosperar e viver os dias tranquilos que felizmente vivemos, senti-me perto do meu Herói, e enquanto lhe apertava a mão e o olhava nos olhos, desejei vê-lo mais vezes e agradeci-lhe a maravilhosa madrugada de há 33 anos em que ele comandou um grupo de homens simples mas temerários que nos tiraram das trevas e nos levaram para a luz de vivermos em democracia e sem medo, sobretudo de expressarmos as nossas ideias e livre pensamento sem temer que nos prendessem. Nunca mais esquecerei este dia que até foi o dia de anos do meu querido irmão, porque, pela primeira vez na vida conheci pessoalmente um Herói, afinal tão humano como nós e com o qual identifico parte da minha personalidade, não tanto por politiquices mas pela forma simples e sonhadora de estarmos na vida e de tentarmos fazer dessa vida uma bela oportunidade de sermos felizes e realizados, de sermos autênticos, genuínos e não camuflados em receios de sermos criticados. Para mim o Otelo é assim, e é por isso que o sempre admirarei livre e não dogmaticamente, como se admiram os heróis que transformaram as nossas vidas e dos nossos descendentes para sempre.

Miguel Gomes

Espaço dos leitores

O rapto da Europa (Rubens)

Marques Mendes e a comunicação social

Na sequência da nomeação de Pina Moura para presidente do Conselho de Administração da Media Capital, Marques Mendes acusou o PS de tentativa de controlo da comunicação social apesar de o deputado ter renunciado a todos os cargos políticos.

Há na acusação falta de memória, desfaçatez e ausência de pudor. Surpreende que o líder de um partido de direita critique a decisão de um grupo económico totalmente privado e, sobretudo, que esqueça que a Impresa pertence a Pinto Balsemão, ex-primeiro-ministro e presidente do PSD, que se mantém o militante n.º 1 do partido.

Estranha-se que tenha esquecido o Governo de que fez parte, que privatizou dois canais de televisão, atribuindo um ao seu antigo presidente e outro à Igreja católica, tendo o último, por incompetência do accionista, acabado na falência e mudado de mãos.

Marques Mendes já tutelou a RTP e foi conhecida a sua interferência no alinhamento dos noticiários e influência nos conteúdos. Talvez, por isso, tema nos outros aquilo de que é capaz.

É politicamente desonesta a acusação de Marques Mendes ao PS. O líder do PSD sabe bem como o capital controla a política, e não o contrário. Veja-se como o PCP é votado ao ostracismo na comunicação social.

PP – 3 CDS – 1

A vitória de Paulo Portas sobre Ribeiro e Castro era uma certeza que a campanha de desgaste sistemático, a partir do grupo parlamentar, tinha tornado inevitável.

Paulo Portas representa o pior que a direita sonha, o que lhe confere uma aura de D. Sebastião num partido em vias de extinção e lhe garantiu quase 75% dos votos. Mas não tem só defeitos o reincidente presidente do CDS/PP. A inteligência e o instinto político vão obrigá-lo a um golpe de rins que confira um rosto moderado ao PP de modo a tirar eleitorado ao PSD.

A partir de agora Marques Mendes fica sob o fogo cruzado dos adversários internos e dos que preferem Paulo Portas.

Entre a direita civilizada, urbana e europeia, ansiosa por esquecer os 48 anos de ditadura, e uma direita rural, trauliteira e nostálgica avizinha-se uma luta à espera de líderes. Um já foi encontrado, falta saber quem no PSD pretende protagonizar um projecto autoritário e populista. Os principais rostos estão, por ora, desacreditados.

França – 1.ª volta

Depois da participação maciça dos franceses na primeira volta das eleições presidenciais não houve surpresas.

O centrismo de François Bayrou foi esmagado no duelo entre Nicolas Sarkozy e Ségolène Royale, enquanto o cadáver adiado de Le Pen perdeu a última batalha.

É na segunda volta que vai definir-se a decisão do eleitorado francês onde já não há lugar para manifestações de protesto ou azedume. É a escolha dos franceses para a França e para a Europa. A batalha trava-se entre o herdeiro heterodoxo de Chirac e a versão feminina do socialismo moderado na Europa das pátrias.

Há quem tenha passado a desprezar a França por ser a consciência moral dos desmandos de Bush, mas são ainda muitos os que vêem na pátria de Voltaire a herança da Revolução Francesa, que abriu as portas da modernidade.

Eu desejo a vitória de Ségolène. A França e a Europa teriam muito a ganhar e ninguém melhor do que Ségolène poderá recuperar a herança de Miterrand.

Sei que é difícil a tarefa e são fortes os interesses.

França: uma lição de democracia

Os abundantes comentadores nacionais e internacionais que se deliciam a anunciar a decadência da França tiveram ontem mais uma noite de tristeza.

Uma abstenção muito baixa para um país onde o voto não é obrigatório.
E uma enorme votação nos chamados candidatos institucionais, da esquerda e da direita.

