Quem não sabe governar aprende a governar-se

Apesar do oportunismo das oposições, que se furtaram a apresentar alternativas, era ao Governo que cabia gerir o País e poupar ao povo sacrifícios insuportáveis.

Incapaz da reforma administrativa que reduzisse os gastos e desse coerência à gestão do território, com marcada redução do número de municípios e cargos políticos; receoso de enfrentar os interesses da classe dominante e os privilégios dos gabinetes ministeriais e autárquicos; inapto para fechar Empresas Públicas parasitárias e cortar isenções fiscais à Igreja católica e a numerosas fundações de dúbia utilidade social; cobarde para reduzir o pessoal político da Presidência da República, dos Governos Regionais e dos ministérios; suficientemente perdulário para manter um número excessivo de embaixadas, chegando ao cúmulo de ter duas em Roma, uma para Itália e outra para o Vaticano; o Governo que nem a frota automóvel ao serviço de empregados de terceira categoria consegue reduzir, não tem pudor em cortar reformas de miséria, asfixiar o SNS e fazer retroceder o ensino várias décadas.

Perante um país que sofre, não sei o que mais me enraivece, se a violência das medidas aplicadas aos mais fracos ou a indiferença de quem as aplica.

Este Governo não estava preparado para governar mas logo aprendeu a governar-se. Até quando?

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