A Polónia e a Igreja católica

Na Polónia há quarenta e seis deputados dispostos a levar a votação uma moção para eleger «Jesus Cristo» rei da Polónia, uma república onde a Virgem Maria já é Rainha honorária há 350 anos.

A piedosa decisão parlamentar transforma o País numa república para lamentar. Aquilo não é uma nação, é um santuário; não é uma república é uma sucursal do Vaticano; as pessoas não vivem de pé, viajam de joelhos; estes deputados não legislam, rezam; não procuram resolver os problemas do país, procuram apenas a salvação da alma.

Há anos o sol nascia em Moscovo, agora a luz vem do Vaticano. Há pouco adoravam Lenine, agora veneram JP2, um taumaturgo autóctone que o Opus Dei fez Papa. Nunca mais aprendem os pontos cardeais, vivem do que os cardeais católicos lhes impigem.

Proclamar rei o fundador do cristianismo, não é eleição é o resultado de uma alucinação. Não é um caso político nem religioso, é um problema para a psiquiatria.

Um país com dois irmãos gémeos, um presidente da República, outro primeiro-ministro, dois nacionalistas, ambos amigos do peito e da missa de todos os bispos, não é um sítio salubre para se viver, é um local mal afamado onde se morre de vergonha ou rebenta a rir.

Comentários

e-pá! disse…
Sendo agnóstico, parece-me como descrente que, esta pretensão dos eleitos polacos, "ofende" o pretenso homenageado.
Segundo consta dos textos :" o meu reino não é deste Mundo"...
Logo, haja tento...
Anónimo disse…
Será que o Lech Vainessa, perdão, Vallessa?
Ele que é o rei de Gdansk, aceita abdicar do seu reino, mesmo que o deixem ficar com o Mercedes?
É ridículo. Só no País dos "irmãos metralha" é que podia acontecer.
"Kieslowsky"
Anónimo disse…
"...local mal afamado, onde se rebenta a rir", isto é a Polónia, país da Comunidade.

Para os federalistas, pertencer a uma comunidade, onde há países destes, é um previlégio...quando a Turquia fizer parte, é o delírio.

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