Le Pen surge envelhecido. A extrema-esquerda não se assume como alternativa credível.

Parabéns aos candidatos da nova geração: Sarkozy, Bayrou e Royal!

Vêm aí 15 dias de uma extraordinária campanha: sem os milhões de dólares das campanhas americanas. Sem o espectáculo degradante de análise da vida pessoal dos candidatos como é tradição em países anglo-saxónicos.

Com debate sério, aguerrido e sólido em torno de argumentos políticos, de escolhas económicas, sociais e culturais, em que se testam as personalidades e as capacidades de liderança da Sr.ª Royal e do Sr. Sarkozy.

Este tem a seu favor um eleitorado que parece mais virado para a direita, mais ajustado a uma França sempre desejosa do seu Napoleão.

Ontem houve uma grande ganhadora: a República Francesa!

sábado, abril 21, 2007

Iraque – A pena de morte

A prática da pena de morte no Iraque cresceu rapidamente desde que voltou a ser introduzida em 2004, o que levou o país a ter actualmente a quarta maior taxa de execuções do mundo, indicou hoje a Amnistia Internacional (AI). ...

Os grandes avanços da humanidade não se verificam apenas nos campos da ciência, da técnica e do bem-estar mas, também, na melhoria dos índices culturais, na erradicação da tortura, no fim do esclavagismo, no respeito pelos direitos humanos.

Foi grande a caminhada percorrida pelos herdeiros do Iluminismo, longo o combate contra a tradição e persistente a defesa dos princípios que se tornaram o paradigma civilizacional europeu.

O esclavagismo foi vencido, a tortura proscrita e a pena de morte abolida. Agora é da qualidade da democracia que se fala e não da violência que os Estados praticavam em nome de Deus e no exclusivo interesse da classe dominante.

A onda de sofrimento que avassala o mundo é fruto do atraso cultural, da persistência de regimes despóticos, do tribalismo e crueldade que atingem o esplendor da alienação nas teocracias.

A história da Europa é uma longa e sofrida caminhada desde o obscurantismo da Idade Média até à Revolução Francesa, que abriu as portas da modernidade. Sem o percurso sinuoso desse marco histórico ainda hoje as mulheres teriam um estatuto de menoridade e todos seríamos sujeitos ao poder arbitrário da monarquia absoluta de origem divina.

O salto dialéctico deveu-se aos que ousaram combater a tradição, reivindicar a laicidade do Estado, exigir a separação dos poderes e transformar os súbditos em homens livres.

Numa sociedade civilizada e democrática a pena de morte é uma ferida que infecta as instituições e envergonha os cidadãos. O Iraque recebeu dos EUA o pior exemplo – a pena de morte.

sexta-feira, abril 20, 2007

Terrorismo religioso

As guerras religiosas dilaceraram a Europa

Os recentes atentados de Argel e Casa Blanca não foram apenas actos criminosos, foram terrorismo religioso. Se fossem políticos, prendiam-se os dirigentes , como são actos de fé enterram-se os mortos e os líderes continuam a destilar ódio e orações.

Há versículos nos livros sagrados das religiões monoteístas que são xenófobos, racistas ou misóginos. Na Alemanha proíbem-se publicações racistas mas ignora-se a carga anti-semita do Novo Testamento e esquece-se a responsabilidade cristã no holocausto.

Os países civilizados e democráticos assinaram e respeitam a Declaração Universal dos Direitos Humanos mas toleram a propaganda obscurantista que, por exemplo, ensina como maltratar a mulher sem deixar marcas susceptíveis de procedimento criminal.

Nos países mais secularizados os exegetas dos textos sagrados dizem que os versículos não dizerem o que efectivamente dizem. E todos fingem acreditar.

A ETA faz atentados e ilegaliza-se – e bem. O Islão comete actos terroristas e subsidia-se a abertura de mesquitas. Há aqui dois pesos e duas medidas. Não falem de racismo. Há mujahidines louros e de olhos azuis e árabes agnósticos e pacíficos.

Os partidos neonazis são perigosos e a polícia vigia-os. Os crentes fundamentalistas, de várias religiões, constituem uma ameaça mas gozam de benevolência, com risco para a democracia e a civilização.

As religiões têm tratamento diferenciado, mas a pregação do ódio, o proselitismo e as bombas necessitam de controlo policial.

Convocar os livros sagrados para a elaboração das leis é espezinhar a Europa das Luzes e rasgar a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O recente atentado a uma livraria cristã na Turquia seguido de três decapitações, um método cuja barbaridade parece ser do agrado de Maomé, é mais uma demonstração do ódio religioso. O combustível que alimenta este terrorismo é a fé.

No Iraque os xiitas e os sunitas matam-se com zelo, eficácia e entusiasmo. É a reedição islâmica da Reforma e da Contra-reforma.

Em vez das referências confessionais nas Constituições dos diversos países é a laicidade que precisa de ser declarada e o seu cumprimento que deve tornar-se uma exigência. Só assim se pode garantir o pluralismo religioso, defender a democracia e salvar a civilização.

