A Vasco Graça Moura

A morte de Vasco Graça Moura, grande poeta, tradutor, homem de cultura e político truculento, deixa mais pobre a literatura portuguesa.

O Acordo Ortográfico perdeu o seu maior e mais prestigiado adversário, que esteve para o último AO como Fernando Pessoa para a Reforma Ortográfica de 1911. Cavaco Silva, avesso a leituras, perdeu o único admirador consagrado e dedicou-lhe um comunicado. Passos Coelho teve a oportunidade para fazer uma declaração sobre a sua alma por entre as banalidades em que se perdeu para homenagear um correlegionário.

Nunca compreendi a encanto de Graça Moura por figuras menores e não posso esquecer o intelectual eclético de rara qualidade e imensa capacidade de trabalho.

Ficam os seus livros para manter viva a presença de um dos mais brilhantes escritores portugueses.

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