Cheneygate...?

Os povos têm o direito e o dever de lutar pela sua segurança. Assim o fizeram ao longo de séculos.

A ocorrência do catastrófico 11 de Setembro 2001 veio levantar, outras questões de âmbito securitário.
Os EUA foram feridos, violentamente agredidos, no “coração” do seu território e, fundamentalmente, no seu orgulho.
Uma nação que gasta rios de dinheiro com a CIA, o FBI e outros organismos de segurança, não pode ser surpreendida daquele modo.

A primeira consequência da catástrofe das Twin Towers é uma intrínseca ligação entre a segurança e o terrorismo, nem sempre correcta e muitas vezes pouco transparente.
Neste caso, o terrorismo internacional que funcionaria em rede – a Al Qaeda de Bin Laden - saliente-se um velho companheiro de negócios da família Bush, trazia problemas acrescidos à neutralização da actividade terrorista.

O problema da garantia da segurança articula-se, deste modo, com o combate ao terrorismo.
Um terrorismo que usa métodos selvagens para criar insegurança e para atacar pacíficos cidadãos nos EUA, Espanha, Grã-Bretanha, etc.
O combate ao terrorismo deve ser um combate determinado, rigoroso e eficiente. Não podemos empenharmo-nos nessa luta e simultaneamente abdicar de direitos fundamentais – que devem, até haver uma condenação, vigorar para todos. Sejam pacatos cidadãos, ou venham a ser considerados execráveis terroristas.
Confiamos quer a defesa dos direitos e liberdades fundamentais quer a punição dos criminosos à mesma entidade – os Tribunais.

Surgem, paralelamente, os problemas da investigação. Os terroristas devem desfrutar dos mesmos direitos que o mais límpido cidadão, caso contrário, estamos a fornecer argumentos à prática de todas as iniquidades. A condenação inequívoca do terrorismo faz-se à luz da dignidade humana.

Dick Cheney, vice-presidente dos EUA, na época de G. W. Bush, não pensava assim.

Cheney resolve desenvolver um “plano antiterrorista”, que ocultou durante 8 anos do Congresso americano, permitindo que os agentes das forças de segurança pudessem, com autorização presidencial, capturar e matar pessoas. Desde que essas pessoas fossem suspeitas de ser membros da Al Qaeda. link

Capturar e matar. Isto é, na actual terminologia política portuguesa, “rasgar” o Estado de Direito.

Fontes oriundas do The New York Times afirmam que este plano não se integra no execrável plano de Guantámano que incluía interrogatórios "especiais" e as suas famosas "técnicas à Bush", waterboarding, incluído.

Segundo informaram 3 agentes da CIA, ao The Wall Street Journal, em 2001, esteve em fase de planificação a possibilidade de realizar assassinatos selectivos contra os líderes da Al Qaeda.

O actual director da CIA suspendeu, em Junho, o "programa Cheney" e divulgou-o ao Congresso.

Avizinha-se um Cheneygate, embora este programa de eliminação física abranja toda a Administração Bush (…os comparsas são visíveis na foto)

Primeiro, pelo conteúdo do programa. Depois, pelo secretismo que o envolveu e respectiva ocultação ao Congresso.
A Lei de Segurança americana obriga o presidente dos EUA a manter “totalmente informados” as comissões de segurança e do serviços secretos (inteligência) do Capitólio sobre as suas actividades.
Cheney, achou que não o devia fazer. Tal facto é grave e muitas vezes dá direito a renhidas inquirições no Capitólio.

Resta conhecer qual a posição de Barak Obama sobre mais este indiscritível escândalo da era Bush.

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