CDS-PP prepara-se para decidir liderança

Amanhã, entre as 14 e as 20 horas, nas secções de voto de cada concelhia, os 44 mil militantes do CDS-PP têm oportunidade para escolher quem fica na liderança do partido. Na campanha, foram mais as animosidades do que as propostas políticas trocadas entre os adversários.

Nota: Pelos números referidos, o CDS/PP tem mais militantes do que eleitores mas já se sabe que ganha o PP ao CDS.

É preciso topete

Paciência dos EUA com o Iraque está no fim, diz Gates

O secretário de defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, chegou ao Iraque hoje para advertir aos líderes iraquianos que o compromisso militar americano no país não é ilimitado. Gates disse que a confusão política em Washington sobre os gastos da presença militar dos EUA no Iraque mostra que tanto o público americano quanto a administração Bush estão perdendo a paciência com a guerra. "Eu sou simpático a alguns dos desafios que eles enfrentam," disse Gates sobre os iraquianos durante a visita surpresa. Mas, ele disse, "o ponteiro do relógio está andando."

Comentário: Paciência do Iraque com os EUA nunca houve.

quinta-feira, abril 19, 2007

Timor - O pior vem depois da 2.ª volta


O presidente do parlamento, Francisco Guterres "Lu Olo", e o primeiro-ministro, José Ramos-Horta, garantiram a passagem à segunda volta das presidenciais timorenses, anunciou o presidente da CNE. Faustino Cardoso adiantou ainda que "Lu Olo" venceu a primeira volta.

Medida profiláctica


PNR


Dezenas de elementos de extrema-direita foram detidos, esta quarta-feira, pela Polícia Judiciária (PJ), alguns em flagrante delito na posse de armas, numa vasta operação que envolveu cerca de 60 buscas.

Espaço dos leitores

(Goya)

quarta-feira, abril 18, 2007

E dormem tranquilos

Pelo menos 169 pessoas morreram esta quarta-feira numa vaga de atentados com viaturas armadilhadas em Bagdad, das quais 119 num mercado alvo de um ataque semelhante em Fevereiro, apesar do apertado plano de segurança para impedir a violência na cidade.


Intolerância religiosa


Ataque contra editora cristã mata três pessoas na Turquia

Três pessoas morreram na Turquia após um ataque contra a editora Zirve, de Malatya (Sudeste do país), há vários meses na mira dos extremistas por publicar a Bíblia e outros livros cristãos.

Espanha - María Dolores Jiménez

María Dolores Jiménez, uma edil do PP espanhol, autarca em Lepe, Andaluzia, posou nua para o semanário Inteviú, sem descurar o pelouro da economia que lhe foi confiado.

Tem sido um escândalo no PP, como se o corpo da agrónoma fosse uma afronta para o partido, cada vez mais intolerante. Em vez de respeitar os direitos individuais e mostrar que na mesma formação partidária há lugar para a diferença, optou pela censura à sua militante.

São pudicas as fotos, como se pode ver acima, no Ponte Europa, e revela um saudável pluralismo de que o PP devia tirar partido em vez de se refugiar numa postura beata e intolerante para com uma das suas autarcas.

Certamente que os eleitores são bem mais tolerantes do que o estado-maior herdeiro de Aznar.

Há dias que a imprensa espanhola tem vindo a discutir o caso mas, pelo que tenho lido, são mais as manifestações de simpatia do que as vozes que a condenam. O nu, não obsceno, há muito que deixou de ser um interdito.

Aniversário do Centro Escolar Republicano Almirante Reis

O Centro Escolar Republicano Almirante Reis (CERAR) faz 96 anos de actividade.

No próximo sábado, 21 de Abril, venha assistir a uma palestra sobre a implantação da República (18:00 horas), acompanhe-nos num jantar-convívio (20:00 horas) e visite a exposição sobre a história do CERAR.

96 anos é uma longa vida para uma associação republicana portuguesa, já que muito poucas foram as que conseguiram sobreviver às perseguições que lhes foram movidas durante o período da ditadura do Estado Novo e chegar ao 25 de Abril.

Acresce que o CERAR teve, em diversas ocasiões da sua/nossa história, um papel relevante nos combates da Oposição ao regime corporativo e clerical (de inspiração fascista) de Salazar, designadamente, nos anos 40's, ao ter cedido as suas instalações (na Rua do Benformoso, à Mouraria) para muitas das reuniões de trabalho do Movimento de Unidade Democrática (MUD).

Este convite é aberto (extensivo) a todos os republicanos e, designadamente, a todos os associados, amigos e simpatizantes da associação cívica República e Laicidade.

Mais informação no site da R&L, aqui: http://www.laicidade.org/2007/04/17/cerar-aniv-2007/

Inscrições prévias (ou pedidos de mais informações) para Ricardo Alves em: rjgalves2001@yahoo.com

Saudações republicanas e laicas
Luis Mateus

O que diz Marques Mendes?

