Referendo - Comício do «NÃO»

Vamos pedir ao Senhor pelas grávidas em perigo

Junto à estátua de D. José, o rei que expulsou os jesuítas de Portugal, algumas dezenas de católicos juntaram-se ontem de manhã para rezar o terço, atraindo as atenções dos raros turistas indiferentes à névoa fria que pairava sobre o Terreiro do Paço. Pastoreados pelo padre Dehoniano Macedo, pároco da igreja do Loreto, ao Chiado, intercalavam as rezas com cânticos ritmados em louvor à Virgem. Mais mulheres que homens, mais idosos que jovens (...)
Diário de Notícias - Pedro Correia / Leonardo Negrão (imagem)

Comentários

Anónimo disse…
Percebo agora porque é que o cavalo do dito esticou a pata "esquerda", embarcou num Catamarã e foi dar um passeio até Cacilhas, já lhe chegavam as obras do túnel para lhe fazer cócegas.
"raro turista"
Anónimo disse…
As imagens televisivas transmitidas, ontem, sobre este paroquial "comício" , mostraram:

- a independência da movimentação do Não em relação à Igreja;
- os rituais religiosos como substitutos do esclarecimento;
- a transformação da despenalização da IVG numa questão de fé;
- os referendos a inquinar a doutrina católica que se alimenta de dogmas;
- e, umas cançonetas para amenizar o frio e manter a "chama" acesa.
Anónimo disse…
Esta é uma manifestação do atraso do país, mesmo a nível religioso. A crendice popular tacanha, a mesquinhez, a ignorância, o obscurantismo... em pleno século XXI na Europa laica e instruída seria de esperar que as coisas fossem diferentes.
Anónimo disse…
Ainda se fazem as coisas assim em Portugal...

Diogo.
Anónimo disse…
Meia-dúzia de gatos pingados, ridículos, patéticos, risíveis, alienados...
Este folclore ilustrativo do atraso intelectual, cívico e civilizacional deste nosso país, já não me surpreende nem me preocupa.
Quando por lá passei, na Praça do Comércio, não senti revolta, não senti repulsa. O que senti foi uma espécie de pena, uma quase solidariedade por aquela gente ignorante, ao frio, uma imagem de solidão, de cinzentismo, de depressão, de tristeza...

O que me preocupa, é que, até ao dia 11 de Fevereiro, o partido político mais bem organizado do país, com sedes em todas as cidades, vilas e aldeias, militantes motivados, fanáticos, chantagistas, obscurantistas, sentimentalistas de pacotilha, vão fazer campanha.
Com desonestidade, apelando ao medo, à culpa, à chantagem mais básica e nojenta.

Padres, beatas e beatos, bispos e quejandos. Mestres na arte da manipulação, mestres na arte da chantagem, mestres na arte da hipocrisia, da mentira e do maniqueísmo.

Mestres das trevas, do dogma intocável e indiscutível. Especialistas da manhozice disfarçada de doçura, da promoção da ignorância disfarçada de "defesa da vida".

Verdadeiras autoridades, nas brenhas isoladas, incultas, medrosas e acríticas deste tão rural país que há tão pouco tempo se livrou de uma ditadura beata, autista e miserabilista.
Anónimo disse…
É inacreditável como em Portugal se pode inesperadamente tropeçar ainda hoje no fanatismo, na superstição, na intolerância, no obscurantismo do séc.XVII.
É inacreditável, mas é verdade que ainda existe um país tão triste como este! Onde parece que o tempo, a fome, a miséria, a história e as suas lições, a experiência da vida, nada disso passou!
Paz à sua alma.
Anónimo disse…
Desculpem a "brevidade" do comentário, mas é lá com eles.
Pena é terem em dada altura voltado as costas ao Tejo.

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