Caciquismo até à náusea

Avançada ontem pelo semanário Expresso, a polémica envolve a inscrição de cerca de uma centena de novos militantes, que entraram naquela estrutura socialista na data limite (seis meses antes do acto eleitoral) para poderem votar nas eleições concelhias de Março último. O Expresso cita alguns destes novos filiados no PS, que dizem ter recebido cartas com cartões de militante, e as vinhetas que comprovam o pagamento de quotas - sem que, afirmam, alguma vez se tenham inscrito no partido ou pago qualquer valor.

Comentários

Anónimo disse…
Sócrates não pode remeter-se ao silêncio, nem avançar com argumentos esfarrapados. É uma situação muito grave que nos remete para as catacumbas do salazarismo e para as suas chapeladas eleitorais.
e-pá! disse…
A não introdução de métodos seguros e fiáveis, nomeadamente a criação de um banco de dados informatizado facilmente actualizável, quer quanto à validade e regularidade das inscrições quer quanto ao pagamento das quotas, quer quanto as contribuições privadas (empresas, etc.), quer, finalmente, para verificação das contas partidárias nas campanhas eleitorais, são para o cidadão comum, incompreensíveis.

Só pode ser assacada ao aparelho partidário, nos seus mais variados níveis.

Rui Rio, no tempo da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, conheceu a ira dos barões e controleiros de secções concelhias e distritais no PSD.

E a partir desta tentiva, quem tenta meter-se nisso acaba mal... desiste ou saí zangado.

Então, viva o caciquismo, bem como as chapeladas inerentes...

E, não venham com a argumentação de que estes problemas são problemas internos partidários.
As fraudes eleitorais começam aqui...

Uma das situações mais intrigantes na democracia portuguesa é exactamente a lentidão e os complexos meandros que condicionam a renovação dos quadros administrativos e de apoio partidários.
Esta situação poderá estar, também, por detrás, destes intoleráveis pseudo-filiações.
Anónimo disse…
A degenerescência do regime não pode continuar a ser disfarçada, nem com os eufemismos enganadores, nem com as ardentes declarações democráticas. O regime está doente e a sociedade, que o suporta, não está melhor. Um amigo meu, sintetizou-me, através de uma frase simples, a situação do país, para traduzir a cumplicidade mútua entre o poder e os cidadãos nas suas respectivas responsabilidades pela progressiva decadência a que se assiste: "Portugal tem a saúde que merece, a justiça que merece, a economia que merece e os políticos que merece".
São os cidadãos que julgam os políticos, pelos vistos, mal, talvez porque não sabem nem conseguem julgar-se a si próprios.
Anónimo disse…
Num país onde a fome alastra, tudo é possível... "caciquismo até à náusea", prepotência e incapacidade governamental,enfim, vamos de mal a pior.

Precisamos de governantes capazes de inverter o desastre económico de Portugal, este Partido Socialista, está a levar os portugueses à ruína.

Valha-nos o Banco Alimentar contra a fome...
Anónimo disse…
O Simplex e o Plano Tecnológico do senhor Eng.º já chegaram à angariação de militantes. É o balcão "militante na hora": não precisa fazer nada, porque há quem faça por si; com a inscrição recebe de bónus seis meses de quotas. Do que é que está à espera? Adira já!

Aviso: o balcão "militante na hora", para já, funciona apenas na Amadora.

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