Público, hoje - Clique para aumentar a imagem e a surpresa

A Região Autónoma da Madeira é a única no País onde o presidente do Governo e da Assembleia Regional acumulam salários por inteiro, acontecendo o mesmo com os outros titulares de cargos públicos.

Foi o actual Governo da República que corrigiu essa gritante injustiça que ameaçava perpetuar-se. Porém, num reduto que se julga imune à lei, continua o despropósito e os titulares de cargos públicos locupletam-se, por inteiro, com várias reformas do Estado.

Trata-se de um assalto às finanças públicas em que o descaramento e o nepotismo se dão as mãos. Alberto João Jardim é uma excrescência política num Estado de direito, ordinário na linguagem, almocreve nas atitudes e insaciável nos proventos.

Reformou-se com 4124 € mensais como professor do Ensino Secundário (poucas aulas deu e só não chegou ao topo porque a licenciatura – direito – apenas lhe conferia habilitações suficientes). Passou a receber, como a lei permitia, o vencimento de presidente do Governo Regional acumulando com a reforma de professor.

Quando razões de moralidade e as dificuldades financeiras do País levaram à contenção orçamental há um quisto na ordem administrativa portuguesa onde a lei é uma miragem e o despotismo uma constante – a MADEIRA.

É tempo de dizer: Alto, e pára o baile.

Não vale a pena insistir

O Ponte Europa reserva-se o direito de apagar comentários considerados sem ligação alguma ao artigo em questão.

Adenda- Não insistam. Têm o «Espaço dos leitores»

Massacre da Virgínia - Opinião de um leitor

O conflito, na sociedade americana, entre os 'restricionistas' na venda de armas, e o poderoso lobby dos fabricantes é conhecido há muito. Um tal Charlton Heston (?!), de quem não tenho más memórias no cinema, é o ponta de lança destes últimos.Parece claro, para qualquer cabecinha 'normal', que a venda indiscriminada de armamento, em qualquer sociedade humana, é um absurdo insustentável e perigoso.

Teoricamente, ela pressupõe que todos os actos humanos seguem princípios e motivações de natureza racional. Está mais que visto, e há muito sabido e dito por doutores a sério, que isso não é verdade. A maior parte dos nossos actos seguem impulsos, sentimentos, estados de alma, emoções, tendências e instintos, que se furtam à racionalidade pura e simples. A educação, a cultura, a elaboração e aperfeiçoamento e progressão pessoal definem, de resto, o posicionamento de cada um de nós, nesta escala que vai do zero (instinto puro, irracional) ao infinito utópico do domínio da razão.

Por isso os visionários da 1ª República (aqui lhes deixo uma enorme vénia!), acreditavam que a aprendizagem, a escola e a 'cultura' eram vitais para a mudança da vida do povo e do operariado. Criaram centros republicanos, escolas, "vozes do operário", etc.

O resultado não foi tão imediato e directo como eles pretendiam. Mas o princípio continua a ser verdadeiro. Só pela escola, pela cultura, pelo desenvolvimento racional de cada um, a vida de todos pode mudar.

E quem hoje sustentar que a escola actual, com os seus inúmeros falhanços, foi um fiasco e um desperdício de tempo e dinheiro, não passa dum reaccionário encapotado, a defender interesses de classe muito antigos. Daí a negar os valores do iluminismo e do racionalismo e da ciência nas sociedades humanas, vai um passo.

A Igreja Católica do papa que lá está, a clique governante americana, e muitos papagaios iluminados, que nos andam a pregar de novo o criacionismo bíblico, a submissão ao divino, e outras superstições, estão apenas a empurrar-nos para tempos medievais. Eles sabem bem porquê.

E o falhanço duma sociedade alternativa, tentada pela primeira vez na história dos homens, objectivado na queda do muro de Berlim e provocado pelos erros e crimes de Moscovo, deixou-nos A TODOS outra vez nas mãos da canalha. Este caso hediondo da universidade, que não é o primeiro nem será o último, coloca por isso a questão: que raio de sociedade é esta, a americana, da tecnologia omnipotente, do mercado todo poderoso, da globalização do mundo, do crescimento contínuo, da predação dos recursos, do sucesso individual, do dividendo egoísta, do excluído que é responsável pelo seu próprio fracasso... ?

Não se irá longe com ela.
a) Anónimo

Cho Seung-hui - louco e sanguinário

Era finalista de Inglês e tinha 23 anos. Cho Seung Hui, sul-coreano, perpetrou um dos maiores massacres em espaços escolares nos Estados Unidos. A investigação continua, podendo ter existido mais do que um atirador. Às famílias têm chegado mensagens de condolências do mundo.

Comentário: Bush não faltou ao funeral das vítimas mas recusa restrições à venda de armas.

