consentimento informado...

O adiamento da discussão e votação, pela AR, da Lei do consentimento informado e, nomeadamente, o direito ao testamento vital, apesar da existência de atrasos burocráticos inexplicáveis dá a sensação de que, de algum modo, estamos a abdicar de uma postura de modernidade de viver e a contemporizar com os habituais entraves à valorização conceito de vida.

Ninguém, e muito menos os proponentes do diploma legal, está contra um exaustivo debate sobre este assunto. Mas a importância do diploma não suporta que venha a ser alienado dos seus fins, ou que venha a distanciar-se, do actual conteúdo da Lei.

Logo após o conhecimento do inusitado adiamento, o PSD, CDS/PP, PCP, a Conferência Episcopal, Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, mostraram-se de acordo e "satisfeitos" pela postergação da Lei para depois das eleições legislativas.
A Ordem dos Médicos, lamentou o adiamento e considera o diploma “ equilibrado e razoável”.

Espero que esta Lei, depois de concluídos os procedimentos necessários, seja discutida com a dignidade e a elevação que vida humana merece.

Só isso! Julgo que este assunto dispensa argúcias éticas artificiais, divergências científicas criativas, enfim, de todo o tipo de argumentações cavilosas.

Comentários

andrepereira disse…
Os jornalistas tiveram um papel triste em todo este processo. Chamar lei da eutanásia a um projecto que nada tem a ver com essa matéria... Há uma terrível falta de deontologia, de cultura e de saber na nossa comunicação social. Aguardemos os pareceres da CNPD e do CNECV e na próxima legislatura avancemos com este diploma que Ordem dos Médicos considera “ equilibrado e razoável”.

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