Encruzilhadas do Reformismo III

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Manuel Maria Carrilho
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(...) Os dados são mesmo cruéis: se de 1995 até 2000 Portugal subiu, em termos de rendimento por habitante, de 75% para 81% da média europeia, de 2000 para 2005 caímos para 71%, enquanto no mesmo período o nosso custo de vida continuava a subir, de 75% para 85% dos valores europeus. (...)

Comentários

e-pá! disse…
"os desafios fundamentais da encruzilhada em que nos encontramos convergem, hoje, para uma evidência, a da necessidade de articular num novo impulso reformador três objectivos: a revitalização partidária, a renovação governativa e o lançamento de políticas em torno de um grande e mobilizador desígnio nacional."

Nada disso parece próximo:

1. a renovação partidária:
não generalizando, a crise é nacional, pelo menos em termos de ideologia e, como exemplo, basta olhar para o momento do PSD;

2. renovação governativa:
o governo mais do que reformador é um gestor orçamental do PAC - função que não termina quando atingirmos os 3% de défice ... pelo que ualquer renovação está sujeita a este ferrete.

3. designio nacional:
não há qualquer estímulo quando - apesar de todos os sacrificios que pediram aos portugueses) continuamos a afastarmo-nos da Europa (20º. lugar em 25!).

O habitual - para fazer uma comparação com o futebol (que toda a gente entende) - é as equipas que, mesmo esforçando-se muito, perdem, serem vaiadas ou mudarem de treinador.

Uma outra encruzilhada...
Anónimo disse…
E em 2006 continuámos no mesmo caminho, em 2007 tb.

Seria tb justo realçar que o actual 1º ministro fez parte da equipa de Guterres e é portanto parte do problema.
Mano 69 disse…
O IMPULSO foi tão grande que o coitado do homem agora vegeta em Paris de França...

Quem é que disse que a travessia do deserto tinha que ser seca?
Anónimo disse…
Mais um excelente e oportuno texto de Manuel Maria Carrilho.
Só me pareceu de grande infelicidade a expressão «Nova República», porque me trouxe à memória a «República Nova» de Sidónio Pais.

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