Factos & documentos - Anatomia de uma conspiração

Apostila - O título foi acrescentado.

Comentários

odete pinto disse…
"Curioso" como esta notícia não foi amplamente divulgada.
Deve ser devido a férias jornalísticas/televisivas...
Odete Pinto:

Fiz a mesma pergunta a mim mesmo. Vinha discretamente numa página interior do DN.
andrepereira disse…
Só no DN e só no interior. Este país está alienado e sem auto-estima. Qualquer polícica de segunda, de uma subúrbio de Londres consegue criar uma confusão na estabilidade institucional
e-pá! disse…
O caso Freeport perdeu o "interesse jornalístico" com o avanço da investigação e o decurso das eleições europeias.

Passava o tempo, foram sido constituídos arguidos e prosseguia a investigação...

De Sócrates, nada!

Para as Legislativas já tinha perdido a força e o pretenso "escândalo" entrou no caminho da dissipação por falta de provas...

Entretanto, surgiu, para as Legislativas, o caso Portugal Telecom(PT)/Prisa/Media Capital, em que o Governo seria acusado de, por artifícios financeiros, tentar controlar a TVI.
Melhor investigado o assunto, o mesmo arrefeceu, depois de se esclarecer a intervenção de MFL, enquanto exerceu o cargo de Minstra das Finanças no Governo Barroso, negócios esses oportunamente denunciados por Henrique Granadeiro... e que deitaram por terra a imagem de Joana d'Arc, em gloriosa luta pela verdade que MFL pretendia impingir aos portugueses...

Esta atitude de Granadeiro levou, Paulo Rangel, paladino da verdade - a palavra para ele deve ser dita pausademente, letra a letra - a insurgir-se contra Henrique Granadeiro por falar a verdade e em nome dessa verdade intervir na vida pública o que, para o fogoso deputado, seria inédito entre as relações empresariais e a política. Esqueceu-se , p. exº., da intervenção da CIP no novo aeroporto de Lisboa, das intervenções de associações empresariais e de economistas com interesses empresariais na anulção do TGV, etc.

O problema é que a Drº. MFL, não falou verdade aos portugueses, tinha "construído" a "sua" verdade.
Foi publicamente desmentida.
A culpa passou para a atitude de Henrique Granadeiro.
Não podia ser MFL, a inventar, a urdir uma cilada.
Mas a estratégia, rapidamente, esboroou-se. Será mais um assunto que abortou antes das Legislativas.

Finalmente, a esperança residia numa solução-mistério capaz de ser urdida por um instituto inglês altamente especializado em este tipo de crimes, daqueles que não há por cá: The Serious Fraud Office (SFO)!

O PGR, Pinto Monteiro, chamou a atenção sobre a não produção de qualquer prova relevante pelo SFO e sublinhou a incongruência de continuar a manter sob suspeição um cidaddão português, perante a ausência de provas.

De facto, apesar da tradicional aliança - sempre invocada em momentos oportunos - temos algumas dificuldades no relacionamento com os organismos policiais e de investigação criminal ingleses.
O caso Maddie já tinha demonstrado isso...

Mas o "caso Freeport" poderá virar-se contra a Oposição.
Os investigadores estão agora dedicados à análise dos fluxos bancários para finalizar o processo.
E o MP poderá deduzir as acusações antes das eleições.
Se o conseguir, quer a Oposição política que foi incorporando dados mediáticos - à revelia do segredo de Justiça - no ataque ao Governo, quer a Imprensa de investigação terão de analisar o seu trabalho.
Quando não o seu - aqui verdadeiro - papel neste "caso".

È o mínimo que se espera.

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