Comunidade internacional desafiada

A Comunidade internacional condenou em uníssono o anúncio da Coreia do Norte de que teria realizado com sucesso um primeiro teste nuclear subterrâneo esta madrugada. Estados Unidos e Austrália prometem uma "reacção severa", o Japão fala de acto "imperdoável", para a Coreia do Sul trata-se de uma "provocação intolerável" e mesmo a China apelou Pyongyang a "cessar toda a actividade hostil". A confirmar-se o teste, este seria o culminar de quatro anos de braço-de-ferro nuclear com Washington e uma séria ameaça ao equilíbrio de forças na região.

NOTA: Enquanto o povo morre à fome, o ditador vitalício exibe o seu poder nuclear.

Comentários

Anónimo disse…
CE: olhe que um gajo destes tem que ser do Opus Dei!
Rsrsrsrsrs
e-pá! disse…
A lamentável situação da Coreia do Norte é mais, muito mais, do que um desafio à comunidade internacional. Porque se fosse só isso era um "caso" com inúmeros precedentes. Um dos últimos, deve-se recordar, foi a invasão do Iraque pelos EUA - e as suas forças satélites - à revelia do Direito Internacional e do CS da ONU.

Mas, na verdade, a Coreia do Norte acumula muitas outras transgressões.
Para além das legítimas suspeitas de uma eventual contaminação ambiental - neste País (como de resto em todas as ditaduras) não há qualquer tipo de controle do poder - o "acontecimento" é um grave atentado à segurança internacional. O Mundo, neste momento, poderá estar à mercê das aventuras discricionárias oriundas de Pyongyang e do seu lunático lider -Kim Jong-il. Perdão, "querido lider"!

Mais, o poder em Pyongyang diz que o programa nuclear que insiste em desenvolver é um assunto relativo à sua capacidade de "auto-defesa". Este País possuirá 2 ou 3 armas atômicas, 20 instalações nucleares e armazena entre 2.500 toneladas de armas químicas e 10 tipos de substâncias bacteriológicas.
Contará, ainda, com 600 mísseis Scud e 100 Rodong-1 (que podem transportar armas nucleares) e, finalmente, julca-se que terá desenvolvido mísseis intercontinentais.
Um País relativamente isolado e, essencialmente, fechado na sua miséria, terá de realizar ciclópicos trabalhos nestas andanças de "auto-defesa".
Para já construíu um grandioso arsenal bélico, com custos elevadíssimos, erguido sobre a a fome endémica do seu povo.
Assim, Kim Jong-il ao pretender defender o seu país de mirabulantes assédios bélicos espezinha miseravelmente o povo da Coreia do Norte nos seus direitos mais básicos. Um crime humanitário.

Todavia, o "stress político-militar" começa a inquietar e a infestar toda esta região que, por cá, designamos por Oriente.
Demos um passo na conflitualidade. Passamos dos eternos problemas do Médio Oriente para novos conflitos do Extremo-Oriente.
O ensaio norte-coreano teve um impacto considerável no Japão, único país do Mundo que já foi vitima de bombas atómicas. Os dirigentes japoneses interrogam-se se o País deverá, ou não, também desenvolver armamento nuclear.

A escalada está aí à porta, provocatoriamente regida por um delinquente político, perante um coro de protestos mundiais mas, também, perante uma preocupante sensação de impotência.

Todos perguntamos se a seguir à Coreia do Norte aparecerá o Irão e por aí adiante...

Então, como será viver num Mundo transformado num paiol nuclear em que os homens pouco (ou nada) valem?

Em Whasington há um homem a bradar que o Mundo está mais seguro...
E nós não acreditamos!

Este é, na verdade, o grande desafio da comunidade internacional.

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