Abril, sempre!

Há 40 anos eram lindos os sonhos e as crianças. 
Hoje, esmorecida a esperança, vão morrendo os sonhos e até as crianças vão faltando.

Comentários

Manuel Galvão disse…
Não é tanto assim... hoje estamos muuuuito melhor que no dia 24/04/1974.
O problema é que, com mais 40 anos encima do lombo temos tendência para sobrevalorizar o passado, recordando as avalanches de esperança que éramos capazes de ter aos vinte anos de idade, esquecendo que esses níveis de esperança têm mais a ver com a juventude (a forma como a pessoa jovem encara o futuro) do que com a avaliação serena e racional do que estava a acontecer (a forma como a pessoa madura, experiente, encara o futuro).
Entendeu, senhor Esperança?
Manuel Galvão:

Quando veio o 25 de Abril eu já tinha mais de 30 anos, 4 anos e 4 dias de tropa, 26 meses de guerra colonial e 13 anos de participação política.

Por saber o que sei, nunca serei suficientemente grato aos militares de Abril e cáustico para quem os hostiliza.
septuagenário disse…
Toda a gente bateu palmas ao 25 de Abril.

A serenidade das imagens em que aparece Salgueiro Maia nesse dia, é de quem aquilo foi como que um passeio para quem como ele enfrentou as minas e obuses na batalha de Guidage na fronteira Guiné/Senegal (Russos, Cubanos, Senegaleses, Guineenses, e Caboverdeanos)

No Carmo eramos todos portugueses, daí a tranquilidade daquele militar e de toda a gente.

A grandeza e a humildade desse Homem, contrasta com tudo o que se seguiu: aproveitamentos de toda a ordem, vaidades idiotas e interpretações a gosto de cada um, abusos e usurpações...

Continuámos a ser nós!

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