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O Sr. Duarte Pio e o opúsculo
Por
Carlos Esperança
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Li no excelente blogue De Rerum Natura , num post de Carlos Fiolhais , o seguinte: «De facto, o candidato a rei é autor de um opúsculo laudatório do Beato Nuno, onde se pode ler esta pérola: “Q uando passava de Tomar a caminho de Aljubarrota, a 13 de Agosto de 1385, D. Nuno foi atraído a Cova da Iria, onde, na companhia dos seus cavaleiros, viu os cavalos do exército ajoelhar, no mesmo local onde, 532 anos mais tarde, durante as conhecidas Aparições Marianas, Deus operou o Milagre do Sol» (“D. Nuno de Santa Maria - O Santo” , ACD Editores, 2005).»
Fiquei maravilhado com o que li e, sobretudo, por saber que o Sr. Duarte Pio escreve.
O Sr. Duarte Pio, suíço alemão, da família Bourbon, imigrante nacionalizado português pela conivência de Salazar e pelo cumprimento do Serviço Militar Obrigatório, podia emprestar a imagem às revistas do coração mas precaver-se contra a ideia de publicar opúsculos.
Claro que não é necessário saber falar para escrever e, muito menos, ...
Non, ou a Vã Glória de Mandar…[*]
Por
e-pá!
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[figura retirada daqui ] PASSOS COELHO DEFENDE RESPONSABILIDADE CRIMINAL PARA GOVERNO... "O líder do PSD, Pedro Passos Coelho. defendeu sexta-feira à noite que quem não cumprir o Orçamento do Estado deve ser responsabilizado civil e criminalmente. Foi num encontro com militantes do PSD em Viana do Castelo." RPT – 06.11.2010 link Se houvesse prémio para o ridículo, ou se os insistentes ataques de verborreia abafassem os estólidos ruídos de comportamentos néscios, poderíamos ter aqui um argumento para um novo filme sobre aspectos trágicos da história portuguesa contemporânea. Na verdade, começam a ser preocupantes estes dislates. Mais, revelam um preocupante alinhamento pela linha dura do Centro Direita, no âmbito nacional e europeu. É uma versão paroquial e empobrecida da linha Merkel , para quem a punição dos Governos [e dos Países] pelos eventuais deslizes orçamentais é o supra sumo da ética política e a cura para os desvarios financeiros – habituais instrumentos de manipul...

Comentários
Embora seja imprescindível uma posição da Esquerda em relação às próximas eleições presidenciais, a sensação prevalecente é que existe receio de dar o primeiro passo. Ou melhor, aquele que ousar dar esse primeiro passo, "queima-se".
A (re)candidatura de Manuel Alegre pode - no estadio actual de maturação deste problema que temos para enfrentar - ser extemporânea, já que, mesmo no interior do PS, existem importantes clivagens sobre esta questão, quanto mais na Esquerda remanescente...
Infelizmente, a agenda política não tem permitido uma discussão serena da situação. Hoje a Esquerda não se conforma com a deriva direitista do actual Presidente da República. Cavaco e Silva perdeu (desbaratou) o privilégio de reivindicar um posicionamento abrangente como “presidente de todos os portugueses”.
Seria necessário neste ano de comemorações do centenário da República que tivesse lugar a promoção de um Convénio de Consenso para a Dignificação da República. Daí poderia nascer luz!
Mas para todos há uma noção que é insofismável: o tempo urge.
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Tenta Alegre os votos conseguidos nas útimas eleições que acabaram por dar a vitória Cavaco e a derrota a Soares. Diz-se por aí que a candidatura de Alegre é imparavável, mas os votos conseguidos na últimas Presidenciais não passam de uma miragem.
Os tempos são outros e perfilam-se já (na sombra, claro está) outros candidatos com outro peso ao centro e à esquerda.
Manuel Alegre, natural de Águeda, deputado por Coimbra as vezes que quis, deixa pouca obra no Mondego. Mas Coimbra sabe perpetuar mesmo aqueles de quem pouco recebeu; e por isso lhe ergueu, no blíssimo parque da cidade, uma estátua maior e mais bem localizada do que o modesto busto do homem que construiu aquele espaço verde: Manuel Braga.
Diz-se pelas Beiras que "é preciso ir devagar...para chegar depressa!"