Iraque - A tragédia da ocupação

Oito milhões de iraquianos necessitam de ajuda urgente de acordo com um anúncio feito hoje em Genebra, Suíça, pela ONU, num quadro em que os vizinhos Síria e Jordânia, acolhendo 1,2 milhões, estão à beira da ruptura.

terça-feira, abril 17, 2007

Interrupção Voluntária da Gravidez


Homenagem de um leitor a Salgueiro Maia


A justíssima homenagem a Salgueiro Maia torna-nos cientes de que um herói não é, exactamente, aquela imagem, ou aquele ser, que incorpora o mito do "Super-Homem", planando sobre os arranha-céus de NY.

O Herói não necessita de ser atlético, ter olhos verdes, ser bem-falante, charmoso, brilhante, etc. Em suma, um quase Deus. Essa helénica configuração mitológica, morreu. Heroísmo não é uma metamorfose. Hoje, os poderes (político, religioso,...) acima dos Heróis, preferem os Mártires.

Salgueiro Maia remete-nos para os "novos" Heróis. Os Heróis dos nossos dias, do nosso tempo. Aqueles dos gestos imperceptíveis, da coerência quotidiana, da linear honradez, da imensa dignidade, do quase anonimato...E, também, por vezes, objecto de intoleráveis e escandalosas marginalizações de uma sociedade que, em última análise, os renega.

Escreveu Kierkegaard: "Um Herói não se declara"...

Mas, nos dias de hoje, não tenho dúvidas, nem constrangimentos, ao declarar:

- Salgueiro Maia é um dos meus Heróis!

a) e-pá! Ter Abr 17, 02:16:00 PM

Santarém - É bonito o gesto




Enquanto foi vivo o militar nunca aceitou a distinção e a decisão da câmara foi tomada por unanimidade após consulta à viúva.

Opinião (boa) de um leitor

Ah, sorte dum cabrão!!


O apetite predador espanhol ficou gravado na história desde a Lenda Negra. Os povos pré-colombianos da América Central e do Sul poderiam explicá-lo, se tivesse sobrado algum para o contar.

Modernamente quem melhor o conhece são os peixinhos do mar, dizimados pelas traineiras-chuponas a que não escapa um alfinete ou os recursos hídricos da Península, vitimados por uma agricultura intensivíssima e suicida, que abastece meia Europa, mas nos condena a todos ao deserto a breve prazo.

Há 15 anos começaram na raia do Côa, a comprar aos aldeãos as paredes rústicas desenhadas na paisagem portuguesa. Derrubavam as ditas, escolhiam as lascas mais afeiçoadas, e levavam-nas em camiões para forrar as casas deles.

Aos poucos, apalpando o terreno, usando mão-de-obra local como ponta de lança, depressa chegaram à Lapa, ao Montemuro, já ninguém sabe onde vão.Levados pela pequena ganância, pela grande ignorância, e pela desmesurada insensatez, os aldeãos trocaram a alma por dez reis de mel coado.

Ultimamente são os zimbros do planalto de Miranda, no Douro Internacional, onde fazem parte da flora autóctone.

Têm a desgraça, os zimbros, de produzir um óleo usado na cosmética e na farmacêutica. E por serem em Espanha uma espécie protegida, os predadores espanhóis não se perdem em considerandos. Atravessam a fronteira, e vêm comprar os portugueses.

Levam raízes, troncos e ramos, que é serviço completo. Encandeados pela pequena ganância, pela grande ignorância e pela desmesurada insensatez, os aldeãos portugueses vendem por 5 euros um 'produto' que em Espanha vale à vontade cem.

E não há nisto tudo um autarca, um magistrado, um polícia, um deputado, um ecologista, um padre, nem um simples regedor a pôr ordem no desmando.

Se isto não é já a agonia, anda lá perto. E se não for a miséria a absolvê-los, não sou eu quem o fará.

a) jagudi (Seg Abr 16, 06:05:00 PM)

segunda-feira, abril 16, 2007

Dura lex sed lex


O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, prometeu hoje em Fátima oposição da Igreja Católica à nova lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, que transformou o aborto num direito, com "colaboração activa do Estado".

Espaço dos leitores

A. Renoir, Junto ao mar, 1883 - Metropolitan Museum of Art, New York, USA

CONVITE

O Centro de Estudos Ibéricos e a Câmara Municipal da Guarda têm a honra de convidar V. Ex.ª para a inauguração da Exposição “Alembranças”, de Jaime Alberto do Couto Ferreira, que se realizará no dia 21 de Abril, Sábado, pelas 18h, na Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda.

A exposição estará patente de 21 de Abril a 27 de Maio de 2007.

Terça a Sexta, das 17h às 19h e das 21h às 23h.
Sabádo das 14h às 19h e das 21h às 23h.
Domingo das 14h às 19h.

Teatro Municipal da Guarda - R. Batalha Reis, nº 12 - 6300 – 668 Guarda (Portugal)
Tel: 271 205 240 - Fax: 271 205 248 -
http://www.tmg.com.pt/ - geral@tmg.com.pt

Centro de Estudos Ibéricos – Praça do Município – 6300-854 Guarda (Portugal)
Tel./Fax. – 271 220 212 –
http://www.cei.pt/cei@cei.pt


Nota: Jaime Couto Ferreira jubilou-se recentemente da Faculdade de Economia de Coimbra para poder entregar-se à pintura e ao desenho em dedicação integral.

