Momento zen de segunda 13_07_09

A nova questão religiosa

João César das Neves (JCN), o almocreve das sacristias, é o mais divertido e menos lúcido dos panegiristas da Igreja católica. Este prosélito de serviço é mais papista do que o papa, sendo este papa o que é.

Na homilia de ontem, JCN à semelhança de Santa Teresa de Ávila, deu conta das suas visões mas, enquanto as da santa são explicáveis, à luz de Freud, as de JCN são difíceis de explicar, embora facilitem a beatificação a que um papa vindouro o há-de propor.

JCN, em sintonia com a Divina Providência ou, pelo menos, com o director espiritual, insurge-se contra «A moção aprovada no XVI Congresso Nacional do PS de 1 de Março que propõe "a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo." (III 4 F).

Pela fúria, até parece que o casamento entre homossexuais se tornará obrigatório e não, como é o caso, facultativo, para quem tem uma orientação sexual diferente da de alguns padres, bispos e papas e, eventualmente, de JCN.

Enquanto certamente se persigna, conclui: «O que não há dúvida é que, depois de toda a campanha do aborto, das várias leis antifamília e múltiplas beliscadelas administrativas, se pode dizer que a Igreja Católica, pela primeira vez desde o 25 de Abril, enfrenta uma oposição séria e profunda do poder político», para concluir que «começa a existir uma questão religiosa em Portugal».

Depois, o ex-assessor do igualmente pio ex-primeiro-ministro Cavaco Silva, tira a conclusão lógica: «Depois do Verão a implicação será para os eleitores católicos na decisão do voto. Os bispos portugueses formularam já, em Nota Pastoral de 23 de Abril, os princípios a seguir».

Estava mesmo a ver-se aonde o levava a nova questão religiosa. Os católicos já sabem em que partido não devem votar. Segundo JCN. Pensou em PS e benzeu-se de novo.

Comentários

ana disse…
Coitado do homem, que infeliz se deve sentir. É que está tudo contra ele, desde o aborto ao casamento e ao mais que se há-de seguir. Graças a Deus!
Julio disse…
Bem, o que o dito papista casuísta não sabe ou pretende não saber é que o deus que adora está-se puramente nas tintas para a matéria moral em questão. Senão, veja-se que Jeová estava atento à cena quando apareceu no fórum humano o primeiríssimo homossexual da série. Estava atento e deixou passar. Era o primeiro caso; mas depois gerou-se em muitos, e até o seu Querido Filho Unigénito deu no que deu nessa área! Por isso, quando o casuísmo é a favor, é a favor, tá tudo dito, senhores!
Pai de Família disse…
Há anos - pelo menos quatro - que venho alertando para a agenda anti-família do Governo, parte do PSD e comunas em geral.

Primeiro o Homicídio/Aborto, depois o emparelhamento mariconço, a eutanásia (eu não disse, quando ainda ninguém se tinha lembrado?), e finalmente a adopção por parte daquelas parelhas aberrantes a que efemísticamente se chama homossexuais mas que na minha terra são paneleiros.

O lema é: abaixo a Família, viva a libertinagem e o fim da civilização.

Perseguição à Igreja? Questão Religiosa?
De que coisas novas está o Prof. Neves a falar?

Coisas antigas, ideias fixas dos destruidores esquerdistas. Postas em prática, para gáudio das galdérias abortadeiras e dos panascas sub-humanos.
Julio disse…
Bem, não era necessário descer tão baixo no linguajar. O que chateia deveras neste contexto é a [I]greja aparecer distribuindo moralidade evangélica desgastada por vinte séculos de IMPRODUTIVO uso. Ora, se Jesus era homossexual, como se tem provado com o evangelho de Marcos, onde é que a dita [I]greja vai desencalhar moral para combater o dito fenómeno [genético]?
VINTE SÉCULOS pregando contra a homossexualidade com resultados negativos devia representar evidência suficiente para calar qualquer papa barato dos que vagabundeiam pelos Vaticanos deste mundo!!...
http://skeptically.org/newtestament/id5.html#_ftn1
RJ disse…
A questão religiosa tem mais de matéria de costumes do que espiritual. O catolicismo perde aos poucos a sua influência na sociedade e a única maneira de mostrarem que estão vivos para além do folclore habitual é com este ataque à mudança de costumes em nome das liberdades individuais, que eles tanto desprezam.

As pseudo-morais ainda estão muito enraizadas nalgumas almas iluminadas que se julgam acima de tudo e todos. Num portugal iletrado tinham bem mais sucesso. Agora passam por velhos do restelo...

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