Políticos - relapsos e "imortais" sobreviventes…

Em Portugal, país de brandos costumes, não existem mortes políticas.
Nem, tão pouco, “travessias do deserto”…

Os políticos exercem o poder e, quando são substituídos, quer por perda de confiança política dos seus partidos, quer pelo voto popular - o que agrava a questão - no dia seguinte já estão a preparar o seu regresso, com novas roupagens.

Vem isto a propósito de eleições nas estruturas locais do PS no Porto. Já tínhamos o caso de Narciso Miranda…
Segundo a imprensa de hoje, aparece como que vindo do além (?) Nuno Cardoso, ex-presidente da Câmara “nomeado” por Fernando Gomes, cujo mandato suscitou as maiores controvérsias na cidade e até no interior do PS, volta a “atacar” de novo.

Ninguém (ainda) compreendeu a sua política urbanística, nomeadamente, em relação à concessão de direitos de urbanização do Parque da cidade. Segundo creio, criou vários imbróglios – ainda não totalmente resolvidos – acabando por ser constituído arguido, pelas autoridades de investigação, no caso do Plano de Pormenor das Antas.
Entretanto, devemos dizê-lo, foi ilibado.

Surge, neste momento, qual Fénix renascida das cinzas, como eventual candidato à Concelhia do PS-Porto. As suas propostas são lugares comuns ditos, e reditos, por quase todos os políticos. Exemplos: “o marasmo em que a cidade e a região mergulharam…”; o lamento que o PS não tenha conseguido uma “oposição determinada, apresentando projectos alternativos”, “neste momento o Norte está pior que o resto do País”, etc.
O que faz este homem mover-se? O seu peculiar timbre de voz assemelha-se a um gato constipado. Na verdade, a sua vida (sobrevida?) política parecer ter sete fôlegos…

"Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio”, dizia Heráclito de Éfeso.
Aqui o “rio” tem um significado enigmático. Não é?

Será que a lufada de ar fresco que a última candidata à Câmara – Elisa Ferreira – trouxe à vida política portuense é para ser desbaratada (desaproveitada!) por um relapso concorrente, para além do mais, descredibilizado?

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