O catedrático de História da Economia é um artista de rara qualidade e com um percurso cívico invejável.

A sua vasta obra é um testemunho eloquente da resistência ao fascismo. As capas que desenhava para a Vértice, frequentemente censuradas, são a prova da sua tenacidade e rebeldia contra a ditadura que oprimiu Portugal.

Uma exposição que vale a pena visitar.

Ordem dos advogados condenada

«O Tribunal Central Administrativo do Norte condenou a OA por violação da liberdade religiosa.

Em causa estava o pedido de alteração da data do exame de uma advogada estagiária, membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia (cujo dia santo é o sábado). A OA recusou, mas foi obrigada pelo tribunal a marcar nova prova».
Fonte: Público, hoje.

Comentário: Ainda bem que nem todos os dias são santos.

Protesto pró-secularismo na Turquia

Mais de 150 mil pessoas participaram sábado numa manifestação na capital da Turquia, Ancara, para pedir que a política e a religião permaneçam separadas.

Não haja ilusões. Há uma guerra entre o fundamentalismo religioso e o laicismo e não há democracia sem separação da Igreja e do Estado. No Islão como no Cristianismo.

Na Turquia, que muitos querem fora da União Europeia, sem enjeitarem que lhe guarde as costas através das divisões da NATO, joga-se a segurança da Europa. A tradição laica está em perigo com as constantes arremetidas do clero islâmico e a vontade prosélita de transformar a república em mais uma teocracia.

O Vaticano também não ajuda com as constantes intromissões na política dos países que gostaria de voltar a ver como protectorados. Na Espanha, Polónia, França e em Portugal (como se viu no referendo do aborto) a tentação política é mais forte do que a vocação pia.

A Turquia tem uma elite culta, juízes e militares afoitos na defesa da Constituição laica, e um respeito enorme pelo fundador da Turquia moderna, mas a democracia encontra-se numa encruzilhada – ceder à tendência islâmica, que se afigura maioritária, ou tornar-se uma ditadura que defende o pluralismo religioso.

O problema da F.I.S. (Frente Islâmica de Salvação) que ganhou as eleições na Argélia e foi ilegalizada pode repetir-se na Turquia.

O que é a democracia, a vontade da maioria ou o respeito pelas minorias? Falará mais alto a memória de Kemal Ataturk ou os sermões exaltados do clero islâmico?

a) Carlos Esperança - sem qualquer título eclesiástico, nobiliárquico, académico, castrense ou veneras.

Confio no povo, como sempre

O Presidente Hugo Chávez anunciou, na sexta-feira, que o seu Governo prevê até 2021 que a Venezuela se transforme numa "República socialista" e sublinhou que se manterá no poder "até que o povo e Deus queiram".

Comentário: Após eleições honestas, a tentação autoritária, o populismo e a deriva ditatorial.

domingo, abril 15, 2007

Espaço dos leitores

Ponte Europa/Pitecos - Zédalmeida

Madrid - Republicanos exigem III República

Milhares de cidadãos manifestaram-se em Madrid ontem, data do 76.º aniversário da II República Espanhola.

Os manifestantes pediram a III República e criticaram a monarquia «herdada» do franquismo.

Leia mais…

Conspirações e mentiras (2) - 11 de Março

*
É altura de apertar um pouco mais o cilício na coxa.

DIA 18, EM MIRANDA DO CORVO

Café entre Torgas

Iniciativa do Instituto Superior Miguel Torga


Na próxima quarta-feira, dia 18 de Abril, vai realizar-se, em Miranda do Corvo, um “Café entre Torgas”. O Auditório da Câmara Municipal de Miranda do Corvo receberá, a partir das 21 horas, selecto naipe de personalidades que tiveram o privilégio de conviver com Miguel Torga. Álvaro Perdigão, Aníbal Duarte de Almeida, António Arnaut, António Campos, João Fernandes, Paulino Mota Tavares e Valentim Marques narrarão, a convite dos alunos do 4.º ano da Licenciatura em Ciências da Informação do ISMT, episódios marcantes do contacto que mantiveram com o escritor.


Esta iniciativa, apoiada pela Câmara Municipal de Miranda do Corvo, insere-se nas comemorações dos 70 anos do ISMT, ao mesmo tempo que se integra nas comemorações dos 100 anos do nascimento de Miguel Torga.

Aproveitamos o ensejo para o convidar a estar presente, no próximo dia 18, no Auditório da Câmara Municipal de Miranda do Corvo.

sábado, abril 14, 2007

Carregal do Sal – Presidente ou Sacristão?

O pio edil de Carregal do Sal é uma espécie de Mariana Cascais de calças que julga viver num Estado confessional.

