Quem nos acode?
Juízes arrasam sistema informático da Justiça
João Palma critica leis que põem em causa independência dos tribunais
MP discute sindicalismo nas magistraturas
Ministério Público acusa Governo de subverter a justiça
João Palma critica leis que põem em causa independência dos tribunais
MP discute sindicalismo nas magistraturas
Ministério Público acusa Governo de subverter a justiça
Comentário: Esta campanha política e autêntica insurreição é um sintoma de que o Estado de direito está em causa. O Executivo não pode estar sob a ameaça e difamação das corporações não eleitas.
Comentários
Cada vez me parece mais que o discurso explícito contra as «corporações» esconde um discurso implícito contra a sociedade civil. Não é estranho que por «corporações» se entendam só as classes profissionais e letradas e se excluam deste conceito grupos de interesse como, por exemplo, a oligarquia financeira?
pois claramente está sendo manipulado em termos conjunturais,
de luta contra Socrates!!!!
abraço e não largue esta questão...
abraço
Tão letradas que sabem bem como organizar-se para defender os seus próprios interesses - exclusivamente.
Nos últimos tempos esta separação foi sendo perturbada pela "confusão de competências", por recados, ameaças veladas, etc
Esta lamentável situação não pode ser imputada, isoladamente, ao Poder Judicial.
Que dizer do aviso de contenção do PR à AR neste período pré-eleitoral?
Precisamos de ser justos e discutir este fulcral assunto da nossa organização política desapaixonadamente.
Qualquer poder para além de ter tiques corporativistas tem tentações hegemónicas...
Haja decência!
Uma vez por semana recebe um motorista que lhe traz uns tantos processos, e faz a recolha dos anteriores. Quanto ao resto afaga a crina duns cavalos, e aspira os pólenes da natureza em lhes chegando o tempo.
Funcionam todos assim? Certamente que não, Deus nos livrara! Mas é a isto que o sistema cheira.
Se o Citius não funciona, entendam-se e arranjem outro. Falem com o Obama, consultem o Bin Laden, roubem o Magalhães ao neto. Mas trabalhem, façam justiça, cumpram o seu dever e deixem-nos em paz.
Pela parte que me toca, e permitam-me os leitores o desabafo, tenho um processo nos tribunais administrativos que dura há 29 anos. É certo que já está na etapa final! Mas certo é também que já está nesta etapa há seis anos. A dormir numa gaveta dum fulano, que provavelmente gosta de cavalos.
De forma que agora a guerra é entre mim e o processo. Andamos a ver qual de nós morre primeiro!
Esta fronda é absolutamete inadmissível nunm Estado de Direito.
Isto é particulamente grave no que toca ao sindicato dos juízes. É que a actividade deste é não só inconstitucional como eivada da mais abjecta cobardia. Inconstitucional porque viola grosseiramente o princípio basilar da separação de poderes. Cobarde porque ataca quem, por respeitar esse princípio, está impedido de se defender.
Esta fronda de juízes e funcionários públicos é que constitui um ataque à sociedade civil, isto é, à generalidade do Povo e dos seus representantes por ele eleitos. Parece que se pretende substituir a democracia por uma espécie de "sindicatocracia" ou uma ditadura de juízes e funcionários públicos.
Penso que o seu comentário merecia ser transformado em post.
A defesa da democracia, como a entendemos, faz parte da matriz genética do Ponte Europa.
Como sabe,estou habituado, desde muito antes do 25 de Abril, a arrostar com as consequências das minhas convicções.
Por isso, tenho muito gosto em que o meu comentário seja transformado em post.
Só que não sei fazer essa complexa operação informática. Terá de ser o meu amigo a fazê-la!
inteligente e lúcido, como sempre.
É só copiar/colar. Já está
O caso de Jorge Carvalheira (cor. piloto-aviador), detentor de várias qualificações universitárias e um dos mais estimulantes escritores que conheço, é um libelo acusatório contra a Justiça portuguesa.
Não tenho o direito de ser eu a revelá-lo mas o seu caso bem como o processo judicial do Embaixador Albertino de Almeida, também escritor, levam-me a duvidar do Estado de direito em que julgo viver.
Mas continuo na minha: quando se fala em corporações toda a gente pensa nas ordens profissionais e nos sindicatos, que são organizações absolutamente imprescindíveis da sociedade civil, e ninguém pensa nas máfias de banqueiros, dirigentes desportivos e empresários do ajuste directo. Porque será?
Já alguma vez o Ponte Europa pôs em causa a legitimidade dos sindicatos dos professores, dos bancários ou dos estivadores, por exemplo?
Independentemente de nem sempre concordar com todas as reivindicações, os sindicatos são inerentes à democracia.
No entanto - e isto pode ser deficiência minha - tenho o ouvido muito apurado, talvez demasiado apurado, para um preconceito que grassa na nossa sociedade contra os sindicatos, as profissões letradas, as ordens profissionais e as organizações não governamentais da sociedade civil a que se chama depreciativamente «corporações».
Foi este preconceito que senti perpassar por alguns comentários a este post. Só isto. Se a minha reacção foi excessiva, peço desculpa.
Nunca teria de pedir desculpa. As opiniões são um direito que não admite restrições.
A mim bastaram-me 31 anos de salazarismo.
Mas, um destes dias poderemos abordar o problema das «Ordens» que nada têm a ver com sindicatos. Posso garantir-lhe que há opiniões diferentes entre os colaboradores do PE e sei que estou em clara minoria.