FRANÇA: direito comum ou vestes étnico-religiosas?

Em França, discute-se o uso das “vestes islâmicas” nos espaços públicos.
Um imbricado problema que pode, a qualquer momento, bulir com as liberdades individuais.

Uma missão de informação parlamentar procede a várias audições para tentar conciliar posições.
Esta missão tem sido insistentemente aconselhada a circunscrever-se à Lei.

A “questão religiosa” e as justificações daí inerentes não deverão ser chamadas ao debate.
Não se trata, evidentemente, de se pronunciar sobre o uso do hijab – (na foto) um tipo de lenço que cobre a cabeça – que faz parte da história muçulmana.

Trata-se de regulamentar o uso de trajes que cobrem todo o corpo, como as famosas burkas patchuns (afegãs), ou o niqab ,vestimenta negra que cobre todo o corpo, excepto os olhos, dos grupos salafistas do Norte de África.

A missão parlamentar pretende deslocar este problema para o direito comum que proíbe aos cidadãos dissimular a face e, reafirmar o princípio que todo o individuo é diferente e diferenciado.

Esta visão é considerada « sectária » pelos grupos islâmicos fundamentalistas, sendo considerada como propiciadora da auto-exclusão de pessoas ou da exclusão de outras

Um assunto que merece uma profunda reflexão.

Há, contudo, fundadas esperanças que uma sociedade muticultural e multiétnica como a França não caíra na tentação de transformar a questão das vestes islâmicas “ no processo ou no julgamento do islamismo” .

Comentários

Anónimo disse…
e como é a "sharia" na Bosnia e Albania??
E-Pá:

Tenho um post sobre este assunto que será publicado amanhã em vários blogues.

É uma visão um pouco diferente que estará no Ponte Europa a seguir à meia-noite.
Anónimo disse…
Hoje ouvi Amin Maalouf na Gulbenkian falar sobre estas questões...

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