Atílio Nunes dos Santos recebeu nos Paços do Concelho a visita pascal o padre José António, beijou a cruz e deu-a a beijar – ele, presidente da Câmara – aos munícipes.

A notícia é omissa, mas é natural que o padre José António receba na Igreja o Sr. Atílio com o busto da República e que, depois de o beijar – ele, padre – o dê a beijar aos paroquianos.

É difícil dar a César o que é de César, quando é débil a cultura democrática e inexistente a formação cívica.

Liberdade de informação

Medeiros Ferreira, João Miguel Tavares, Pedro Rolo Duarte, Alfredo Barroso e Pedro Lomba são alguns dos colaboradores dispensados.

A saída de jornalistas como Oscar Mascarenhas e Viale Moutinho foram, há anos, uma primeira decisão para decapitar jornalistas de grande prestígio e, quiçá, intimidar outros. A saída de Mário Bettencourt Resendes, ainda que pacífica, foi uma perda.

Agora, com a saída da nata do DN, a comunicação social escrita fica mais pobre, a informação a saque e o poder do capital domina as notícias.

No Público mantém-se o inenarrável Dr. José Manuel Fernandes, o panegirista de Bush e entusiasta da invasão do Iraque que, depois do fracasso da OPA da SONAE sobre a Portugal Telecom, só pensa no percurso académico de Sócrates.

Com esta informação a opinião pública fica mais vulnerável e os leitores mais pobres. A liberdade de informação está em perigo mas não é por culpa do Governo.

CONVITE - Quatro Estações em Abril

Gertrudes da Silva é um herói de Abril. Veio de Viseu e juntou às tropas que trazia mais quatro companhias da Figueira da Foz. Foi o comandante dessa enorme força libertadora.

No caminho deixou o forte de Peniche sob o comando do MFA e seguiu para Lisboa. Hoje é coronel reformado, tendo sido o melhor aluno do seu curso na Academia Militar.

O primeiro livro que escreveu «Deus, Pátria e a Vida» é comovedor e de uma beleza notável. É o regresso á infância e juventude, na sua Beira natal, escrito com a mestria de um homem culto, a sensibilidade de um homem bom e a qualidade de um excelente escritor.

Ponte Europa – Comentários

Alguns abusos obrigam o Ponte Europa a reiterar alguns princípios que, de um modo geral, têm sido respeitados pelos leitores.

Não são permitidos comentários:

1 – De índole racista ou xenófoba;
2 – Que incitem ao ódio ou à violência;
3 – Que discriminem minorias;
4 – Que atentem contra a dignidade da mulher;
5 – Que sejam caluniosos ou passíveis de procedimento criminal.

Não aceito ser co-autor de crimes de difamação perpetrados por quem atira a pedra e esconde a mão, isto é, por quem comete ilícitos penais refugiando-se no anonimato.

Ontem, um leitor acusou um antigo ministro do PS de ter sido condenado a 4 anos de prisão com pena suspensa. Não só a condenação era falsa, como impossível (a lei só permite a suspensão de pena até ao máximo de 3 anos de condenação). Na sua cobardia caluniosa remetia para dois blogues anónimos onde a patifaria era referida.

O comentário foi naturalmente apagado, mas não posso garantir que alguém pudesse ter tomado conhecimento da calúnia – um crime de que eu acabava por ser co-autor.

Era falso e grave o crime inventado bem como a pena atribuída. Mesmo assim outro leitor acusou-me de falta de espírito democrático e de fazer censura, como se o crime devesse ou pudesse ficar impune. Estranha noção de democracia de quem não conheceu a ditadura!

Assim, a fim de evitar a moderação dos comentários, conto com a colaboração e discernimento dos leitores para não ultrapassarem o que é legítimo em termos de liberdade de expressão e direito à opinião, que, no Ponte Europa, continuarão a ser respeitados.

Post Scriptum – Apenas para facilitar as discussões, o Ponte Europa reserva-se o direito de apagar comentários considerados sem ligação alguma ao artigo em questão.

sexta-feira, abril 13, 2007

CONVITE

CONSELHO DA CIDADE ORGANIZA DEBATE SOBRE POLÍTICA CULTURAL

O Grupo da Cultura do Conselho da Cidade de Coimbra organiza no próximo dia 16 de Abril, pelas 21h30, na Casa Municipal da Cultura, um debate sobre a política cultural autárquica do concelho, com as presenças confirmadas de Carlos Encarnação e dos representantes dos partidos com assento na Assembleia Municipal.

Saiba mais sobre este evento.

Terrorismo religioso

Os atentados de Casablanca, na terça-feira, e de Argel, no dia seguinte, revelam o potencial de violência que o Islão político contém. O perigo está aqui à nossa porta, no Magreb, com os dementes da fé, sôfregos do Paraíso e de sangue.

A Europa, multicultural e humanista, é um oásis de tolerância num mundo de fanatismo globalizado. O respeito pelos crentes não pode estender-se à violência contida nos livros sagrados e pregada por clérigos radicais.

