Cavaco Silva – incompreendido e injustiçado

A comunicação social e a opinião pública tratam mal Cavaco. Não lhe perdoam os erros da gramática nem o ódio a Sócrates; não esquecem o negócio das ações da SLN em que a filha Patrícia, por mera coincidência, também comprou e vendeu nos mesmos dias das do pai; não acreditam que se tenha esquecido do notário e da localidade em que registou a casa da Coelha; duvidam da bondade com que aludiu ao nome da mulher do sogro na ficha que preencheu na Pide; a comunicação social aponta-lhe o dedo no golpe sujo que membros da sua casa civil engendraram contra o PM da altura, com o caso das escutas.

Só lembram o discurso de vitória do 2.º mandato, o do 25 de Abril último e este do 10 de junho onde, certamente por lapso, terá trocado o discurso a proferir sobre Camões e Portugal com o da Feira Nacional da Agricultura.

Alguém acredita que o caso das escutas possa ser verdadeiro, embora feito por outros, e que isso seja motivo para o silêncio que mantém sobre os desmandos do atual Governo?

Quem se impressiona com o sorriso das vacas açorianas, perante a frescura da erva, tem uma sensibilidade que merece apreço. Quem crê que a D. Guilhermina de Jesus curou o olho esquerdo, queimado com óleo fervente de fritar peixe, graças à intercessão de D. Nuno, e que aceitou ser o presidente da Comissão de Honra da canonização do guerreiro medieval, com vários séculos de defunção, só pode ser uma pessoa temente a Deus e de sã moral católica.

Cavaco é um incompreendido. Pode não ser recordado como político mas não se finará sem a santa unção. Entre as glórias do mundo e as da eternidade escolheu as últimas. E sabe que os portugueses o tratarão cada vez pior porque o Deus dele castiga os que mais ama.

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