terça-feira, janeiro 30, 2007

Timor – Comício da Fretilin em Baucau





Os distúrbios telecomandados da Austrália, os ataques da Igreja católica e a ingenuidade ou cumplicidade de Xanana Gusmão, destabilizaram o Governo de Timor e levaram à demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, Secretário-Geral da Fretilin, para evitar derramamento de sangue.

Defendi aqui, no Ponte Europa, que o desapego ao poder e o elevado sentido de Estado de Mari Alkatiri, foram uma lição democrática de quem ocupava o cargo legitimado por eleições.

O Governo Português, por intermédio de Freitas do Amaral, recusou a subordinação das forças portuguesas ao exército australiano, numa posição de grande firmeza e dignidade que honrou Portugal e a sua política externa.

As fotografias de «Timor Online - Em directo de Timor-Leste» provam o acerto dos vários posts então publicados.

A única razão que me move é a afectividade por Timor e o desejo veemente de que seja um país viável.

Aqui ficam algumas fotos do comício do dia 27 de Janeiro.

3 Comments:

At terça jan 30, 11:45:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Foi criado em Timor um Forum Trilateral de Coordenação para "gerir e estabilizar o ambiente de segurança" naquele País.
Integram esta "Trilateral" o Goveno timorense, a Austrália e as Nações Unidas.
De realçar que as forças australianas estão fora da missão da ONU (UNMIT).
É cada vez mais notório e visível o papel de potência regional da Austrália e, ainda, a crescente capacidade para influenciar os destinos polítcos deste País.
Hoje, o grande problema da instabilidade local chama-se Alfredo Reinado. Um homem seguido por ex-reclusos e ex- membros das Forças Armadas timorenses (F-FDTL) que se refugiou nas montanhas de Ermera, área operacional das forças australianas. Ninguém conhece os "planos" australianos para este homem e o seu perturbante bando (armado).
Seis coisas são evidentes:
1. O governo de Ramos Horta está cada vez mais frágil;
2. Xanana perde todos os dias condições para ser árbrito da situação timorense;
3. A missão da ONU é cada vez mais marginal aos acontecimentos;
4. A presença australiana sufoca;
5. a influência portuguesa é residual.
6. O "silêncio" indonésio é ensurdecedor.

Está, portanto, preparado um explosivo "caldo" de instabilidade, mau grado as boas intenções do "Forum Trilateral" que, sem pretensões neo-colonialistas, engeita qualquer papel para Portugal.

 
At terça jan 30, 09:13:00 da tarde, Anonymous Manuel Norberto Baptista Forte said...

A razão do procedimento de Alkatiri, com o tempo ainda mais dirá.

 
At quarta jan 31, 12:13:00 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Manuel Norberto Baptista Forte:

Ah! esqueci-me de Alkatiri
e, pior, descurei as eleições.
Neste momento, penso que nem essa obrigação política e cívica, Xanana, terá capacidade, nem condições, para implementar. Vai sair da presidencia timorense pela porta do fundo.

Já agora uma impertinência:
- Depois de Alkatiri ter sido ilibado pelo MP das acusações que pendiam sobre a sua actuação como 1º. ministro, a que título Ramos Horta continua a ser chefe do governo?

Ou a sua demissão não tem nada a ver com isso?

 

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