H. U. C. e a laicidade

Numa clara violação da laicidade de Estado, como assinala o Causa Nossa, os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) vão homenagear o seu "padroeiro", S. Jerónimo, incluindo uma missa nas respectivas cerimónias.

A promoção de cerimónias religiosas por serviços públicos é uma grosseira violação da separação da Igreja e do Estado.

Estamos de regresso ao Estado Novo no que se refere à promiscuidade entre o Estado e a Igreja.

Comentários

Anónimo disse…
A laicidade do Estado é algo muito importante, especialmente no que se refere à forma de tratamento por parte do Estado das diversas religiões.

Já Sócrates se tinha benzido em público, como primeiro-ministro, se não estou em erro...

Diogo.
Anónimo disse…
CE evidentemente que estou de acordo com a sua crítica se é a Administração do Hospital a promover tal comemoração ou celebração, ou outra coisa qualquer terminada em ão!Estarei em desacordo se for um conjunto de doentes, ou utentes ou funcionários, que à sua custa promovam tal manifestação ou celebração porque são da religião X, como terão o mesmo direito os que são da religião Y, ou os que professem a Z e o ideal seria até que se juntassem os da X+os da Y+os da Z+os ateus,etc...se for alguma coisa que valha a pena ser comemorado!!!
***
Anonymous Diogo...essa não!!!Então o Sr.Sócrates enquanto for primeiro ministro não pode benzer-se? Ou persignar-se? Ou levantar o punho cerrado? Ou fazer um sinal em V com os dedos ou com os braços? Não pode chorar ou rir-se? E no recato da sua casa ou dos seus ministros, ou do Conselho de Ministros não pode fazer um "manguito"?
Antes de ser 1ºMinistro o Sr. Sócrates ou qualquer outro Sócrates do Planeta é HOMEM e se a condição de 1ºministro ou Presidente da República, ou ministro, ou outra figura pública de Estado ou não, deve prudenciar a sua exposição pública, não lhes cerceia o direito de terem e manifestarem as suas convicções sejam de que natureza forem!
Anónimo disse…
Fonseca e Costa:

Estou de acordo consigo.

Diogo:

Foi verdade que Sócrates se benzeu. Não haveria mal se a cerimónia fosse particular, mas era pública. Foi na inauguração de uma escola algarvia que teve bênção.
Anónimo disse…
A laicidade do Estado é importante, a administração dos HUC reconhecendo a fé da generalidade dos portugueses, manda dizer a missa, que mal à nisso? Só vai quem quer.

Há por aí muito cidadão que não vai à missa nem quer saber disso...mas ficam muito indignados, quando o padre da sua terra, não diz missa nos funerais, nos casamentos e baptizados...em que ficamos? Só porque é costume?
Anónimo disse…
Este berloque continua um nojo.
Felizmente, só cá venho de mês a mês.
E de cada vez que cá venho, só leio desgraças.

PS - Ó Carlos, com o dinheiro dos teus impostos podes fazer o que quiseres; tu, o teu Governo, o teu Estado.
Com o dinheiro dos meus impostos não podes brincar, está bem?
Eu acho muito bem a celebração. Ponto final. (Só acharia mal se fosses obrigado a ir; tu e os como tu. Mas não, está decansado. Aquilo é livre. Se calhar nunca reparaste que as igrejas têm as postas abertas e só entra quem quer. Agora mais a sério: vai tratar-te, que isso talvez ainda te passe).
Anónimo disse…
anónimo Dom Out 01, 07:35:48 PM

Peço perdão mas a festa dos HUC é promovida pelo CA para TODOS os funcionários dos HUC.
Qualquer um deve poder ir lá, sem ser violentado nas suas convicções.

A história de que só vai quem quer... é boa para as idas "às meninas", para justificar a violência na TV nas horas nobres, etc.
Não para uma instituição pública!
Mano 69 disse…
Ainda vamos assistir a manifestações da parte dos ateus militantes a gritar palavras de ordem do género: religião nunca mais!
Isto é o princípio do fim do mundo... em cuecas!
Anónimo disse…
Por esta ordem de ideias o nosso 1.º deveria ter abandonado a cerimónia de inauguração da escola no Algarve, a bem da laicidade do Estado.
Como não o fez até se benzeu... clara violação da laicidade do Estado, crime gravíssimo!!!
Demita-se, já, o nosso 1.º ou, então, comecem as manifestações públicas nas ruas das cidades, vilar e aldeias, até se conseguir apeá-lo e colocar no seu lugar um laico às direitas. Perdão, às esquerdas, para não ferir susceptibilidades...
Anónimo disse…
vilar, no comentário anterior deveu-se a manifesto lapso de escrita, pretendendo, como é óbvio, escrever "vilas".
Se, eventualmente, alguém se sentiu atingido apresento desculpas...
Anónimo disse…
Pobre daquele que se sente violentado pela fé dos outros!

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