Registos de Interesses de Deputados (II)

Vários leitores salientaram, através de comentários, que vários deputados, para além do Sr. Paulo Portas, nada haviam declarado.
De facto, bastantes parlamentares não o fizeram, apesar de a tal estarem obrigados por Lei que eles próprios aprovaram.

Do que se conclui:
1- Quanto aos registos de interesses de deputados à AR, a montanha pariu um rato. Lá se vai desacreditada mais uma medida de moralização da política em Portugal;
2- Muitos dos Srs. Deputados à Assembleia da República não cumprem cabalmente as leis que eles próprios aprovaram.

Ora tal não exime nenhum deputado de cuprir a sua obrigação legal, muito menos o senhor deputado Paulo Portas, que tem um dever qualificado, uma vez que é ainda presidente de um dos partidos com assento parlamentar, assim tendo maior visibilidade mediática, e para além disso assume publicamente um discurso extremamente moralista de campeão da transparência e da ética. Pelo que deverá ser coerente.

Comentários

Assim não! disse…
A questãop está apenas no facto de o "Ponte Europa" só se ter preocupado com o "Paulo Golpista" e se ter esquecido dos outros que não são Paulos, mas também são golpistas.
Talvez porque a quantidade assuste em termos de proporcionalidade.
bm disse…
Um problema de liderança.
Do Exmo Presidente da AR.
Se não há um responsável na organização/AR, todos são irresponsáveis.
Incluindo o distinto Presidente.
Tem nome, Jaime Gama.
Para que servem afinal os serviços administrativos da AR?
Apenas para processar salários?

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