Espaço dos leitores

Amadeo de Souza Cardoso

Comentários

Anónimo disse…
Mais uma anedota deste governo.

Os divórcios vão ser possíveis pela Net, se não houver filhos e se os interessados, tiverem "Cartão do Cidadão".

Porque não, os casamentos pela Net ? Normalmente, não há filhos, tudo seria facilitado com o "Cartão do Cidadão".

O Simplex, vai dar em merda...os actos importantes da vida, vão acontecer sem ninguém dar conta...tudo isto parece rídiculo.

Haja paciência.
Carlos Esperança disse…
Anónimo:

Prefere os divórcios com lavagem de roupa suja, no tribunal, quando isso se pode evitar?

O casamento é um mero contrato de prazo incerto e unilateralmente revogável.

A facilidade de resolver situações penosas só abonam o carácter civilizado de um país.
Anónimo disse…
os divorcios por mutuo consentimento já há muito que podem ser feitos nas conservatorias sem necessidade de se ir aos tribunais, os divorcios litigiosos continuarão a ser dirimidos em tribunal( e lá vai continuar o lavar de roupa suja).
agora com o divorcio na hora via net parece-me não estar assegurado duas coisas.

1- em termos sociais perde-se o chamado periodo de reflexão conjugal ( 1 dia, 2 ou 15), isto é um mero arrufo do casal pode acabar em divorcio pela facilidade com que vai ser possivel.

2- A utilização do cartão de cidadão pode ser perpetuada por outra pessoa que não o titular ( como os cartões de debito/credito etc..) e já se pode imaginar todas as implicações legais que isto pode originar.
ahp disse…
Hoje o cómico e histriónico Prof. Hermano Saraiva concedeu uma entrevista ao jornal coimbrão "As Beiras" (que pelos vistos se sentiu muito honrado com tal distinção). Começou por dizer o velho chavão de que "Portugal é um país de brandos costumes". No que a ele próprio diz respeito, tem toda a razão: num país com costumes menos brandos, quando se derrubou a ditadura salazarenta, ele, que tinha sido ministro dessa ditadura, teria sido pendurado num candeeiro ou pelo menos preso por um bom par de anos; a branda democracia não só não lhe exigiu quaisquer responsabilidades, como lhe permite debitar asneiras na televisão pública, pagas a peso de ouro com o dinheiro dos contribuintes.
Depois diz que Salazar era anti-fascista, o que é uma habilidosa meia-verdade, pior do que uma mentira: é certo que Salazar não era fascista no sentido estrito do termo; Mussolini também não era salazarista, stricto sensu; mas eram ambos, tal como os seus comparsas Hitler e Franco, da mesma família de ditadores de extrema-direita que ensombraram a Europa durante grande parte do século XX. Depois, à boa maneira da PIDE, diz que o Alberto Martins, em 1969, não foi preso mas apenas "detido". Finalmente, diz que a crise académica de 1969 não existiu, sendo apenas "uma lenda"; aqui não sei se ele é um mentiroso descarado, como aqueles que dizem que o Holocausto não aconteceu, ou se pura e simplesmente, com os seus 88 anos, está completamente xé-xé; é que a senilidade caracteriza-se pela perda da memória recente; ele "lembra-se" daquilo que se passou há mil anos como se fosse hoje, mas já não se lembra do que aconteceu há 40, quando era ministro de uma ditadura que reprimia os estudantes com a célebre "polícia de choque", que até chegou a matar mais do que um. Nesses tempos os costumes não eram brandos!
Manuel Norberto Baptista Forte disse…
Sugiro aos caros Amigos: www.alea.pt, e depois cliquem em "Filhos precisam-se ...".
Anónimo disse…
Ouvi esta tarde, na SIC Notícias, o governador do Banco de Portugal afirmar que o ordenado que aufere (250.000 euros anuais) deveria ser reduzido, mas que essa decisão não depende dele.

O jornalista recordou a Victor Constâncio que o presidente da Reserva Federal norte-americana ganha menos do que o seu "colega" português.

Victor Constâncio afirmou que os outros reguladores do mercado português têm salários semelhantes, mas que a comunicação social apenas fala do governador do banco central.

Perante isto, o que faz o Governo?
Nada.
Braveman disse…
Por Teresa Ribeiro
no Corta-fitas


Fiquei muito satisfeita com esta nova proposta de lei do PS que proibe os piercings na língua. De facto, se as pessoas são inconscientes e decidem fazer mal a elas próprias, a atitude responsável de qualquer governo que esteja verdadeiramente empenhado em contribuir para o bem estar da população é proibir esses comportamentos desviantes.
Na minha opinião esta proposta só peca por defeito. Para arrumar de vez com os maus hábitos dos portugueses eu propunha que se fosse até ao fim e interditasse também:

1 – O acesso às praias entre as 11h e as 16h
2 – A venda de chupa-chupas, gomas e rebuçados às crianças
3 – O consumo de álcool
4 – O consumo de fast-food
5 – O consumo de tabaco
Também veria com bons olhos a proibição de noitadas e da venda de sapatos com o salto demasiado alto a senhoras com excesso de peso
Braveman disse…
Governo simplifica a língua,
por Ferreira Fernandes, no «DN» de 15 Mar 08

NUM PAÍS em que "a minha pátria é a língua portuguesa" era inevitável o sobressalto patriota. Aconteceu ontem: fica proibido pôr um piercing na pátria.
Comprova-se a vontade em simplificar a língua: depois do acordo ortográfico, tira-se o piercing. A pátria ficou mais coesa: havia portugueses com piercing na língua e portugueses sem piercing na língua - ficou um país de língua única (tirando o mirandês).
Quando a lei sair no Boletim, a língua oficial é sem piercing.
Tudo porque, parece, um piercing pode matar. Por isso o Governo decidiu perder o latim com o assunto: não quer uma língua morta. Legislou-se, pois, para que haja tento com a língua.
Mas se passa a ser proibido, passa a poder ser controlado. Como? Vejo o polícia: "Importa-se de nos mostrar a língua?"

É o tipo de caça à multa sem escapatória. Se um cidadão tem piercing, e mostra, multa-se por infringir a nova lei. Se não tem, multa-se por causa da lei antiga: mostrar a língua à autoridade é desrespeito.

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