Os livros sagrados das religiões monoteístas foram escritos em épocas de violência e intolerância. A verdade única era então o cimento do absolutismo e a justificação das teocracias. A Europa sofreu, até há pouco, a violência das guerras religiosas e, se quer preservar a herança do iluminismo, tem de aprofundar a laicidade do Estado.

A laicidade é um factor apaziguador das diferenças culturais que os clérigos se esforçam por converter em divergências.

Não é legítimo agredir crentes. Devem, sim, ser protegidos deles próprios e defendidos em nome da liberdade religiosa, mas a defesa e a protecção exigem que o proselitismo seja contido de modo a evitar conflitos.

As religiões não defendem a liberdade religiosa, impõem a catequese. Não é apenas a demência islâmica que põe em risco direitos, liberdades e garantias que as democracias protegem. As Igrejas cristãs estão a imitar o desvario islâmico e a apelar à tradição que a Revolução Francesa interrompeu.

Não é a moral religiosa que incomoda, é a imposição clerical aos que rejeitam a fé.

A apostasia é um dos mais importantes direitos humanos. É preciso defender a liberdade de proclamar hoje o contrário daquilo em que se acreditava ontem e, eventualmente, voltar a acreditar amanhã, sob pena de anular a liberdade religiosa.

Os clérigos pretendem que o pecado seja crime e a apostasia punível com pena máxima, mas enquanto houver cidadãos fiéis à Declaração Universal dos Direitos Humanos e empenhados na defesa da democracia, a liberdade de ter qualquer religião, de não ter, ou de ser contra qualquer uma, fará parte dos direitos fundamentais.

A defesa da civilização exige o aprofundamento da separação da Igreja e do Estado quer na Europa, quer nos EUA, onde o protestantismo evangélico domina o poder político, e nos países onde o Islão não consente a separação de poderes.

Um artigo recente do «Le Monde» – La croisade obscurantiste du pape – deve pôr a democracia de sobreaviso. Tal como a política dos dois gémeos polacos.

Conspirações e mentiras

Lembram-se os leitores daquele primeiro-ministro espanhol que quis comprar a mais alta condecoração dos EUA? Daquele que esteve nos Açores a convite de Durão Barroso e, cúmplice de Blush e Blair, lançou o mundo civilizado num acto criminoso e contraproducente - a invasão do Iraque?

É esse mesmo, o Sr. Aznar, ligado ao Opus Dei, que mentiu quanto às razões sobre a invasão do Iraque e que, deliberadamente, quis enganar os espanhóis sobre a autoria do ataque terrorista do 11 de Março, quando sabia a verdade.

Pior do que isso, deixou ao seu sucessor que, apesar de tudo, é um político menos vil, a tarefa de continuar a enganar os espanhóis e de chantagear o PSOE com a ETA quando teve no Governo a colaboração leal, em termos de terrorismo, do PSOE.

Não basta a bênção episcopal para fazer do PP espanhol um partido santo. Cheira a incenso mas tresanda à imundície. Tem um ar beato mas é um ninho de víboras.

Espaço dos leitores

quinta-feira, abril 12, 2007

Coimbra merecia melhor

«Eu não sabia, mas um leitor do blogue informou-me que o criacionismo já anda a ser ensinado na Universidade de Coimbra há algum tempo. No manual "Direito Internacional, Do paradigma clássico ao Pós-11 de Setembro" (...) da autoria do Doutor Jónatas Machado, que é usado obrigatoriamente na cadeira de Direito Internacional Público e Europeu do segundo ano da licenciatura em Direito (...) encontra-se logo à entrada uma apologia do criacionismo contendo comentários como (vão "ipsis verbis"):


(...) "estou farto desta homobiologia homem-macaco" (...)


"a teoria do intelligent design é a maior conquista intelectual dos últimos 200 anos" (...) Será que a universidade permite que do alto de uma cátedra alguém faça proselitismo religioso? Podem os alunos de uma universidade laica ser evangelizados em vez de ensinados?» («Cátedra ou púlpito?», no De Rerum Natura) Posted by Carlos Fiolhais

Louçã contra a mesquinhez de Marques Mendes


Francisco Louçã entende que não se provou que tenha existido favorecimento na polémica que envolve a licenciatura de José Sócrates. O deputado do Bloco de Esquerda afastou ainda a hipótese de fazer «qualquer julgamento de carácter».

(...)


O parlamentar bloquista considerou ainda que a posição expressa pelo líder social-democrata se deve «à tentativa de pôr na ordem do dia insinuações que não interessam ao país por razões de populismo e de estratégia interna».

A hipocrisia, o Público e o seu director









José Manuel Fernandes, director do «Público», quis ser o Kenneth Starr do primeiro-ministro português julgando encontrar num diploma de licenciatura da Universidade Independente a Monica Lewinsky com que o execrável Procurador americano perseguiu Clinton.

O DR. José Manuel Fernandes é que não é licenciado.